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MAIORIA DOS MINISTROS DO TST PASSA POR CIMA DE DIREITOS HISTÓRICOS DOS TRABALHADORES NOS CORREIOS AO TENTAR EXTERMINAR 50 CLÁUSULAS DA CONVENÇÃO COLETIVA

Do portal da Intersindical, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

O Estado do Capital: decisão da maioria do Tribunal Superior do Trabalho escancara que estão junto ao governo Bolsonaro à serviço dos patrões para acabar com os direitos da classe trabalhadora

 

 

 

No dia 21 de setembro a maioria do TST votou pelo fim dos direitos dos trabalhadores nos Correios e novamente mostrou que, a exemplo do governo Bolsonaro e da maioria dos deputados e senadores, está à serviço de garantir mais e melhores condições para que os patrões avancem na exploração contra os trabalhadores.

A maioria dos ministros votou pelo fim de direitos históricos garantidos a mais de 30 anos de luta pela categoria. Das 79 cláusulas, o Judiciário decidiu destruir 50 cláusulas entre elas adicional noturno, redução do tíquete alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, auxílio para filhos com necessidades especiais, adicional de risco, redução do valor das horas extras, entre tantos outros.

Não são privilégios, são direitos que ao serem retirados vão reduzir em mais de 40% a renda de milhares de trabalhadores em que a maioria não recebe sequer dois salários mínimos. Além disso, muitas cláusulas atacadas têm relação com a proteção dos trabalhadores vítimas de doenças e acidentes provocados pelo trabalho, ou seja, ao determinarem o fim dessas cláusulas, o Judiciário dá carta branca para que o governo e os patrões ataquem além dos salários e direitos básicos, também a saúde e vida dos trabalhadores.

A fala de um dos ministros do TST, Ives Gandra Martins Filho, um capacho dos interesses patronais, defensor do fim dos direitos trabalhistas pretende que essa decisão completamente inconstitucional, pois ataca direitos e a sobrevivência do trabalhador se transforme numa norma a ser estendida para a toda a classe trabalhadora. É a demonstração da real face do Estado que para impor mais e melhores condições para que o Capital amplie seus lucros ataca os trabalhadores passando por cima de direitos historicamente garantidos. Esse capacho dos patrões que recebe mais de R$30 mil entre salários e benefícios vomitou novamente nesse julgamento seu asco contra os trabalhadores. leia mais

Greve dos trabalhadores nos Correios entra na 5ª semana e se amplia a luta em defesa dos direitos e dos empregos

Do portal da Intersindical, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora


Na audiência no Tribunal Superior do Trabalho os representantes do governo escancararam que seu objetivo é exterminar os direitos para privatizar a ECT

 

Os/as trabalhadores/as nos Correios estão em greve desde o dia 18 de agosto, uma greve que atinge todas as regiões do país e segue firme na defesa dos direitos que tanto o governo da morte de Bolsonaro tenta exterminar.

Das 79 cláusulas que estão no Acordo Coletivo de Trabalho, o governo quer acabar com 70 e modificar as 9 restantes com o mesmo objetivo de acabar com os direitos.

O presidente dos Correios, o tal general Floriano Peixoto, que entre salário e bônus recebe mais de R$ 40 mil mensais e mantém assessores recebendo salários de R$20 mil, busca retirar direitos de trabalhadores que recebem em média apenas R$ 1700,00 e ao ter seu tíquete alimentação e tantos outros direitos cortados, não terão como colocar comida dentro de casa.

O governo Bolsonaro quer impor aos trabalhadores nos Correios o que os patrões nas empresas privadas impõem desde 2017 depois da aprovação de sua reforma trabalhista encaminhada pelo governo Temer/MDB e apoiada pela maioria dos deputados e senadores, o que significa tentar acabar com os direitos contidos nas Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho que foram garantidos através de muita luta.

Na audiência realizada na semana passada no Tribunal Superior do Trabalho (TST), os representantes do general, que a serviço do governo Bolsonaro se recusaram a qualquer negociação, mostraram que sua intenção é destruir os direitos. Não apresentaram nenhuma proposta, simplesmente mantiveram a posição de rasgar o Acordo Coletivo dos trabalhadores.

Esse governo saudoso da ditadura militar, que tem na presidência dos Correios mais um dos muitos milicos que estão ocupando cada vez mais cargos na estrutura do Executivo busca piorar ainda mais as condições de vida e trabalho dos trabalhadores, sucatear ainda mais os serviços para depois entregar a ECT nas mãos das empresas privadas. A consequência disso será demissões em massa e o fim do atendimento dos serviços básicos para a população trabalhadora.

