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A luta da jornada de trabalho na indústria metalúrgica alemã

Lothar Wentzel

No ano de 1984, o IG Metal,  o sindicato da indústria metalúrgica alemã-ocidental, entrou em greve por uma semana de trabalho de 35 horas, após um longo tempo de preparação. Os empresários haviam recusado terminantemente a redução do tempo de trabalho semanal e estavam dispostos a conceder somente as férias de seis semanas.

Os objetivos do IG Metall eram:

  • Assegurar os postos de trabalho;
  • Reduzir o desemprego (então na faixa dos 2,5 milhões);
  • Melhorar a qualidade de vida.

Os patrões da indústria metalúrgica e o governo liderado pela CDU empreenderam uma resistência encarniçada. A greve durou sete semanas.  No final, cerca de 600 mil trabalhadores (dentre 3 milhões) participavam da disputa trabalhista, usando especialmente os bloqueios. Finalmente, chegou-se a um acordo. A jornada de trabalho foi encurtada para 38,5 horas.

Depois disso, a jornada de trabalho foi reduzida por meio de novas medidas.  Porém, passaram-se mais onze anos até 1995, quando, após uma greve de duas semanas na Baviera , pôde ser acordada a jornada de trabalho de 35 horas. Nos anos de 1985 até 1989 a jornada de trabalho foi reduzida abaixo de 40 horas em quase todos os setores da economia.

O desemprego baixou para cerca de 500.000 pessoas. Então veio a unificação alemã, que propiciou novamente o crescimento do desemprego, em função do colapso da economia da Alemanha Oriental. leia mais

O dedo do imperialismo norte americano nas imagens dramáticas da cidade de Homs, Síria

 

As dramáticas imagens de Homs no vídeo abaixo dão uma ideia da violência do confronto entre as tropas governistas de Assad e o Exército Livre da Síria, baseado em Homs. O ELS, oriundo da deserção de oficiais de Assad, conseguiu apoio da liderança sunita nas cidades em que eram maioria por se recusar a reprimir as manifestações contrárias ao governo.

Desde 2011 o ELS passou a ser a principal força auxiliar do imperialismo na Síria, ao receber treinamento, armas e apoio logístico dos EUA. Mas nada disso acompanha filmes como este divulgados amplamente em escala planetária pelo Youtube. A única “explicação” para tal destruição é sua consequência: a fuga em massa da população civil. O vídeo é apresentado com a questão: saiba do que a população síria está a fugir.

 

 

Numa época em que aparentemente as imagens “falam por si mesmas” faz-se necessário o exercício da chamada teoria crítica, ou seja, do marxismo, em analisar as relações de força em disputa pelo poder na Síria e na escala regional do Oriente Médio.

Berlim, Varsóvia, Beirute, ficaram em escombros parecidos. É fundamental que fique visível o jogo de interesses imperialistas como leitmotiv do conflito na Síria e todas as suas consequências.

A dimensão da tragédia humana provocada merecia (um dia no futuro) ser discutida e julgada na perspectiva proletária num tribunal internacional permanente. Julgar a história parece muito pouco quando os agentes do Capital passam impunes pelos crimes de guerra. Lamentavelmente seria o tardio e mínimo acerto de contas com os autores e as engrenagens dessa barbárie. (CVM)

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Para que servem as fronteiras das Nações? Para explorar e matar nossa classe

Do site da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

“A descoberta da América, a circunavegação da África ofereceram a burguesia em ascenso um novo campo de ação. Os mercados da Índia e da China, a colonização da América, o comércio colonial, o incremento dos meios de troca e em geral, das mercadorias imprimiram um impulso, desconhecido até então ao comércio, à indústria e à navegação…”
(trecho do Manifesto Comunista escrito por Marx e Engles em 1848).

As fronteiras das nações nunca foram tão potencializadas como pela sociedade do Capital.

Enquanto as mercadorias circulam livremente, à humanidade as cercas das nações servem para submeter homens, mulheres e crianças à exploração. Em nome da defesa da nação, terras serão invadidas, guerras e genocídios se espalharam das mais diversas formas e lugares.

Muita ideologia aplicada pelo Estado do Capital para potencializar a livre circulação de mercadorias e assim expandir, acumular e aumentar os lucros que vão para as mãos daqueles que detêm os meios de produção, acumulam riqueza a partir da exploração, da fome e da miséria da maioria dos que produzem o valor nessa sociedade.

Enquanto as mercadorias do Capital circulam livremente, homens e mulheres trabalhadores e crianças morrem a deriva no mar, sufocados trancados dentro de caminhões, de fome, nas guerras que nada mais são do que instrumentos de queima e acumulação do Capital.

Na Síria mais de 200 mil já morreram vítimas da guerra que dura 4 anos, no Iraque depois de mais uma década de invasão provocada pelo imperialismo a população amarga a violência provocada pelo Estado e por seu auxiliares.

Pais, mães e seus filhos fogem da guerra, do desemprego, da fome, mas diferente das mercadorias não têm garantido seu direito de circular livremente. Para os que produzem a riqueza a violência, as cercas das nações se revelam por inteiro. leia mais

Crimeia anexada

Ucrânia: o antagonismo inter-capitalista se exacerba (III)

O CVM publica a terceira matéria sobre a crise na Ucrânia de autoria de Antonio Luiz M. C. Costa, de Carta Capital.

DIVÓRCIO LITIGIOSO Carta Capital Edição 792 – 26 de março de 2014

por Antonio Luiz M. C. Costa

UCRÂNIA: Putin consuma a anexação da Crimeia e aprofunda a fenda entre o Ocidente e os emergentes.

Há dias na história que valem por meses ou anos e esse foi ocaso do 18 de março de 2014, cujas consequências provavelmente repercutirão pelo mundo por muito tempo. Nessa data, menos de três semanas após o início dos protestos na Crimeia contra a mudança de regime em Kiev e a subsequente ocupação russa da região, Vladimir Putin assinou um tratado com os governos separatistas da Crimeia (República Autônoma da Crimeia e Cidade de Sebastopol) sobre sua incorporação à Federação Russa. leia mais

Putin Crise na Ucrânia

Ucrânia: o antagonismo inter-capitalista se exacerba (II)

O CVM publica a segunda matéria sobre a crise na Ucrânia de autoria de Antonio Luiz M. C. Costa, de Carta Capital.

A REDEFINIÇÃO DO PODER MUNDIAL
Carta Capital Edição 790 – 12 de março de 2014

por Antonio Luiz M. C. Costa

Vladimir Putin “está fora da realidade, em outro mundo”, comentou a alemã Angela Merkel com Barak Obama ao telefone, segundo o New York Times, depois do fracasso em persuadir o presidente russo a recuar na Ucrânia. Se tomada ao pé da letra, a frase seria mais que alarmante: o líder da segunda potência nuclear do mundo age irracionalmente, ficou louco? Obviamente, não é o caso.  leia mais