ELIEZER, OPERÁRIO, METALÚRGICO, DIRIGENTE DO SINDICATO E DA INTERSINDICAL, PRESENTE!

do site do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região

ELIEZER, OPERÁRIO, METALÚRGICO, DIRIGENTE DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE CAMPINAS/SP E DIREÇÃO DA INTERSINDICAL- INSTRUMENTO: ELE É IMPRESCINDÍVEL E SUA VIDA VAI SEGUIR PRESENTE EM NOSSA LUTA POR UM MUNDO SOCIALISTA

Eliezer Mariano da Cunha, é daqueles seres humanos que transbordam vida, amor, solidariedade, firmeza e compromisso com a luta da classe trabalhara, é um imprescindível para aqueles que acreditam, lutam e dessa forma contribuem de maneira decisiva para construção de um outra e nova sociedade, onde não haja exploração, nem opressão.

Eliezer começou a trabalhar na roça e foi pelos ensinamentos do seu pai, seu Jurandir que iniciou seu processo de consciência, luta e solidariedade. Na juventude chegou em Campinas/SP e desde então é um operário metalúrgico, participou ativamente da Pastoral Operária e da Oposição Metalúrgica, junto com sua classe, derrotou os pelegos que estavam no Sindicato dos Metalúrgicos a serviço da burguesia e de seu governo militar.

Eliezer foi parte da construção do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores e com a mesma determinação e firmeza que ajudou a construir esses instrumentos, rompeu com eles, quando esses se transformaram em seu contrário e junto conosco se manteve firme na construção de nossa Organização Política a Alternativa Sindical Socialista (ASS) e na consolidação de nossa Organização sindical, a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora.

Eliezer é único, uma energia inabalável, nas madrugadas das portas de fábricas, nos piquetes e greves e na organização da classe trabalhadora. Correu de ponta a ponta esse país, contribuiu na retomada pelas mãos dos trabalhadores de Sindicatos que se transformaram em instrumentos de luta.

Eliezer nos ensinou que a disciplina, a firmeza e o compromisso com a luta por uma outra e nova sociedade não se faz com discursos ou com uma teoria dissociada da prática cotidiana junto a nossa classe. Ele nos ensinou o salto daqueles que colocam a teoria em movimento e junto a classe vão dando os passos para maior de todas as nossas lutas.

A vida desse camarada gigante em solidariedade, afeto e firmeza foi marcada pelo compromisso junto a sua classe, a intensidade dessa vida dedicada a luta não se vai. Hoje, 18 de Maio de 2020, uma dor intensa provocou um infarto fulminante no nosso irmão, irmão porque na luta da classe trabalhadora encontramos mais irmãos que sonham os mesmos sonhos e firmemente lutam para os tornar realidade.

O coração dele parou de bater no corpo, então declararam sua morte no meio da tarde de hoje, mas o coração e vida desse camarada que nos ensinou a sermos firmes no enfrentamento contra o Capital e seu Estado não morrem, estarão em cada um de nós na luta por uma sociedade sem exploração e opressão, uma sociedade socialista, foi a isso que ele dedicou sua vida é isso que ele mais do que espera, tem a certeza de que vamos seguir.

 

COMPANHEIRO ELIEZER, PRESENTE ! FIRME NA LUTA POR UM MUNDO SOCIALISTA !

ELIEZER, OPERÁRIO, METALÚRGICO, DIRIGENTE DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE CAMPINAS/SP E DIREÇÃO DA INTERSINDICAL – INSTRUMENTO: ELE É IMPRESCINDÍVEL E SUA VIDA VAI SEGUIR PRESENTE EM NOSSA LUTA POR UM MUNDO SOCIALISTA

Eliezer Mariano da Cunha é daqueles seres humanos que transbordam vida, amor, solidariedade, firmeza e compromisso com a luta da classe trabalhadora, é um imprescindível para aqueles que acreditam, lutam e dessa forma contribuem de maneira decisiva para construção de um outra e nova sociedade, onde não haja exploração, nem opressão.

Eliezer começou a trabalhar na roça e foi pelos ensinamentos do seu pai, seu Jurandir, que iniciou seu processo de consciência, luta e solidariedade. Na juventude chegou em Campinas/SP e desde então é um operário metalúrgico, participou ativamente da Pastoral Operária e da Oposição Metalúrgica, junto com sua classe derrotou os pelegos que estavam no Sindicato dos Metalúrgicos a serviço da burguesia e de seu governo militar.

