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ATÉ QUANDO? MAIS UM CRIME CONTRA OS QUE LUTAM

Do portal da Intersindical – instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

Marielle Franco, militante na área de Direitos Humanos e vereadora do PSOL, e o motorista Anderson Pedro foram assassinados na noite de ontem no Rio de Janeiro.

Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes voltavam de uma atividade sobre a luta das mulheres negras, quando o carro foi cercado e mais de 10 disparos foram feitos. Marielle e Anderson morreram no local.

Marielle era a vereadora do PSOL, responsável pela relatoria da comissão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro que acompanhava a intervenção das ações da Polícia Militar e das Forças Federais nas favelas do Rio de Janeiro.

Há poucos dias denunciou as ações da intervenção do 41° Batalhão da PM na favela de Acari, a violência contra os moradores da comunidade, os assassinatos impunes. Marielle cresceu sentindo na pele a violência do Estado: moradora do Complexo da Maré, dedicou parte importante de sua militância denunciando a criminalização e a violência contra a população pobre trabalhadora.

Contra as armas do Capital, o avanço da luta da classe trabalhadora: a mando do Capital, o Estado executa ou é cúmplice dos assassinatos dos lutadores de nossa classe. Os trabalhadores rurais que lutam contra o desmatamento florestal e pela terra seguem sendo assassinados em vária regiões do país, a violência do Estado se amplia contra as mobilizações dos trabalhadores e o assassinato de Marielle e Anderson mostra, mais uma vez, que o Capital e seu braço armado não tem poupado cassetetes e balas para tentar frear a luta de nossa classe. Mas não conseguirão.

São Paulo/SP

Campinas/SP

Curitiba/PR

Argentina

Lisboa – Portugal

Nova York – Estados Unidos

MARIELLE E ANDERSON PRESENTES, NA LUTA DE NOSSA CLASSE QUE SEGUE!

 

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Morre, aos 81 anos, o economista Theotônio dos Santos

Do portal vermelho.org.br

Natural de Carangola, interior de Minas Gerais, militou na Polop (Organização Revolucionária Marxista Política Operária). Ao longo da carreira, escreveu 38 livros, foi co-autor ou colaborador de 78 livros. Seus trabalhos foram publicados em 16 línguas.

A seguir, compartilhamos a homenagem publicada pelo professor Carlos Eduardo Martins, professor do Programa de Estudos sobre Economia Política Internacional (UFRJ), coordenador do Laboratório de Estudos sobre Hegemonia e Contra-Hegemonia (LEHC/UFRJ) e coordenador do Grupo de Integração e União Sul-Americana do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso): “Se Theotônio se vai fisicamente deste mundo, o sonho de um socialismo democrático e a continuidade de sua obra permanecem como desafio aberto para as novas gerações e para os muitos que diretamente ou indiretamente influenciou”.

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Marxismo, uma filosofia da praxis para a revolução. JEAN SALEM*

 

O CVM publica este artigo em homenagem a Jean Salem, morto na noitede sábado (13/01) para domingo aos 65 anos, o filósofo, professor de Filosofia da Universidade de Sorbonne, era um especialista de renome mundial em Demócrito, Epicuro e Lucrécio. Fiel aos ideais de Marx, ele denunciou a perda de pontos de referência de uma esquerda fascinada pelas sirenes liberais.

Dentro de sua vasta obra, destaca-se o livro “Lenin e a Revolução”, um magnífico ensaio sobre a atualidade e a necessidade do leninismo.

Jean Salem era filho do jornalista e revolucionário Henri Alleg, protagonista do comunismo argelino que combateu pela independência do seu país contra o colonialismo francês e denunciou as torturas e a repressão do regime imperialista.

 

Jean Salem, 1952-2018…

Marx, mais actual que nunca

1. Marx não é apenas um «clássico» do pensamento filosófico. Estou convencido que Marx é hoje mais contemporâneo para nós do que era há trinta ou quarenta anos! Tomemos, por exemplo, o Manifesto do Partido Comunista. Lembro-me de, quando o lia pela primeira vez, ir perguntar ao meu pai: que significa essa «concorrência» entre operários que os autores falam em várias ocasiões? A concorrência entre capitalistas, a concorrência mesmo no seio da burguesia, isso era na verdade evidente; mas a possibilidade de que existisse uma concorrência entre trabalhadores não parecia tão evidente, numa época em que os sindicatos eram fortes, em que a classe operária estava poderosamente organizada, numa época de pleno emprego (ou quase) e de políticas «keynesianas». Hoje em dia, pelo contrário, qualquer pessoa remetida para empregos cada vez mais precários e menos frequentes compreenderia isto desde a primeira leitura: efectivamente, o sistema repete-lhe constantemente «se não estás contente, e mais ainda se protestares, há mais dez que estão dispostos a ocupar o teu lugar!». Penso também naquele trecho em que Marx e Engels falam da prostituição, na altura muito alargada entre a classe operária inglesa: não era um fenómeno de massas na década de 1960. Mas, nos nossos dias, depois da grande «libertação» de 1989-1991, há mais de 4 milhões de mulheres que foram – literalmente – vendidas: e esta atmosfera de mercantilização generalizada dos objectos e dos seres humanos, a nossa, facilita-nos, mais uma vez a compreensão imediata do texto do Manifesto. Definitivamente, há muitas coisas que poderemos encontrar em Marx adaptando-as, claro está, à nossa própria época. Por isso é que continuo a acreditar que o marxismo se mantém, como filosofia, inultrapassável do nosso tempo.