Fortalecer a solidariedade ativa a greve e ampliar essa luta: os próximos dias são muito importantes para a greve dos trabalhadores nos Correios e a solidariedade ativa do conjunto da classe é fundamental, solidariedade que se expressa participando ativamente dos atos que acontecerão no próximo dia 17/09, do ato nacional do dia 21/09 quando acontece o julgamento da greve no TST em Brasília  e em cada categoria onde estamos seguir cercando de solidariedade a greve dos nossos irmãos de classe nos Correios, pois a luta em defesa dos direitos e contras as privatizações é uma luta do conjunto da classe trabalhadora por melhores condições de vida e trabalho.

Frente aos ataques da classe patronal, resistir e se organizar

 


A classe trabalhadora vive um momento de grave perigo, uma situação de ameaça
imediata à sobrevivência causada pela conjunção entre a pandemia de coronavirus (o Brasil ocupa o segundo lugar com maior número de casos no mundo, com 4.041.638 pessoas contaminadas e 124.614 mortos) e as demissões, a perda de direitos e o agravamento da exploração dos patrões.

Nesta situação de extrema fragilidade da saúde dos trabalhadores, os patrões resolveram passar ao ataque: apoiados por medidas do governo federal, suspenderam contratos, demitiram trabalhadores e mantiveram empregados uma parte com jornadas e salários reduzidos. Não satisfeitos, entenderam que havia chegado a hora de arrochar ainda mais a exploração da classe trabalhadora, colocando-a contra a parede, atacando os contratos coletivos de trabalho já estabelecidos e avançando, mediante terceirização, no rebaixamento dos pisos salariais. Entenderam assim porque perceberam como a maioria dos sindicatos e as centrais sindicais abandonaram a luta, encarando a situação como aquela “normal” das campanhas salariais, pautando-se apenas na manutenção dos acordos coletivos anteriores, aceitando a compensação dos abonos ao invés do aumento salarial apesar do custo de vida crescente, querendo se livrar da tarefa árdua da resistência nos locais de trabalho em troca da dedicação ao pleito eleitoral de novembro vindouro nos municípios.

A classe trabalhadora enfrenta grandes dificuldades para enfrentar os ataques concentrados da classe patronal, devido aos limites da estrutura sindical que funciona nos termos impostos pela legislação trabalhista, com datas-bases separadas para cada categoria, impedimento de organização independente nos locais de trabalho, e a dependência da ação da Justiça do Trabalho para resolver os conflitos com os patrões. Mesmo a defesa dos acordos coletivos assumida pelos dirigentes das federações e centrais sindicais da boca para fora pouco significa num momento em que, como a greve dos Correios deixa claro, os patrões anulam acordos e impõem perdas de conquistas e de direitos estabelecidos. Mais: apoiados pelo governo federal estão maquinando uma reforma para criar sindicatos por empresas. Os patrões querem voltar aos tempos da escravidão, com o poder de vida e de morte sobre os trabalhadores.

Entretanto, como as greves dos metalúrgicos da Renault contra as demissões em julho/agosto e a greve dos Correios, em andamento, demonstram, na situação de perigo não outro caminho senão o de resistir e se organizar. A história nos mostra que nos piores momentos, a exemplo daqueles vividos sob a ditadura militar, sempre há possibilidade de organização e resistência, tal como aconteceu a partir de 1975 em São Paulo: com os sindicatos atrelados ao Estado dos patrões sob o comando de diretorias pelegas, os metalúrgicos paulistas mais conscientes abriram o caminho das oposições sindicais organizadas de modo independente nos locais de trabalho, obrigando algumas diretorias de sindicatos assumirem as lutas.Mais tarde este legado foi assumido pelo movimento chamado CUT pela base, de onde saíram a Intersindical – instrumento de luta e organização da classe trabalhadora e a CSP/Conlutas, as quais romperam a partir de 2006 com a linha de conciliação de classe e o cupulismo da CUT e demais centrais sindicais.