Eliezer foi parte da construção do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores e com a mesma determinação e firmeza que ajudou a construir esses instrumentos, rompeu com eles, quando esses se transformaram em seu contrário e junto conosco se manteve firme na construção de nossa Organização Política a Alternativa Sindical Socialista (ASS) e na consolidação de nossa Organização sindical, a Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora.

Eliezer é único, uma energia inabalável, nas madrugadas das portas de fábricas, nos piquetes e greves e na organização da classe trabalhadora. Correu de ponta a ponta esse país, contribuiu na retomada pelas mãos dos trabalhadores de Sindicatos que se transformaram em instrumentos de luta.

Eliezer nos ensinou que a disciplina, a firmeza e o compromisso com a luta por uma outra e nova sociedade não se faz com discursos ou com uma teoria dissociada da prática cotidiana junto a nossa classe. Ele nos ensinou o salto daqueles que colocam a teoria em movimento e junto a classe vão dando os passos para maior de todas as nossas lutas.

A vida desse camarada gigante em solidariedade, afeto e firmeza foi marcada pelo compromisso junto a sua classe, a intensidade dessa vida dedicada a luta não se vai. Hoje, 18 de Maio de 2020, uma dor intensa provocou um infarto fulminante no nosso irmão, irmão porque na luta da classe trabalhadora encontramos mais irmãos que sonham os mesmos sonhos e firmemente lutam para os tornar realidade.

O coração dele parou de bater no corpo, então declararam sua morte no meio da tarde de hoje, mas o coração e vida desse camarada que nos ensinou a sermos firmes no enfrentamento contra o Capital e seu Estado não morrem, estarão em cada um de nós na luta por uma sociedade sem exploração e opressão, uma sociedade socialista, foi a isso que ele dedicou sua vida é isso que ele mais do que espera, tem a certeza de que vamos seguir.

Fatos & Crítica n° 22: Pandemia, impeachment e autogolpe

 

 

Chegando aos 240.000 casos notificados, com cerca de 16.000 mortes, o Brasil se credencia para ocupar um lugar vergonhoso no topo da lista dos países mais atingidos pelo novo coronavírus.

Na propaganda da televisão, uma prefeitura alertou a todos que a doença não escolhia classe social para atingir. Isso é verdade, mas só em parte, pois a burguesia e a pequena-burguesia têm melhores condições de cumprir as regras de distanciamento social que o proletariado, que vive e trabalha em lugares insalubres e densamente povoados, tendo que se deslocar todos os dias em transportes superlotados, para garantir o sustento da família.

Também é diferente a maneira com que as classes sociais reagem a uma eventual contaminação pelo vírus. Enquanto os trabalhadores têm que enfrentar uma romaria em busca de leitos hospitalares, muitas vezes infrutífera, por conta da superlotação do sistema público de saúde, membros da burguesia contratam UTIs aéreas para se deslocar para os melhores hospitais de São Paulo, na busca do tratamento que os salve das complicações causadas pela doença.

Também é diferente a forma como as classes sociais se posicionam em relação às medidas de combate à Covid-19. A burguesia e a pequena-burguesia proprietárias de estabelecimentos comerciais e de serviços, bem como a burguesia industrial de setores não essenciais e o pequeno e médio capital em geral são contra o isolamento social, pois ele implica no fechamento de seus negócios e, consequentemente, da fonte de seus lucros.

Não se importam se seus empregados ou clientes se contaminam pela doença, desde que o seu lucro seja garantido, como se isso fosse possível. Mas é preciso dizer que também os trabalhadores informais desorganizados fazem parte dos setores prejudicados pelas medidas de isolamento, pois perdem as condições para ganhar o seu pão de cada dia.

Já algumas empresas, como as de telecomunicações, aparelhos eletrônicos, supermercados, indústrias de alimentos e de logística, mantiveram ou até aumentaram o seu faturamento com as medidas de confinamento. Para o capital financeiro, blindado com a promessa da compra de títulos podres em seu poder pelo governo e já adaptado em grande parte às operações digitais, a quarentena é menos impactante do que para outros setores do grande capital.

Para os trabalhadores, o fechamento dos postos de trabalho é um desastre, pois coloca de imediato a questão do desemprego e das condições imediatas de sobrevivência. Por isso nos interessa que haja na pandemia a garantia da manutenção dos empregos, do pagamento integral dos salários – seja pelas empresas, seja pelo governo – e da proteção com equipamentos individuais nos locais de trabalho onde a produção ou os serviços não podem parar.

