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Ampliar a paralisação dos locais de trabalho contra o projeto da terceirização

PASSOS QUE POTENCIALIZAM A NECESSÁRIA GREVE GERAL

Somos parte da organização de mais um Dia Nacional de Paralisação, dia 29 de Maio. Vamos ampliar as paralisações iniciadas no 15 de abril contra as medidas do governo Dilma que atacam direitos dos trabalhadores como o seguro-desemprego, o auxilio doença e as pensões.

A luta deve ser inteira e não pela metade: a luta também é contra o Projeto de Lei 4330 sobre a terceirização que quer liberar geral ao Capital a precarização dos contratos e condições de trabalho, o aumento dos acidentes, doenças e mortes.

A construção de um Dia Nacional de Paralisação que reúna as Organizações do movimento sindical e popular é importante para potencializar a construção da necessária greve geral, mas isso se constrói em ações concretas.

Ou seja, é preciso além de organizar a paralisação em cada local de trabalho, ser firme no enfrentamento, não capitular ao governo e nem se submeter aos interesses dos patrões, o que infelizmente têm sido feito por várias centrais sindicais.

A INTERSINDICAL – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, mais do que estar presente, estará ampliando a mobilização que em abril parou a produção de montadoras como Honda e Toyota no estado de São Paulo, realizou assembleias com atraso em várias regiões do País, envolvendo químicos, têxteis, bancários, funcionários públicos.

JUNTOS E FIRMES NA LUTA CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO DILMA E DO CONGRESSO QUE PARA AGRADAR AO CAPITAL AVANÇA CONTRA OS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA.

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Simposio Met ABC

No aniversário de 35 anos da greve de 1980, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC comemora com o patrão.

A memória do movimento operário não será apagada com eventos como esse promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que demonstram abertamente a capitulação de lideranças sindicais cutistas para os braços do Capital e seu Estado. 

A greve dos metalúrgicos do ABC em 1980 foi de grande importante para a classe operária. Com duração de 41 dias e participação de cerca de 330 mil metalúrgicos, foi o momento em que o movimento sindical levou mais longe o enfrentamento com a estrutura sindical. 

O fundo de greve criado como uma associação civil em 1979, teve um papel fundamental na greve de 1980 e significou um questionamento prático à estrutura sindical atrelada, tendo os dirigentes a consciência de que tinham de manter o fundo de greve fora dessa estrutura dada a possibilidade de intervenção no sindicato.


Para comemorar, ou melhor, para manchar esta luta histórica, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC promove o Simpósio “Ação Coletiva, Democracia, Trabalho e Transformação Social” nos dias 28 e 29 de abril para discutir entre outras coisas, as relações entre capital e trabalho com o presidente da ANFAVEA, Luiz Moan. Entende-se porque a luta por sindicatos livres e independentes da burocracia do Estado foi abandonada pela corrente sindical cutista.

                                                           - Coletivo CVM 

 

 

24 de Abril de 2015 | Notícias

Simpósio sobre negociação coletiva marca 35 anos da greve de 1980

do site do smabc

O Sindicato e a Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) realizam o Simpósio “Ação Coletiva, Democracia, Trabalho e Transformação Social” nos dias 28 e 29 de abril.

O evento marca o aniversário de 35 anos da greve de 1980, quando 140 mil metalúrgicos paralisaram suas atividades por 41 dias, durante a campanha salarial, em plena ditadura militar. leia mais

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Morre única presa política que saiu viva da Casa da Morte, Inês Etienne

 

por Patricia Faermann, do Jornal GGN

“Quero é que a Justiça do meu país reconheça que eu fui sequestrada, mantida em cárcere privado, estuprada três vezes”

 

Jornal GGN - “Professor, eu não quero um tostão de indenização. Esse dinheiro de indenização vem do povo e a grande vítima é o povo. [...] O que eu quero é que a Justiça do meu país reconheça oficialmente que eu fui sequestrada, mantida em cárcere privado, estuprada três vezes por agentes públicos federais pagos com o dinheiro do povo brasileiro”, disse Inês Etienne em 1989, quando foi procurar justiça para os 96 dias em que esteve detida na Casa da Morte, durante a ditadura do regime militar.

A declaração foi dada ao jurista Fábio Konder Comparato, naquele ano. Ainda reconhecendo que a jurisprudência da época não admitia ações de indenização, que estavam prescritas, Comparato apresentou ação judicial à 17ª Vara da Justiça Federal de São Paulo.