Em primeiro lugar não se pode falar, a não ser por graça, de desaparecimento da classe operária, visto que a China e a Índia, que têm quase metade da população humana, se converteram nas duas principais manufactureiras do mundo que alimentam o comércio mundial. Além disso, subsistem alguns operários ainda noutros lugares, não acham? Isto, sem contar com todos esses imigrantes que trabalham na Europa ou nos Estados Unidos, amiúde clandestinamente e, mais amiúde ainda, invisíveis ou quase. Isto parece-me dificilmente contestável… Na realidade, estas considerações relativas à pretensa extinção da classe operária parecem-me euro – ou «ocidental»-centrica. Em grande parte nascem sobre o húmus da antiga exploração colonial; germinam num mundo em que a classe operária ocidental pôde e pode continuar (ainda que em menor medida) a beneficiar, embora mais exiguamente, de migalhas provenientes da pilhagem de países pobres. Noutros tempos esta realidade contribuiu para prevenir a explosão de uma verdadeira revolução na Europa, e as estruturas capitalistas puderam assim manter-se, embora muito contestadas por correntes políticas poderosamente organizadas. Desindustrializai à toa; devastai regiões inteiras fechando os locais de produção em que antes se concentravam muito visivelmente operários qualificados. Não apanheis nunca o metro antes das 7H30 da manhã; olhai fixamente para a televisão, que não vos dá quase nunca a palavra; e sobretudo, não viajeis: tereis então suficientes razões para não ver a classe operária e até mesmo para imaginar que está morta… leia mais

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MARX VOLTOU !

Publicado em 1° de maio de 2014 Marx voltou é uma minissérie de ficção baseada no Manifesto Comunista.

Este é o Capítulo 1: “Burgueses e proletários”.

Capítulo 2: “O mercado e as crises capitalistas”.

Capítulo 3: O Estado e a revolução 

Capítulo 4: A luta dos trabalhadores pelo poder

 

“Marx voltou” é ambientado na Argentina atual, que assim como outros países, sofre os embates da crise econômica. Os trabalhadores de uma fábrica gráfica sofrem suspensões (lay off) e demissões; um grupo se organiza para lutar enquanto são deixados de lado pelos dirigentes sindicais. Ao mesmo tempo, Martim, protagonista desta história, passa a ler o Manifesto Comunista, e termina se encontrando com Karl Marx, sem ficar claro se é um sonho ou realidade. No decorrer de quatro capítulos Marx aparece nesta história com suas ideias revolucionárias sobre as classes sociais, as crises, o estado e o comunismo.

O renomado ator Carlos Weber, (Marx no Soho), interpreta Karl Marx nesta história juntamente com um grupo de jovens atores de importante trajetória no teatro independente argentino.

A produção esteve a cargo do IPS (Instituto do Pensamento Socialista) e a realização pelo grupo de cinema Contraimagem e o canal de TV online TVPTS. É parte de uma iniciativa do PTS (Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Frente de Esquerda, na Argentina, para difundir as ideias marxistas em todo o país.

http://www.tvpts.tv

http://www.pts.org.ar

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Operário tem braço decepado na Volkswagen

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

 

Um funcionário da fábrica de São Bernardo da Volkswagen teve o braço decepado na manhã de ontem após acidente com uma prensa. O operário, que trabalha no setor de estamparia, foi socorrido ao Hospital Assunção, na mesma cidade, onde passou por cirurgia no período da tarde. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, seu estado de saúde é estável.

Até o fechamento desta edição, não haviam sido informados detalhes sobre o que pode ter provocado o acidente. Por meio de sua assessoria de imprensa, a entidade sindical disse que, na tarde de ontem, a ocorrência ainda estava sob investigação, processo que contará com o auxílio de integrantes da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Os funcionários do primeiro e do segundo turnos foram liberados do trabalho.

Em Destaque

Segundo funcionários da empresa, foi feita reunião com diretores da montadora para que fossem discutidas medidas para evitar novos acidentes na planta.

Em nota enviada ao Diário no início da noite, a Volkswagen afirmou que “lamenta o acidente ocorrido com um dos seus empregados” e que “prestou o socorro imediato e continuará dando assistência a ele e sua família”. A companhia não divulgou a identidade do funcionário e também não confirmou as informações sobre seu estado de saúde.

Em novembro, outro operário da fábrica da Anchieta, que trabalhava na manutenção, se feriu depois que uma máquina caiu sobre ele. A vítima teve o abdômen perfurado e também foi levada para o Hospital Assunção por equipes do Corpo de Bombeiros. O acidente ocorreu na ala 3 da fábrica, onde é feita a armação da picape Saveiro.