Assim, os trabalhadores do setor formal, inclusive os bancários e os funcionários públicos, são favoráveis ao isolamento social e à manutenção do funcionamento dos setores essenciais, desde que venham acompanhadas de medidas destinadas à preservação dos empregos e dos salários, bem como da garantia de utilização de equipamentos de proteção individual no trabalho, em conjunto com outras medidas coletivas de segurança sanitária.

Medidas do governo

O fechamento dos locais de produção também é um problema para a classe dominante, pois sem trabalho não há extração de mais-valia nem acumulação do capital. A burguesia, em tempos normais, finge não se dar conta dessa realidade: atribui a acumulação do capital ao seu talento gerencial e aos meios de produção que possui, mas basta uma greve ou um momento de calamidade como o atual para que fique evidente para todos que sem a força de trabalho a roda da economia capitalista simplesmente não gira. leia mais

Capitalismo de catástrofe: mudança climática, COVID-19 e crise econômica

Por Farooque Chowdhury*/ Escritor e jornalista freelancer, Revista Eco21

Entrevista com John Bellamy Foster

 

 

No contexto da devastadora pandemia de coronavírus, John Bellamy Foster, editor da Monthly Review, a famosa revista socialista, discute a pandemia em relação à condição atual do capitalismo e da crise econômica na entrevista a seguir realizada por Farooque Chowdhury no final de Março, 2020. Foster, professor de sociologia da Universidade de Oregon e autor de vários livros sobre questões políticas, econômicas e ecológicas, relaciona a pandemia à economia capitalista, sua crise e mudança climática.

Farooque Chowdhury: Há muito tempo você analisa e elabora o conceito de fenda metabólica de Karl Marx. Hoje, diante dessa pandemia de coronavírus, como você encontra a situação face a sua análise?

John Bellamy Foster: Obviamente, a situação associada ao surgimento repentino do vírus SARS-CoV-2 e da pandemia de COVID-19 é sombria em todo o mundo. Tanto as causas quanto as consequências estão intimamente relacionadas às relações sociais capitalistas. A teoria da fissura metabólica de Marx era uma maneira de encarar as relações ecológicas ou metabólicas, e particularmente as complexas relações interdependentes da natureza e da sociedade, a partir de uma abordagem sistêmica muito anterior do desenvolvimento da ecologia de sistemas, que de fato surgiu em bases semelhantes. Marx, baseado no trabalho do químico alemão Justus von Liebig, concentrou-se na fenda no metabolismo do solo. O envio de alimentos e fibras a centenas e até milhares de quilômetros do país para a cidade resultou na perda de nutrientes essenciais do solo, como nitrogênio, fósforo e potássio, que não foram devolvidos ao solo, mas acabaram poluindo as cidades. Isso, no entanto, teve uma aplicação mais ampla em relação a como a produção capitalista, com sua acumulação linear, gera rupturas ou rupturas no que Marx chamou de “o metabolismo universal da natureza”.

John Bellamy Foster

O ponto de vista da fenda metabólica, que é realmente o ponto de vista da ecologia radical dos sistemas, como se aplica às relações sociais (e particularmente) capitalistas, é fundamental para entender a atual pandemia de coronavírus. O biólogo evolucionista, epidemiologista e filogeógrafo, Rob Wallace, autor de Grandes Fazendas Fazer Gripe (Monthly Review Press, 2016), argumentou, junto com sua equipe de colegas científicos, que tanto a origem quanto a disseminação do COVID-19 podem ser visto como relacionado aos circuitos de capital (Wallace et al., “COVID-19 and Circuits of Capital”, Revisão mensal, publicado on-line em 27 de Março de 2020). O próprio capitalismo é o principal vetor de doença. Wallace explicou que a origem do SARS-CoV-2 e outros novos vírus recentes tem sido a penetração mais intensa do agronegócio nos sistemas naturais, criando brechas nos ecossistemas e entre espécies que permitem o surgimento de possíveis pandemias globais. Em “Notes on a Novel Coronavirus” (MR Online, 29 de Janeiro de 2020), ele argumenta que a solução estrutural é o forjamento de “um ecossocialismo que conserta a fenda metabólica entre ecologia e economia e entre o urbano e o rural e selvagem, impedindo que o pior desses patógenos surja em primeiro lugar”. leia mais