Novo Germinal: A condição da mulher preta no Brasil de 2021: entre a exploração e a solidão. Entrevista com Carla Teixeira e Tatirrê Paz

Nesta quinta-feira, 25/11, às 19h, no programa*#DEBATEPAPO, as camaradas Carla Teixeira e Tatirrê Paz nos trazem o debate sobre a condição da mulher preta no Brasil de 2021: entre a exploração e a solidão.

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Continua a luta dos trabalhadores metalúrgicos em Cádis, com grande manifestação

AbrilAbril23 DE NOVEMBRO DE 2021

 

O oitavo dia de greve por tempo indeterminado, que abrange mais de 20 mil trabalhadores do sector na província gaditana, ficou marcado por uma grande mobilização de apoio e por cargas policiais.

O Conselho Andaluz de Relações Laborais, órgão de mediação da Junta da Andaluzia, acolheu esta segunda-feira na sua sede, em Sevilha, a terceira reunião entre as partes desde o início da greve por tempo indeterminado, que terminou esta madrugada como as duas primeiras, sem acordo. Um dirigente da UGT disse à EFE que o patronato «não alterou o seu posicionamento».

Os trabalhadores do sector, que em Cádis ocupam mais de 20 mil postos de trabalho, decidiram partir para a greve para exigir a renovação do acordo colectivo, que caducou em Dezembro de 2020, o seu cumprimento, aumentos salariais e impedir despedimentos.

Com o fracasso na terceira ronda negocial entre organizações representativas dos trabalhadores e a Federação de Empresas do Metal de Cádis, as partes decidiram voltar a encontrar-se já amanhã para continuar a dialogar.

Entretanto, a greve prossegue. Esta terça-feira, oitavo dia consecutivo de paralisação dos trabalhadores do sector metalúrgico na província gaditana, ficou marcado por uma manifestação de apoio aos operários, à qual se juntou o Sindicato de Estudiantes, e que, segundo foi anunciado pela imprensa, deveria contar com a presença de dirigentes políticos regionais e provinciais de esquerda. leia mais

O caminho da América Latina

Elaine Tavares 18.11.2021 – Correio da Cidadania

Foto: Difusión/Retirada do La Republica (Peru)

 


Nu
estra América está, como sempre, em ebulição, buscando encontrar um caminho para o bem-viver. Mas, não é fácil. E o principal obsculo é, sem lugar a dúvidas, a incapacidade dos governos ditos progressistas de fazer as mudanças necesrias, esperadas pelos trabalhadores. É um eterno retorno.

Vêm as eleições, as promessas, e quando chega a vitória, tudo se esboroa no andar da carruagem. No geral a culpa sempre recai na crise econômica ou na ação desintegradora dos Estados Unidos. De fato, esses são elementos importantes, mas não são os decisivos para que as mudanças não ocorram. O que realmente falta é coragem para fazer os câmbios estruturais e romper com o modo de produção capitalista. A esquerda liberal quando no poder segue defendendo a propriedade privada e acreditando que é possível dar uma cara humana ao capitalismo. leia mais

Tese Sobre a Questão Negra do IV Congresso da Internacional Comunista

CEM FLORES 20.11.2021

Foto acima: O comunista Claude McKay discursando no IV Congresso da Internacional Comunista (1922). Mckay, jamaicano naturalizado americano, foi um dos principais formuladores sobre a “questão negra” no movimento comunista internacional da épocaO comunista Claude McKay discursando no IV Congresso da Internacional Comunista (1922). 

 

 

Dando continuidade às publicações sobre a luta comunista contra a opressão racial e em celebração ao dia da consciência negra no Brasil, o Cem Flores publica uma tese histórica do movimento comunista sobre a “questão negra”, apresentada no IV Congresso da Internacional Comunista (1922). Esta tese se encontra em inglês no Arquivo Marxista na Internet, cuja tradução para o português apresentamos abaixo.

A Tese Sobre a Questão Negra é dividida em seis partes. A primeira identifica o avanço do imperialismo na África no início do século XX, concomitante a um crescimento da consciência e luta dos povos africanos. A segunda destaca o papel fundamental dos negros dos EUA na luta de libertação de toda a raça africana”, tendo em vista seu longo e intenso combate contra a exploração e a opressão racista, primeiro contra a escravidão, depois na sociedade burguesa. A terceira e quarta defendem a conexão, a ser fomentada pela Internacional Comunista, entre as lutas dos povos negros, de outros povos oprimidos e dos trabalhadores em geral, pois todos lutam “por libertação e igualdade política, econômica e social”. A quinta afirma que “a questão negra se tornou uma parte essencial da revolução mundial” e a ajuda “de nossos companheiros negros oprimidos como absolutamente necessária para a revolução proletária e a destruição do poder capitalista”. A última lista um conjunto de objetivos e encaminhamentos para a Internacional naquele momento, inclusive a convocação de uma “conferência geral ou congresso de negros”, que seria realizada de fato em 1930, em Hamburgo.

Delegados da Conferência Internacional dos Trabalhadores Negros (1930).

Essa tese de quase um século atrás é uma comprovação do esforço, mesmo que limitado, do movimento comunista internacional da época em apoiar e organizar as lutas dos povos negros que se rebelavam em todo mundo contra a exploração e a opressão. Tal esforço contou com a dedicação de muitos militantes negros que compreenderam que o racismo é sustentado e se renova pela escravidão assalariada imposta pelo capitalismo às amplas massas de todo o mundo. Como se afirma na tese:

“A Internacional Comunista vê com satisfação a resistência dos negros explorados aos ataques de seus exploradores, já que o inimigo de sua raça e do trabalhador branco é idêntico: o capitalismo e o imperialismo. […] A Internacional Comunista representa a luta mundial dos trabalhadores e camponeses revolucionários contra o poder do imperialismo. Não é apenas a organização dos trabalhadores brancos subjugados na Europa e na América, mas também é a organização dos povos de cor oprimidos do mundo. Ela se sente obrigada a apoiar e promover a organização internacional dos negros em sua luta contra o inimigo comum”. leia mais