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Bertolt Brecht: Cinco Dificuldades no Escrever a Verdade

  • FÜNF SCHWIERIGKEITEN BEIM SCHREIBEN DER WAHRHEIT 1934. Tradução de Florian Geyer. Este panfleto político foi escrito para ser distribuído ilegalmente ma Alemanha hitlerista. Foi também publicado no jornal de asilados políticos alemães, em Paris, Nosso Tempo. Em- bora seja um trabalho dirigido diretamente à luta contra o nazismo, indica alguns elementos fundamentais da atitude assumida por Brecht como escritor revolucionário. Impresso no Versuche 9, 1949.

Quem, nos dias de hoje, quiser lutar contra a mentira e a ignorância e escrever a verdade tem de superar ao menos cinco dificuldades. Deve ter a coragem de escrever a verdade, embora ela se encontre escamoteada em toda parte; deve ter a inteligência de reconhecê-la, embora ela se mostre permanentemente disfarçada; deve entender da arte de manejá-la como arma; deve ter a capacidade de escolher em que mãos será eficiente: deve ter a astúcia de divulgá-la entre os escolhidos. Estas dificuldades são grandes para os escritores que vivem sob o fascismo, mas existem também para aqueles que fugiram ou se asilaram. E mesmo para aqueles que escrevem em países de liberdade burguesa.

1) A CORAGEM DE ESCREVER A VERDADE

Entende-se que o escritor deva escrever a verdade no sentido de que não deve suprimi-la ou silenciá-la, nem escrever inverdades, nem curvar-se perante os detentores do poder, muito menos enganar os fracos. Naturalmente, é muito difícil não se curvar diante dos poderosos e é muito vantajoso enganar os fracos.

Desagradar o proprietários quer dizer, renunciar à posse de bens. Renunciar ao pagamento de determinado trabalho significa em certas circunstâncias renunciar ao trabalho. Recusar a glória dos potentados quer dizer renunciar de vez a glória. Isto requer coragem.

Os tempos de máxima opressão são aqueles em que quase sempre se fala de causas grandiosas. Em tais épocas, é necessário ter coragem para falar de coisas pequenas e mesquinhas como a comida e a moradia dos que trabalham, no meio do palavreado homérico em que o espírito de sacrifício é agitado como estandarte glorioso.

Quando se derramam homenagens sobre os camponeses, é corajoso falar em máquinas agrícolas e forragem barata, que tornarão mais fácil o seu tão louvado trabalho. Se todas as emissoras berram que o homem sem cultura e sem instrução tem mais valor que o instruído, então é corajoso perguntar: tem valor para quem ?

Se falam de raças inferiores e superiores, então é corajoso perguntar se não é a fome, a ignorância e a guerra que provocam deformações graves.

Também é preciso ter coragem para falar a verdade sobre nós mesmos, sobre os vencidos. Muitos dos que estão sendo perseguidos perdem a capacidade de reconhecer seus erros. A perseguição parece-lhes a maior injustiça. Os perseguidores, porque perseguem, são os maus, e os perseguidos terminam caçados por causa de sua bondade. Mas essa bondade foi derrotada, impedida, vencida. Então era uma bondade fraca, uma bondade ruim, insustentável, desmerecedora de confiança. Porque não é admissível aceitar a fraqueza como par- te intrínseca da bondade, assim como se constata a umidade na chuva. Dizer que os bons são vencidos, não porque sejam bons, mas porque são fracos, isto requer coragem. Naturalmente, a verdade deve ser dita na luta contra a mentira e não cabe disfarçá-la em algo generalizado, sublime, sujeito a múltiplas interpretações. A inverdade é feita precisamente desse caráter genérico, sublime e ambíguo.

Se de alguém se diz que falou a verdade, é porque, antes, alguns ou muitos, ou um só, falaram algo diferente, uma mentira ou qualquer generalidade. Ele, porém, falou a verdade: algo prático, efetivo, inegável, aquilo de que se tratava. Não é preciso grande coragem para queixar-se da maldade do mundo, do triunfo da crueldade em geral, e de acenar com O triunfo do espírito e uma parte do mundo onde isto ainda é permitido. Aí muitos se comportam como se fossem alvo para canhões. Na realidade, estão servindo apenas como alvo de binóculos de teatro. Proclamam suas exigências vagas perante uma platéia ingênua. Exigem uma justiça em geral pela qual jamais fizeram qualquer coisa; uma liberdade genérica, para obter uma parte do que já há muito tempo foi partilhado com eles. Acham que verdade é o que soa bem. Se a verdade vem expressa em cifras, como algo árido e consiste em dos, então essa verdade não lhes serve, não consegue entusiasmá-los. Têm apenas o comportamento exterior dos que dizem a verdade. Sua desgraça é ignorar a verdade. leia mais

ACABAR COM OS DIREITOS E COM O POUCO DO QUE RESTA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE.

Do portal da Intersindical – Instrumento de Organização e Luta da Classe Trabalhadora

 

Diminuir o Orçamento das Universidades Federais significa tirar dos trabalhadores para botar nas mãos da burguesia e de seus capachos no Estado

O governo Bolsonaro, através do Ministério da Educação anunciou o corte de 30% do Orçamento destinado para as Universidades federais, isso significa num curto prazo de tempo inviabilizar estudos de qualidade, pesquisa e também o atendimento nos Hospitais Universitários. O corte em várias Universidades já e maior do que os 30% que já inviabilizam várias ações das Universidades e Institutos Federais.

