Arquivos da categoria: Socialismo

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O JOVEM MARX – Filme de Raoul Peck

Em breve nos cinemas! Enquanto isso, leia as Teses de Abril de Lênin.

 

Sobre as Tarefas do Proletariado na Presente Revolução[N13]

V. I. Lénine

07 Abril de 1917

Escrito: Escrito em 4 e 5 (17 e 18) de Abril de 1917.
Primeira Edição: Publicado em 7 de Abril de 1917 no jornal Pravda, n.° 26. Assinado: N. Lénine.

Fonte: Obras Escolhidas em Três Tomos, 1977, Edições Avante! – Lisboa, Edições Progresso – Moscovo.
Tradução: Edições “Avante!” com base nas Obras Completas de V. I. Lénine, 5.ª ed. em russo, t.  31 pp. 113-118.
Transcrição e HTML: Fernando A. S. Araújo, maio 2008.
Direitos de Reprodução: © Direitos de tradução em língua portuguesa reservados por Edições “Avante!” – Edições Progresso Lisboa – Moscovo, 1977.


capa

Tendo chegado a Petrogrado só no dia 3 de Abril à noite, é natural que apenas em meu nome e com as reservas devidas à minha insuficiente preparação tenha podido apresentar na assembleia de 4 de Abril um relatório sobre as tarefas do proletariado revolucionário.

A única coisa que podia fazer para me facilitar o trabalho a mim próprio — e aos contraditores de boa-fé — era preparar teses escritas. Li-as e entreguei o texto ao camarada Tseretéli. Li-as muito devagar e por duas vezes: primeiro na assembleia dos bolcheviques e depois na de bolcheviques e menchevíques.

Publico estas minhas teses pessoais acompanhadas unicamente de brevíssimas notas explicativas, que no relatório foram desenvolvidas com muito maior amplitude. leia mais

Marc-Chagall-La-Vie-1964

Sobre a Humanidade Socialista

Pode ser paradoxal falar em socialismo hoje, num contexto mundial caracterizado, de um lado, pelo baixo crescimento econômico e agravamento da miséria social seis anos depois da crise que afetou principalmente os países do centro do capitalismo; e, por outro lado, do deslocamento, nesses países, da correlação de forças sociais à direita, pois a luta de classes não encontra ainda um proletariado organizado em torno de uma alternativa revolucionária. 

Mas é exatamente em épocas como esta, na qual se vislumbra o horizonte da barbárie, que devemos levantar a bandeira do socialismo, única possibilidade de superação das contradições em que o capitalismo mergulha a humanidade. Significa também um chamamento do proletariado à resistência e a luta de classe.

A palestra Sobre a Humanidade Socialista, de Isaac Deutscher (1907-1967) serve a estes propósitos.(CVM)

 

Sobre a Humanidade Socialista

Isaac Deutscher 

 

Pediram-me para falar com vocês sobre a “Humanidade Socialista”. Este é um tema bastante amplo, a ponto de requerer tantas abordagens a partir de diversos ângulos, que devo pedir a vocês desculpas se o que vou dizer se assemelhar mais a uma conversa informal do que a uma conferência.

Os marxistas, em geral, têm sido renitentes em falar sobre a humanidade socialista; e devo confessar que eu mesmo senti algo desta resistência na primeira vez que esta conferência me foi proposta. Qualquer intenção de oferecer uma descrição da humanidade socialista, quer dizer, retratar o membro da futura sociedade sem classes, irá parecer tingido de utopia. Esse foi o domínio dos grandes visionários do socialismo, especialmente de Saint-Simon e Fourier, os quais, da mesma forma que os racionalistas franceses do século XVII, imaginaram que eles – e através deles, a Razão – finalmente haviam descoberto o homem ideal e que, uma vez feito este descobrimento, a realização deste ideal ocorreria a seguir. Nada mais distante de Marx e Engels e os principais marxistas das gerações subsequentes do que semelhante pensamento. Eles certamente não disseram à humanidade: “Aqui está o ideal, ajoelhe-se diante dele!” Em lugar de nos oferecer um esquema da sociedade futura, se dedicaram a produzir uma análise realista da sociedade tal qual era e é, a sociedade capitalista; e uma vez que as lutas de classes de seu tempo foram enfrentadas, se comprometeram de forma irrevogável com a causa do proletariado. Entretanto, ao responder as necessidades do seu tempo, não deram as costas para o futuro. Tentaram, no mínimo, de conjecturar a forma das coisas que estavam por vir; mas formularam suas conjecturas com fortes reservas e somente por acaso. Em seus volumosos escritos, Marx e Engels somente nos deixaram algumas poucas e dispersas alusões sobre o assunto que nos ocupa, alusões significativamente inter-relacionadas e que sugerem novos e imensos horizontes, mas são unicamente alusões. Sem dúvida, Karl Marx tinha a sua concepção da humanidade socialista, mas esta era a hipótese de trabalho de um analista, não a suposição de um visionário; e ainda que estivesse convencido do realismo histórico de suas previsões, as tratou com certa dose de ceticismo científico.

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SOBRE O HOMEM SOCIALISTA – ISAAC DEUTSCHER

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hist_lenin

Lenin: Palestra sobre a Revolução de 1905

Vladimir Ilitch Ulianov Lenin

Palestra proferida em 22 de Janeiro de 1917, na Casa do Povo de Zurique, perante uma reunião de jovens operários suíços.

Jovens amigos e camaradas,

Comemoramos hoje o décimo segundo aniversário do “Domingo sangrento”, considerado com toda a justeza como o início da revolução russa.

Milhares de operários, não social-democratas, mas crentes, súditos fiéis do czar, conduzidos pelo padre Gapon, encaminharam-se de todos os pontos da cidade para o centro da capital, em direção à praça do Palácio de Inverno, para entregar uma petição ao czar. Os operários caminham com ícones, e Gapon, o seu chefe na ocasião, tinha escrito ao czar dando-se como garantia da sua segurança pessoal e pedindo-lhe que se apresentasse perante o povo.

A tropa foi alertada. Ulanos e cossacos carregam sobre a multidão com armas brancas; disparam contra os operários desarmados que ajoelhados suplicam aos cossacos que lhes permitam aproximar-se do czar. Segundo os relatórios da polícia, houve nesse dia mais de um milhar de mortos e mais de dois mil feridos. A indignação dos operários foi indescritível. leia mais