Em dezembro de 2002, o Tribunal julgou procedente a ação, com o objetivo de registrar a existência de ação jurídica entre Inês e a União, por conta dos atos de cárcere privado e tortura praticados por militares no período entre 5 de maio e 11 de agosto de 1971, na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Lá se localizava um dos principais centros clandestinos utilizados pelo regime militar para a prática de graves violações de direitos humanos. Inês Etienne Romeu era a única sobrevivente, até hoje. A ex-guerrilheira forneceu as informações mais importantes da Casa da Morte, que a Comissão Nacional da Verdade incluiu em seu relatório. leia mais

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Movimentos de luta pela terra ocuparam sede do INCRA

A mobilização começou na segunda-feira, 13/04, na Bahia, em conjunto com a mobilização nacional, em Brasília, e segue até que as propostas sejam ouvidas pelos governos Estadual e Federal

do site do CEAS

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O Movimento dos Acampados, Assentados e Quilombolas da Bahia (CETA); Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD); Pastoral Rural; Articulação Estadual de Fundos e Fechos de Pasto; Povos Indígenas. Movimento pelo Teto e Terra (MPTT); Frente dos Trabalhadores Livres (FTL); Movimento dos Trabalhadores Independentes (MTI); Movimento de Resistência Camponesa (MRC); Via do Trabalho (VT); Verde, Socialismo e Trabalho (VST); Teia Agroecológica dos Povos da Cabruca e Mata Atlântica ocuparam nesta segunda-feira, 13/04, a sede do INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, reunindo cerca de 1500 pessoas. Acompanham esta ação, no mesmo dia, a ocupação da prefeitura de Nova Soure-região Nordeste da Bahia ; e a Mobilização Nacional em Brasília, com diversos Movimentos de todo o Brasil.

Mobilizados em torno da Jornada de Lutas 2015, os movimentos denunciam o cenário de desmantelamento da política de Reforma Agrária no Estado da Bahia e a completa ausência do executivo, legislativo e judiciário na defesa do direito das populações empobrecidas rurais, e a sua pesada atuação na defesa e ampliação das articulações do grande capital, com a entrega das terras para os fazendeiros e ao agronegócio, que expulsa as famílias e destrói a natureza; a paralisação da reforma agrária e da demarcação dos territórios tradicionais; a lentidão do judiciário para as imissões de posse em favor dos povos do campo e tradicionais.

Os movimentos repudiam a criminalização dos que lutam por terra, território e igualdade social e a apropriação ilegal das terras públicas (grilagem) pelas empresas do agronegócio, que invadem estas terras com o aval do Estado.

 Diante desse cenário reivindicam:

  • Que a REFORMA AGRÁRIA não seja confundida com a condição de Programa Brasil sem Miséria, mas seja vista como uma política pública de desenvolvimento social e que se contraponha ao modelo de inserção no capitalismo mundial levado a cabo pelo governo brasileiro. Para tanto, é necessário que o órgão responsável seja fortalecido e equipado humana e financeiramente.
  • O reconhecimento e titulação dos territórios tradicionais de indígenas, quilombolas, fundos e fechos de pasto e demais comunidades tradicionais.
  • Fortalecimento das tecnologias populares de convivência com o semiárido, a exemplo da mobilização para a construção e ampliação da oferta de cisternas de placa para consumo humano e de produção; leia mais
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Comunicado!

 poema do companheiro Wil Melo

Quando chamei V. Ex.ª
nos vários chamados…
Vamos pra base…!
De porta, em porta,
onde importa;
Nos locais de trabalho,
estudo,
nos piquetes,
nos defender com porretes…
Onde vocês estavam?

Nas convenções…?
Convencidos de que
me convenceriam?
Decidindo quando ir
catar os cacos na rua
pra depois jogar na urna?

Não estavam lá quando apanhei da polícia,
nem quando a greve acabou na justiça,
proibida ainda que legítima…
E quando apareceram era coisa de mídia.

Pois bem,
Respondo ao seu chamado do além…

Não me convide
pra sua candidatura.
Entre em rota de fuga!
Não vos conheço da minha luta!
Parasita distrital, federal, senador
presidentx, ou governador…

Pega seu emprego na campanha,
sua conversa ensaiada,
seu carisma odioso,
até mesmo sua boa vontade
e junte com os meus votos,
nobre candidato:

ENFIE SUA URNA NO RABO!

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Nota do CVM: Companheiro Wil, entre em contato conosco. Gostaríamos de publicar outras poesias suas.
Nosso email é: centrovictormeyer@gmail.com
André Ribeiro – Coletivo CVM