13 e 15 de março

Enquanto uma nova crise está em gestação, o Estado se coloca em movimento para atender aos interesses do Capital

do site da Intersindical – instrumento de organização e luta dos trabalhadores

As saídas da crise de 2008/2009 aumentou de maneira avassaladora a dívida dos Estados nacionais: empréstimos, incentivos fiscais, “estatização” de empresas privadas pelos governos, como foi no EUA em relação a General Motors, são exemplos das ações anticíclicas aplicadas pelo Estado para garantir ao Capital uma nova fase de recuperação e aumento de seus lucros.

O coração do sistema imperialista impôs aos Estados nacionais da Europa a fatura dessa conta. E nessa espiral, a grande economia da Europa, a Alemanha, impôs às economias dominadas da zona do euro a fatura, o que significa ataque a direitos trabalhistas e previdenciários, corte nos gastos das politicas públicas, o que significa mais arrocho nos salários, mais desemprego, aumento da miséria.

A indignação contra os pacotes de austeridade colocou no governo na Grécia o Syriza, que logo após tomar posse se comportou como disciplinado governo da ordem, ou seja, apenas pequenas modificações na forma de como acatar as imposições da Troika e do FMI. No mais a garantia de subserviência à política da zona do Euro. Logo após a posse o anuncio da concertação com o bloco europeu, manifestações de rua ocuparam as ruas da Grécia contra o acordo do novo governo que foram ao mesmo tempo ignoradas e reprimidas. leia mais

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Nem o dia 13, nem o dia 15

do site da Intersindical – instrumento de organização e luta dos trabalhadores

FALAM EM NOSSO NOME. NEM PACTO COM A BURGUESIA, NEM DEFESA DO GOVERNO.

NOSSA LUTA É NOS LOCAIS DE TRABALHO, MORADIA E ESTUDO CONTRA O PACOTE QUE ATACA OS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA

 

O pacote do governo Dilma que ataca direitos da classe trabalhadora, como o seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença, pensão por morte, tem por objetivo atender as demandas do grande Capital. É o Estado agindo para cobrar dos trabalhadores a fatura que foi provocada por isenções fiscais, farta ajuda para as grandes empresas e bancos transformando a dívida privada do Capital em dívida pública.

O PT, partido nascido da luta da classe trabalhadora, no governo atendeu aos interesses dos inimigos dos trabalhadores. Ao mesmo tempo em que implementava minguadas e limitadas políticas sociais, ajudava o Capital a ampliar a exploração dos trabalhadores nas contratações precárias, com salários arrochados, que por tanto tempo foram propagandeadas como o tempo do “pleno emprego” no Brasil. leia mais

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FATOS & CRÍTICA: Jogo de soma nula

Fatos & Crítica

JOGO DE SOMA NULA

Coletivo CVM

Os últimos acontecimentos mostram um governo federal desgastado e sem capacidade de reação diante dos péssimos resultados econômicos, de uma campanha sistemática da mídia empresarial e, principalmente, das investigações da Operação Lava-Jato, que incriminam parlamentares da base aliada e do PT e se aproximam perigosamente do financiamento da campanha da própria Dilma.

Apesar de ter implantado o programa econômico do capital financeiro, deixando o câmbio flutuar, aumentando drasticamente os juros, os impostos e os preços administrados, cortando gastos sociais do seguro-desemprego e das pensões dos trabalhadores e prometendo a privatização parcial da Caixa Econômica, o governo não foi capaz de neutralizar a virulenta campanha da mídia empresarial, que alimenta as manifestações pelo impeachment lideradas pelos setores direitistas radicais da pequena-burguesia.

Para agravar o cenário, uma greve nacional dos caminhoneiros – setor historicamente disponível para apoiar golpes e aventuras direitistas na América Latina – ameaçou o abastecimento das grandes cidades e a exportação de cargas agrícolas. Neste caso, a aprovação de uma lei regendo a atividade foi suficiente para abafar o movimento, restrito agora a bolsões que continuam a exigir a diminuição dos preços do diesel, mantidos altos pelo governo para capitalizar a Petrobras. leia mais

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8 de março – sem as mulheres a luta fica pela metade e sem a classe trabalhadora a luta não avança

do site da Intersindical – Instrumento de luta e Organização da classe trabalhadora

EM MOVIMENTO POR NENHUM DIREITO A MENOS E PARA AVANÇAR RUMO A NOVAS CONQUISTAS

Mais um 8 de março onde em nosso locais de trabalho, estudo e moradia lutamos lado a lado com nossa classe contra os ataques do Capital e seu Estado.

Somos metalúrgicas, sapateiras, operárias têxteis, professoras, bancárias, radialistas, servidoras públicas, trabalhadoras de diversas categorias que juntas aos nossos,de nossa classe estamos nas assembleias, greves, passeatas em luta por nenhum direito a menos e para avançar rumo a novas conquistas. leia mais

Marx e Engels

Marx contra a opressão das mulheres

Por Michael Löwy

Com efeito, Sobre o suicídio de Marx é uma das mais poderosas peças de acusação à opressão contra as mulheres já publicadas. Três dos quatro casos de suicídio mencionados nos extratos se referem a mulheres vítimas do patriarcado ou, nas palavras de Marx, da tirania familiar, uma forma de poder arbitrário que não foi derrubada pela Revolução Francesa (Somente uma das quatro histórias de suicídio selecionadas por Marx concerne a um homem – um desempregado, ex-membro da Guarda Real). Entre elas, duas são mulheres “burguesas” e a outra, de origem popular, filha de um alfaiate. Mas o destino delas fora selado mais pelo seu gênero do que por sua classe social.

No primeiro caso uma jovem é levada ao suicídio por seus pais, ilustrando a brutal autoridade do pater – e da mater – familias; Marx denuncia com veemência a covarde vingança dos indivíduos habitualmente forçados à submissão na sociedade burguesa, contra os ainda mais fracos que eles.

O segundo exemplo – o de uma jovem mulher da Martinica, trancada entre as quatro paredes da casa por seu marido ciumento, até que o desespero a leva ao suicídio – é de longe o mais importante, tanto por sua extensão como pelos ácidos comentários do jovem Marx a respeito. Aos seus olhos, o caso parece paradigmático do poder patriarcal absoluto dos homens contra suas esposas e de sua atitude de possuidores zelosos de uma propriedade privada. leia mais