Este é o caminho: construir a organização independente nos locais de trabalho na prática diária de resistência à exploração capitalista, baseando-se nos laços de confiança e de solidariedade nascidos nesta luta. Os patrões, na desmedida sanha do capital pela exploração dos trabalhadores, somente conhecem um único limite: aquele imposto pela luta dos trabalhadores.

coletivo CVM, 05/09/2020

Governo Bolsonaro, através da direção dos correios, coloca a polícia para atacar os trabalhadores em greve

Do portal da Intersindical, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

Na noite de domingo, dia 30 de agosto, trabalhadores que ocupavam o centro de distribuição dos Correios em Indaiatuba foram retirados pela repressão do Estado

 

MAS NÃO TEM RECUO, A GREVE CONTINUA

A greve dos trabalhadores nos Correios segue forte e se amplia a cada semana, uma luta que além de defender os direitos da categoria que estão sendo exterminados pelo governo, é em defesa dos serviços públicos de qualidade para a população trabalhadora, por isso a luta também é contra a privatização.

Na semana passada trabalhadores nos Correios junto com seu Sindicato da região de Campinas/SP e mais trabalhadores de outras regiões ocuparam o maior centro de distribuição dos Correios, na cidade de Indaiatuba e desde então, a direção da empresa tenta de tudo para retirá-los de lá.

Até que no domingo dia 30 de agosto, através de uma manobra jurídica, a direção da empresa conseguiu uma liminar de reintegração e usou de seu braço armado para retirar à força os trabalhadores que estavam na ocupação.

Na noite de domingo, dezenas de viaturas da polícia militar e a tropa de choque foram acionadas para impor a retirada dos trabalhadores do centro de distribuição dos Correios.

Juntos com seus Sindicatos os trabalhadores se mantêm firmes e a ação imposta pelo governo na desocupação do centro de distribuição, só amplia a indignação e a força para lutar.

A greve continua e mais do que solidariedade ativa é no fortalecimento da luta das mais diversas categorias que também estão em campanha salarial nesse semestre que podemos derrotar a investida dos patrões e seus governos de acabar com os direitos da classe trabalhadora.

 

Veja aqui:

Publicado por Jose Ivaldo Sintecas em Domingo, 30 de agosto de 2020

Funcionários dos Correios dizem que vão intensificar greve e protestos

Carla Araújo Do UOL, em Brasília 28/08/2020 04h00

 

Nota do CVM: a nosso ver, a intransigência a que se refere este artigo não é dos trabalhadores mas sim da direção da empresa.

 

 

Após a recusa dos Correios em aceitar o acordo proposto pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), os sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios dizem que pretendem intensificar a greve e ampliar os protestos pelo país.

“A greve vai continuar. Vamos intensificar os piquetes e as mobilizações”, disse à coluna o secretário da FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), Emerson Marinho.

Ontem (27), o vice-presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, propôs um acordo entre os Correios e seus funcionários, que estão em greve desde o dia 17 de agosto.

A sugestão do magistrado era estender por mais um ano o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do ano passado, mantendo os atuais benefícios dos funcionários, mas sem que seja concedido o reajuste de 5%. Além disso, ele colocou como condição do acordo o fim da paralisação.

Os trabalhadores se manifestaram no sentido de debater a proposta em Assembleias, mas com a recomendação de que ela fosse aceita. Os Correios, por sua vez, afirmaram que não poderiam manter os termos atuais do ACT por conta do impacto da pandemia do coronavírus nas contas da estatal.

“Não vamos permitir nenhuma retirada de direitos como a empresa quer porque isso coloca os trabalhadores em uma situação difícil economicamente”, diz o sindicalista.

Privatização

Os trabalhadores também reclamam dos planos da empresa de iniciar o processo para a privatização da estatal, como já autorizou o presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, o BNDES selecionou o consórcio que irá desenvolver os estudos para que o processo de desestatização seja desenhado.

Além disso, os trabalhadores acusam o presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, de abrir vagas para militares na estatal e gerar uma espécie de cabide de empregos, com salários de R$ 30 a R$ 46 mil. “Enquanto isso, o trabalhador de carreira de nossa empresa ganha o salário de R$ 1,7 mil por mês”, diz o sindicalista.

À coluna, o presidente dos Correios, general Floriano Peixoto afirma que a proposta apresentada pela empresa “é condizente com sua situação financeira e a realidade do país”. “Considerando a missão do gestor público em zelar pela boa administração, é dever da Diretoria dos Correios implementar os ajustes propostos, pois, sem eles, haverá grave comprometimento da situação econômica da empresa”, disse.

“Não temos condições de aceitar esses ataques brutais colocados pelo presidente Floriano Peixoto”, argumentou o sindicalista. leia mais