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Operário tem braço decepado na Volkswagen

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

 

Um funcionário da fábrica de São Bernardo da Volkswagen teve o braço decepado na manhã de ontem após acidente com uma prensa. O operário, que trabalha no setor de estamparia, foi socorrido ao Hospital Assunção, na mesma cidade, onde passou por cirurgia no período da tarde. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, seu estado de saúde é estável.

Até o fechamento desta edição, não haviam sido informados detalhes sobre o que pode ter provocado o acidente. Por meio de sua assessoria de imprensa, a entidade sindical disse que, na tarde de ontem, a ocorrência ainda estava sob investigação, processo que contará com o auxílio de integrantes da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Os funcionários do primeiro e do segundo turnos foram liberados do trabalho.

Em Destaque

Segundo funcionários da empresa, foi feita reunião com diretores da montadora para que fossem discutidas medidas para evitar novos acidentes na planta.

Em nota enviada ao Diário no início da noite, a Volkswagen afirmou que “lamenta o acidente ocorrido com um dos seus empregados” e que “prestou o socorro imediato e continuará dando assistência a ele e sua família”. A companhia não divulgou a identidade do funcionário e também não confirmou as informações sobre seu estado de saúde.

Em novembro, outro operário da fábrica da Anchieta, que trabalhava na manutenção, se feriu depois que uma máquina caiu sobre ele. A vítima teve o abdômen perfurado e também foi levada para o Hospital Assunção por equipes do Corpo de Bombeiros. O acidente ocorreu na ala 3 da fábrica, onde é feita a armação da picape Saveiro.

Impeachment não está no centro das preocupações do Passe Livre, diz militante

do blog Brasil247

“Tendo impeachment ou não, o Estado vai bater nos movimentos sociais como sempre”, afirma a estudante de artes plásticas. O que realmente chama a atenção do MPL é o papel central que as forças policiais estão tendo no desenrolar dos fatos políticos recentes, muitos conectados com as investigações de corrupção na Petrobras.

“O que a gente vê de muito preocupante no momento é esse processo de judicialização da política, a força que a polícia vem ganhando. Essa coisa de a Polícia Federal estar aparecendo como heroica. Isso é muito preocupante para a gente, como movimento social, que vem sendo criminalizado desde sempre. É uma coisa que a gente conversa inclusive com outros movimentos sociais”

 

 

São Paulo – O Movimento Passe Livre (MPL) deu início às mobilizações que, em junho de 2013, levaram milhares de pessoas às ruas em São Paulo e a passeatas em todo o país. Defensor do transporte público gratuito, o movimento organizou protestos contra o reajuste das tarifas de ônibus, trens e metrô na capital paulista. Os reflexos daquele momento podem ser percebidos ainda hoje, diz o filósofo e professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, que coordena pesquisas sobre as manifestações de rua. “A partir de 2013, com a dimensão que ganhou, a mobilização de rua se volta para o repertório político”, afirma.

Apesar das diferenças ideológicas, Ortellado vê influências do Passe Livre nas organizações que promovem atos pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O Vem Pra Rua usa como nome um dos gritos usados pelo MPL nas manifestações de 2013, enquanto o Movimento Brasil Livre (MBL) tem “uma sigla que se confunde com o MPL de propósito”, acrescenta o professor.

O Passe Livre não tem, no entanto, agido para apoiar o impeachment, nem para contestá-lo nas ruas. “O momento faz parecer que há uma briga entre a esquerda e a direita quando, na verdade, parece para a gente que já apanhou de governos tanto do PT quanto do PSDB, é uma coisa de gente igual brigando”, diz uma das integrantes do movimento, Laura Viana, a partir das discussões feitas internamente pelo MPL sobre a atual conjuntura política.

Ao se opor ao aumento do preço das passagens, o movimento tenta pressionar tanto a administração petista, o prefeito Fernando Haddad, para que administre os contratos das empresas de ônibus, quanto a tucana, do governador Geraldo Alckmin, responsável pelas companhias que fazem o transporte sobre trilhos.

“Tendo impeachment ou não, o Estado vai bater nos movimentos sociais como sempre”, afirma a estudante de artes plásticas. O que realmente chama a atenção do MPL é o papel central que as forças policiais estão tendo no desenrolar dos fatos políticos recentes, muitos conectados com as investigações de corrupção na Petrobras.
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Continua a ocupação das fábricas da MABE


Do site da 
Intersindical, Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

Continua a ocupação das fábricas da MABE com sede em campinas e hortolândia. Contra o calote da empresa e em defesa dos empregos, a luta de classes se intensifica, sem pacto nem patrão, todo poder aos trabalhadores!

 

Acampados desde o dia 22 de dezembro, a maioria dos quase 2 mil trabalhadores na Mabe, ocuparam hoje (15/02) as duas plantas, em Campinas e em Hortolândia, após a falência da empresa decretada pela Justiça na semana passada. leia mais

Usiminas 2

FATOS & CRÍTICA nº 4: roda da economia em marcha a ré, roda política em ponto morto

Coletivo CVM

Foto : Repressão policial aos trabalhadores da Usiminas de Cubatão
(Intersindical, Instrumento de luta e Organização da Classe Trabalhadora)

De outubro de 2014 a setembro de 2015 a economia brasileira revelou um quadro de crise econômica de gravidade inédita. Foram quatro trimestres seguidos de recessão no país. Depois de um crescimento anual pífio em 2014 (0,1%), as previsões de uma contração de 3,3% em 2015 e de outro encolhimento de 2% em 2016 revelam que os efeitos da crise de 2008, postergados por uma série de medidas “anticíclicas”, apresentam-se agora em toda a sua dimensão.

Crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil

Crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil

A mídia burguesa põe a culpa da situação atual na política econômica de Mantega, com seus contornos keynesianos, mas as crises econômicas do capitalismo são cíclicas e inevitáveis. A recuperação ocorrida em 2010, após a pequena recessão de 2009, pode ser atribuída à decisão do governo de combater os efeitos da crise elevando o crédito dos bancos públicos, mas beneficiou-se também da conjuntura ainda favorável para a exportação de commodities.

Os efeitos positivos das medidas no curto prazo calaram as vozes discordantes, mas agora, que o arsenal keynesiano se esgotou e a crise se revela em toda a sua dimensão, as vertentes neoliberais do pensamento econômico burguês se levantam para denunciar os erros da política “anticíclica” e para acusar Mantega e Dilma de serem os responsáveis pelo tamanho da crise. Trata-se de uma injustiça, pois as crises fazem parte da natureza do sistema capitalista, podem ser retardadas ou amainadas pela ação dos governos, mas não suprimidas.

Aqui cabe um parêntesis. Tanto o keynesianismo quanto o liberalismo são formas burguesas de pensamento econômico e suas receitas têm sido utilizadas pelos governos conforme as circunstâncias conjunturais, no Brasil e no mundo. Não são necessariamente formas de pensamento de frações burguesas distintas, mas maneiras de favorecer a acumulação de capital como um todo, em distintas situações. leia mais

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Liberar geral o aumento dos acidentes, doenças e mortes nos locais de trabalho, diminuir salários e direitos

É isso que significa o projeto dos patrões sobre a terceirização

Do site da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

O Projeto de Lei 4330 de 2004 que trata sobre a terceirização foi aprovado pela Câmara dos Deputa-dos no dia 22 de abril e agora segue para o Senado.

O projeto dos patrões que tem por objetivo:

• Terceirizar tudo: da produção de manteiga à carros, do trabalho no comércio às fábricas e no serviço público. Serão milhares de trabalhadores, trabalhando juntos recebendo salário pior que o outro.

• Menos direitos e mais acidentes: hoje quem trabalha numa empresa terceirizada tem menos direitos, e estão expostos a situações de maior risco que provocam doenças, acidentes e mortes.

• Recebem salários menores e tem direitos desrespeitados : os trabalhadores nas empresas terceirizadas recebem salários menores para fazerem as mesmas funções de quem está na empresa contratante.

• E os patrões também querem ampliar o que hoje é conhecido como “Pessoa Jurídica”(PJ), o que significa que acaba com o contrato de trabalho que garante direitos básicos como 13°, FGTS, contribuição para Previdência. O trabalhador terá que ter “uma firma”, será um prestador de serviços o que piora ainda mais as condições de trabalho e desrespeita direitos trabalhistas.

 E a nossa luta que não começou agora contra a terceirização vai se ampliar

VAMOS NESSE DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO FORTALECER A MOBILIZAÇÃO PARA A NECESSÁRIA GREVE GERAL
Por isso vamos juntos e firmes garantir um grande dia de paralisação nesse 29 de maio e ampliar a mobilização para uma greve geral, instrumento legítimo de luta dos trabalhadores para defender, manter e ampliar direitos.

Dia 29 de Maio é Dia de Paralisação em todo país, trabalhadores das mais diversas categorias vão cruzar os braços em defesa dos direitos, contra o projeto dos patrões sobre a terceirização, as medidas do governo Dilma que atacam nossos direitos e contra as demissões.

Os governos atacam direitos e tentam impedir a luta dos trabalhadores, mas não conseguem

Um dos exemplos mais escancarados disso é o que fez o governo do estado do Paraná, o governador Beto Richa do PSDB lançou um pacote que ataca a Previdência e direitos básicos dos servidores públicos do estado. E para proteger seus deputados e garantir que seu pacote fosse aprovado na Assembleia Legislativa, mandou seu braço armando, a Polícia Militar atacar professores, servidores que em greve lutam por seus direitos. Foram centenas de trabalhadores feridos através das bombas e balas vindas da repressão do governo que tinha por objetivo acabar com a greve dos professores, mas não conseguiu.

Como no Paraná em vários outros estados como São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Santa Catarina os servidores realizaram paralisações e greves continuam. É a luta contra o arrocho nos salá- rios e os pacotes dos governos que para tentar tapar o rombo nas contas públicas provocado por sua política que tem por objetivo atender os patrões.

JUNTOS E FIRMES SEGUIMOS NA LUTA DO CONJUNTO DA CLASSE TRABALHADORA!

É a luta da classe trabalhadora que pode barrar a barbárie e garantir uma nova sociedade

A cada luta que fazemos por aumento dos salários, em defesa dos direitos, contra as demissões, quando paramos a fonte de lucros dos patrões contra seus projetos que aumentam a exploração como é a terceirização, avançamos na luta por uma nova sociedade. Para combater essa sociedade que se enriquece explorando o trabalho de homens e mulheres trabalhadores, a sociedade do Capital que mata através do trabalho, da bala e da fome, nossa classe e os filhos de nossa classe, é preciso não só manter, mas ampliar a luta. Os direitos que temos não são concessões dos patrões ou dos governos, foram garantidos através de muita luta realizada por nossa classe e os direitos que estão sendo ameaçados só serão garantidos com nossa luta. Quando colocamos a revolta em movimento, damos os passos necessários para superar essa sociedade de exploração.