die_link_postal_autoc_0001

Breve informe sobre a eleição na Alemanha

 

por Lothar Wentzel

Provavelmente há também na imprensa brasileira relatos dos resultados eleitorais na Alemanha. Gostaria de dar a vocês uma avaliação resumida. Três fatos são marcantes: o maior partido do governo, o CDU/CSU, perdeu mais de 8,5 pontos percentuais e o menor, o SPD, 5,2 pontos percentuais; os populistas de direita ganharam 7,9 pontos percentuais e chegaram a 12,6% dos votos; um partido liberal de direita foi eleito para o parlamento com 10,7%.

A Alemanha vai bem economicamente, o desemprego diminui, ficando algo acima de 5%. O balanço do governo não é mau, à primeira vista. E, apesar disso, ocorreu esse resultado. leia mais

jovem marx

O JOVEM MARX – Filme de Raoul Peck

Karl Marx no Cinema

por Nildo Viana em Informe e Crítica

O filme “O Jovem Karl Marx” (Raoul Peck, França/Alemanha, 2017) aborda um determinado período da vida de um dos mais conhecidos e polêmicos pensadores da história da humanidade, bem como um não menos controverso militante revolucionário. Marx teve uma vida atribulada, não apenas pela luta política e polêmicas intelectuais, mas também pelas relações pessoais e situações de privação material pelas quais experimentou. A sua obra teve repercussão em círculos políticos e intelectuais restritos e ligados ao movimento operário de sua época e isso se ampliou com a publicação de O Capital e outros processos sociais e culturais, mas ele nunca foi, em vida, um pensador aclamado e reconhecido pelo chamado “grande público” ou pelos hegemônicos no interior da classe intelectual. No final de sua vida, mesmo com a ampliação de sua presença intelectual, ele ainda tinha o reconhecimento que viria a ter posteriormente.

leia mais

IMG_5205

DIA 14 DE SETEMBRO É DIA DE PARALISAÇÃO NACIONAL DOS METALÚRGICOS CONTRA O MASSACRE AOS DIREITOS TRABALHISTAS

A reforma dos patrões aprovada pelo governo Temer/PMDB e pela maioria do Congresso Nacional tenta acabar com os direitos que estão na CLT e nas Convenções Coletivas de Trabalho.

Nesse semestre, são várias categorias em todo o Brasil que estão em Campanha Salarial, como os metalúrgicos e nessa os patrões além de tentar dar calote no devido reajuste salarial, vão vir pra cima dos direitos que conquistamos através de muita luta.

SE NÃO TIVER LUTA, O QUE JÁ ESTÁ RUIM VAI FICAR PIORg

Para enfrentar isso é preciso lutar agora, porque depois só vai restar arrependimento e isso não trará os direitos de volta.

Por isso os metalúrgicos que se organizam na Intersindical com os Sindicatos de Campinas, Limeira, Santos/SP, Ipatinga/MG estão firmes na unidade de ação com outras organizações para que o dia 14 de setembro, seja um dia de paralisação nacional do ramo metalúrgico.

Os patrões continuam recebendo farta ajuda do governo através das isenções fiscais, empréstimos do BNDES e além disso, ampliam seus lucros arrochando os salários e seguindo com as demissões. E eles querem mais: agora querem massacrar os direitos que estão garantidos nas Convenções Coletiva de Trabalho, então se não tiver luta é o fim dos direitos.

POR ISSO VAMOS FIRMES FORTALECER A LUTA É GARANTIR UM GRANDE DIA DE PARALISAÇÃO, POIS É SÓ ASSIM QUE NENHUM DIREITO VAI SER A MENOS.

ofensiva patronal

FATOS & CRÍTICA Nº 14: OFENSIVA PATRONAL

A crise econômica e a necessidade burguesa de retomar as suas taxas de lucro e de evitar o colapso fiscal do governo – garantindo, assim, o pagamento dos juros da dívida pública – decretaram o fim da política de colaboração de classes do PT.  As consequências disso foram, em ordem sucessiva, o redirecionamento da política econômica ainda no governo Dilma com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, a posterior deposição da Presidente e, agora, o processo de aprovação de duas contrarreformas que afetam diretamente e de maneira drástica as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores brasileiros: a “reforma” trabalhista e a “reforma” da previdência social.

Aprovada por uma maioria de pequenos, médios e grandes empresários representados direta ou indiretamente no corrupto e desmoralizado parlamento brasileiro, a “reforma” trabalhista contém um rol de medidas escritas ao gosto dos patrões, destinadas a fazer retroceder as relações de trabalho às condições que existiam há um século.

Essas medidas reacionárias ficaram hibernando durante 13 anos nas gavetas parlamentares, mas estavam avançando na crua e fria realidade dos trabalhadores dentro das empresas e nos setores econômicos, como mostram a enorme expansão da terceirização, que passou de 4 para 13 milhões de trabalhadores, o tempo para refeição inferior a uma hora, a jornada 12 x 36 horas e o teletrabalho. Em muitos casos, o Estado fingia que não via e tinha a anuência sindical, mas a ascensão de Temer ao poder propiciou que o apetite da burguesia pudesse ser amplamente saciado com a expansão desmedida da exploração capitalista, dotada de “segurança jurídica”, com a aprovação de dispositivos legais desastrosos para os trabalhadores. O Portal CVM vinha registrando esta ofensiva do Estado burguês, conforme as publicações que podem ser acessadas aqui: “A ofensiva do capital contra os trabalhadores sustenta-se na divisão de trabalho entre os poderes do Estado burguês” (em 17/09/2016), “Mais uma demonstração da subserviência do Governo ao Capital: para se manter a qualquer custo gerenciando os interesses da burguesia, governo Dilma tenta impor mais reformas que atacam os trabalhadores” (em 19/02/2016) e “Programa de Proteção ao Emprego (sic): caminho para novas formas de exploração da classe operária com o apoio da CUT e do sindicato dos metalúrgicos do ABC” (em 16/11/2015).

É verdade que, em duas oportunidades, os trabalhadores tentaram resistir ao rolo compressor da nova legislação. O primeiro ensaio de greve geral, em 28 de abril, apesar de todas as suas fragilidades, produziu alguns efeitos, como a derrota do projeto de lei na Comissão de Assuntos Sociais do Senado em 20 de junho, por diferença de um voto. Mas a segunda tentativa de mobilização, em 30 de junho, foi visivelmente mais fraca, entre outras razões por ter sido claramente boicotada por centrais sindicais que estavam às voltas com negociações junto ao Governo Temer para minorar os efeitos da extinção do imposto sindical e criar novas formas compulsórias de financiamento de suas atividades.

E o que prevê essa nova legislação?

Em primeiro lugar, estipula uma hierarquia de normas absolutamente invertida e que tem como único propósito enfraquecer os dispositivos que, de alguma forma, protegem os trabalhadores na CLT. Agora, o contrato individual de trabalho (para quem ganha mais que dois salários máximos do INSS) prevalece sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (entre uma empresa e o sindicato), o qual prevalece sobre a Convenção Coletiva de Trabalho (entre sindicatos patronais e dos trabalhadores) e esta, sobre a CLT e as demais leis. leia mais