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Impeachment não está no centro das preocupações do Passe Livre, diz militante

do blog Brasil247

“Tendo impeachment ou não, o Estado vai bater nos movimentos sociais como sempre”, afirma a estudante de artes plásticas. O que realmente chama a atenção do MPL é o papel central que as forças policiais estão tendo no desenrolar dos fatos políticos recentes, muitos conectados com as investigações de corrupção na Petrobras.

“O que a gente vê de muito preocupante no momento é esse processo de judicialização da política, a força que a polícia vem ganhando. Essa coisa de a Polícia Federal estar aparecendo como heroica. Isso é muito preocupante para a gente, como movimento social, que vem sendo criminalizado desde sempre. É uma coisa que a gente conversa inclusive com outros movimentos sociais”

 

 

São Paulo – O Movimento Passe Livre (MPL) deu início às mobilizações que, em junho de 2013, levaram milhares de pessoas às ruas em São Paulo e a passeatas em todo o país. Defensor do transporte público gratuito, o movimento organizou protestos contra o reajuste das tarifas de ônibus, trens e metrô na capital paulista. Os reflexos daquele momento podem ser percebidos ainda hoje, diz o filósofo e professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, que coordena pesquisas sobre as manifestações de rua. “A partir de 2013, com a dimensão que ganhou, a mobilização de rua se volta para o repertório político”, afirma.

Apesar das diferenças ideológicas, Ortellado vê influências do Passe Livre nas organizações que promovem atos pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O Vem Pra Rua usa como nome um dos gritos usados pelo MPL nas manifestações de 2013, enquanto o Movimento Brasil Livre (MBL) tem “uma sigla que se confunde com o MPL de propósito”, acrescenta o professor.

O Passe Livre não tem, no entanto, agido para apoiar o impeachment, nem para contestá-lo nas ruas. “O momento faz parecer que há uma briga entre a esquerda e a direita quando, na verdade, parece para a gente que já apanhou de governos tanto do PT quanto do PSDB, é uma coisa de gente igual brigando”, diz uma das integrantes do movimento, Laura Viana, a partir das discussões feitas internamente pelo MPL sobre a atual conjuntura política.

Ao se opor ao aumento do preço das passagens, o movimento tenta pressionar tanto a administração petista, o prefeito Fernando Haddad, para que administre os contratos das empresas de ônibus, quanto a tucana, do governador Geraldo Alckmin, responsável pelas companhias que fazem o transporte sobre trilhos.

“Tendo impeachment ou não, o Estado vai bater nos movimentos sociais como sempre”, afirma a estudante de artes plásticas. O que realmente chama a atenção do MPL é o papel central que as forças policiais estão tendo no desenrolar dos fatos políticos recentes, muitos conectados com as investigações de corrupção na Petrobras.
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Continua a ocupação das fábricas da MABE


Do site da 
Intersindical, Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

Continua a ocupação das fábricas da MABE com sede em campinas e hortolândia. Contra o calote da empresa e em defesa dos empregos, a luta de classes se intensifica, sem pacto nem patrão, todo poder aos trabalhadores!

 

Acampados desde o dia 22 de dezembro, a maioria dos quase 2 mil trabalhadores na Mabe, ocuparam hoje (15/02) as duas plantas, em Campinas e em Hortolândia, após a falência da empresa decretada pela Justiça na semana passada. leia mais

Usiminas 2

FATOS & CRÍTICA nº 4: roda da economia em marcha a ré, roda política em ponto morto

Coletivo CVM

Foto : Repressão policial aos trabalhadores da Usiminas de Cubatão
(Intersindical, Instrumento de luta e Organização da Classe Trabalhadora)

De outubro de 2014 a setembro de 2015 a economia brasileira revelou um quadro de crise econômica de gravidade inédita. Foram quatro trimestres seguidos de recessão no país. Depois de um crescimento anual pífio em 2014 (0,1%), as previsões de uma contração de 3,3% em 2015 e de outro encolhimento de 2% em 2016 revelam que os efeitos da crise de 2008, postergados por uma série de medidas “anticíclicas”, apresentam-se agora em toda a sua dimensão.

Crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil

Crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil

A mídia burguesa põe a culpa da situação atual na política econômica de Mantega, com seus contornos keynesianos, mas as crises econômicas do capitalismo são cíclicas e inevitáveis. A recuperação ocorrida em 2010, após a pequena recessão de 2009, pode ser atribuída à decisão do governo de combater os efeitos da crise elevando o crédito dos bancos públicos, mas beneficiou-se também da conjuntura ainda favorável para a exportação de commodities.

Os efeitos positivos das medidas no curto prazo calaram as vozes discordantes, mas agora, que o arsenal keynesiano se esgotou e a crise se revela em toda a sua dimensão, as vertentes neoliberais do pensamento econômico burguês se levantam para denunciar os erros da política “anticíclica” e para acusar Mantega e Dilma de serem os responsáveis pelo tamanho da crise. Trata-se de uma injustiça, pois as crises fazem parte da natureza do sistema capitalista, podem ser retardadas ou amainadas pela ação dos governos, mas não suprimidas.

Aqui cabe um parêntesis. Tanto o keynesianismo quanto o liberalismo são formas burguesas de pensamento econômico e suas receitas têm sido utilizadas pelos governos conforme as circunstâncias conjunturais, no Brasil e no mundo. Não são necessariamente formas de pensamento de frações burguesas distintas, mas maneiras de favorecer a acumulação de capital como um todo, em distintas situações. leia mais

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Liberar geral o aumento dos acidentes, doenças e mortes nos locais de trabalho, diminuir salários e direitos

É isso que significa o projeto dos patrões sobre a terceirização

Do site da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

O Projeto de Lei 4330 de 2004 que trata sobre a terceirização foi aprovado pela Câmara dos Deputa-dos no dia 22 de abril e agora segue para o Senado.

O projeto dos patrões que tem por objetivo:

• Terceirizar tudo: da produção de manteiga à carros, do trabalho no comércio às fábricas e no serviço público. Serão milhares de trabalhadores, trabalhando juntos recebendo salário pior que o outro.

• Menos direitos e mais acidentes: hoje quem trabalha numa empresa terceirizada tem menos direitos, e estão expostos a situações de maior risco que provocam doenças, acidentes e mortes.

• Recebem salários menores e tem direitos desrespeitados : os trabalhadores nas empresas terceirizadas recebem salários menores para fazerem as mesmas funções de quem está na empresa contratante.

• E os patrões também querem ampliar o que hoje é conhecido como “Pessoa Jurídica”(PJ), o que significa que acaba com o contrato de trabalho que garante direitos básicos como 13°, FGTS, contribuição para Previdência. O trabalhador terá que ter “uma firma”, será um prestador de serviços o que piora ainda mais as condições de trabalho e desrespeita direitos trabalhistas.

 E a nossa luta que não começou agora contra a terceirização vai se ampliar

VAMOS NESSE DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO FORTALECER A MOBILIZAÇÃO PARA A NECESSÁRIA GREVE GERAL
Por isso vamos juntos e firmes garantir um grande dia de paralisação nesse 29 de maio e ampliar a mobilização para uma greve geral, instrumento legítimo de luta dos trabalhadores para defender, manter e ampliar direitos.

Dia 29 de Maio é Dia de Paralisação em todo país, trabalhadores das mais diversas categorias vão cruzar os braços em defesa dos direitos, contra o projeto dos patrões sobre a terceirização, as medidas do governo Dilma que atacam nossos direitos e contra as demissões.

Os governos atacam direitos e tentam impedir a luta dos trabalhadores, mas não conseguem

Um dos exemplos mais escancarados disso é o que fez o governo do estado do Paraná, o governador Beto Richa do PSDB lançou um pacote que ataca a Previdência e direitos básicos dos servidores públicos do estado. E para proteger seus deputados e garantir que seu pacote fosse aprovado na Assembleia Legislativa, mandou seu braço armando, a Polícia Militar atacar professores, servidores que em greve lutam por seus direitos. Foram centenas de trabalhadores feridos através das bombas e balas vindas da repressão do governo que tinha por objetivo acabar com a greve dos professores, mas não conseguiu.

Como no Paraná em vários outros estados como São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Santa Catarina os servidores realizaram paralisações e greves continuam. É a luta contra o arrocho nos salá- rios e os pacotes dos governos que para tentar tapar o rombo nas contas públicas provocado por sua política que tem por objetivo atender os patrões.

JUNTOS E FIRMES SEGUIMOS NA LUTA DO CONJUNTO DA CLASSE TRABALHADORA!

É a luta da classe trabalhadora que pode barrar a barbárie e garantir uma nova sociedade

A cada luta que fazemos por aumento dos salários, em defesa dos direitos, contra as demissões, quando paramos a fonte de lucros dos patrões contra seus projetos que aumentam a exploração como é a terceirização, avançamos na luta por uma nova sociedade. Para combater essa sociedade que se enriquece explorando o trabalho de homens e mulheres trabalhadores, a sociedade do Capital que mata através do trabalho, da bala e da fome, nossa classe e os filhos de nossa classe, é preciso não só manter, mas ampliar a luta. Os direitos que temos não são concessões dos patrões ou dos governos, foram garantidos através de muita luta realizada por nossa classe e os direitos que estão sendo ameaçados só serão garantidos com nossa luta. Quando colocamos a revolta em movimento, damos os passos necessários para superar essa sociedade de exploração.

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15 de Abril – Parar a produção e a circulação de mercadorias em defesa da vida, dos salários e direitos

do site da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

AS CONDIÇÕES DE TRABALHO IMPOSTAS PELA USIMINAS E SUAS TERCEIRIZADAS MATAM MAIS UM TRABALHADOR. É ISSO QUE SIGNIFICA O PL 4330: MORTES, ARROCHO ATAQUE AOS DIREITOS

No dia seguinte da votação do Projeto de Lei 4330/2004 que libera geral a terceirização em todos os ramos de atividade, na siderúrgica Usiminas em sua planta de Cubatão/SP mais um trabalhador foi morto vitima das péssimas condições de trabalho impostas pela direção da usina e suas empresas terceirizadas.

André Luis de Souza. tinha 29 anos, era pai de uma criança de 6 anos e trabalhava na empresa terceirizada Enesa contratada pela Usiminas. André morreu no dia 09 de abril, no inicio da tarde esmagado por uma peça de aproximadamente 40 toneladas.
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André é mais um de nossos irmãos de classe que teve sua vida arrancada pelas condições assassinas de trabalho impostas pelo Capital. Só na Usiminas em sua planta de Cubatão/SP foram mais de 50 trabalhadores que perderam a vida desde 1988, ano da privatização da empresa na época ainda Cosipa. leia mais