Trabalhadores em empresas terceirizadas que prestam serviços nas Universidades serão demitidos em massa, estudantes vindos de várias regiões distantes não terão condições de se manter, pesquisas científicas que podem colaborar na evolução e melhora das condições de vida e trabalho da população trabalhadora serão paralisadas.

E além disso e muito grave, milhares de pessoas que fazem tratamento e são atendidas nos Hospitais Universitários ficaram à mercê desse governo desumano que quer tirar de quem quase nada tem e forrar as mãos dos deputados e senadores para aprovar a reforma da Previdência que agrada a burguesia.

O que o governo Bolsonaro faz é piorar ainda mais a situação já precária das Universidades e Institutos Federais que há tempos vêm sofrendo com os cortes de verbas e quem perde é conjunto da nossa classe. Além de atingir professores, servidores que trabalham nesses espaços, atinge trabalhadores em empresas terceirizadas, alunos e também o conjunto da população trabalhadora que busca os serviços prestados pelas Universidades.

Ao mesmo tempo em que corta o orçamento de serviços essenciais como na Saúde e na Educação, Bolsonaro promete para os deputados que votarem em sua desumana reforma da Previdência, R$40 milhões em emendas parlamentares.

Quem faz balbúrdia é esse governo de ódio contra os pobres: a justificativa absurda do atual ministro da Educação, Abraham Weintraub para cortar o orçamento das Universidades é a de que, segundo a visão desse ministro preconceituoso e desprovido de conhecimento, as Universidades são espaço de balburdia, de muitos seminários e nada de resultados.

De qual balburdia esse ministro fala? Das Universidades Públicas ainda serem um espaço que além da socialização do conhecimento também produz através de muita pesquisa avanços que podem melhorar a qualidade de vida do conjunto da população? Para Bolsonaro e seus ministros, Universidade não é lugar para pobre, seja ele filho de um operário ou de um trabalhador rural, para o governo, esses não devem ter acesso ao conhecimento e se o tiverem somente para as disciplinas que sejam de interesse do Capital.

As insistentes declarações desse governo contra a Cuba, retirou centenas de médicos cubanos do Brasil, nos lugares onde esses médicos atendiam, médicos que se formaram aprendendo que a medicina não pode ser mercantilizada, mas sim estar a serviço de ajudar a salvar vidas, hoje são centenas e mais centenas de idosos, crianças e trabalhadores que estão à deriva, sem atendimento e acompanhamento.

Esse governo que muita fala em combater a ideologização, a cada dia tenta impô-la, pois, a ideologia nada mais é do que impor ao conjunto da sociedade os interesses da classe economicamente dominante: adestrar os seres humanos para que sejam servis ao Capital, seres humanos órfãos de sua própria história como classe trabalhadora explorada e oprimida. Enquanto fala de combate a ideologia, Bolsonaro tenta acabar com o ensino de disciplinas fundamentais para a construção da consciência crítica, mais do que isso, enquanto fala de combate a ideologia retira verbas da saúde, da educação, da assistência social e tenta chantagear dizendo que isso é necessário enquanto a reforma da Previdência não for aprovada. Uma reforma que quer retirar dos trabalhadores, dos idosos, ou seja, de quem quase nada tem para entregar nas mãos do Capital industrial e financeiro a nossa aposentadoria, acabar com a Previdência, a Seguridade Social e todos os direitos que conseguimos através de muita luta.

EM CADA LOCAL DE TRABALHO, MORADIA E ESTUDO CONSTRUIR A GREVE GERAL: os ataques desse governo atingem o conjunto trabalhadores, aqueles que estão empregados e os que estão desempregados, aposentados, jovens e crianças, as mulheres que trabalham dentro e fora de casa e para combater tudo isso, não tem outro caminho que não seja a nossa luta. A luta dos que sofrem na vida, as consequências da política desse governo dos patrões e da repressão oficial e oficiosa com suas milícias, um governo que quer ampliar a miséria e violência contra os trabalhadores, na exata medida que tenta impor reformas para aumentar a concentração de riqueza nas mãos da burguesia.

Dia 15 de Maio é dia nacional de paralisação na Educação, um dia de luta que além de defender os trabalhadores na Educação e os estudantes é um dia de luta do conjunto da classe trabalhadora atingida pelos duros ataques desse governo.

E NO DIA 14 DE JUNHO É DIA DE GREVE GERAL contra a desumana reforma da Previdência do governo Bolsonaro, contra as privatizações e de todas as medidas ditadas por esse governo que quer acabar com direitos, ampliar a fome, a miséria e a violência contra a classe trabalhadora.

BOLSONARO ESPARRAMA R$ 40 MILHÕES NAS MÃOS DOS DEPUTADOS PARA ACABAR COM A APOSENTADORIA DOS TRABALHADORES PARA ENFRENTAR MAIS ESSE ATAQUE AOS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA É HORA DE GREVE GERAL

Do portal da Intersindical – Instrumento de Organização e Luta da Classe Trabalhadora

 

O governo Bolsonaro para tentar acabar com aposentadorias que em sua grande maioria são no valor de um salário mínimo, para obrigar os trabalhadores a trabalhar até morrer ou morrer de fome porque não conseguem emprego e nem aposentadoria, prometeu distribuir a cada deputado R$ 40 milhões em emendas parlamentares para tentar aprovar sua desumana reforma da Previdência.

A distribuição de cargos no governo para os indicados dos parlamentares e a promessa dos R$ 40 milhões em emendas para os deputados que o apoiarem se deu às vésperas da votação da proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

A desumana reforma de Bolsonaro que quer aumentar ainda mais a idade para aposentadoria e diminuir os valores pagos é na realidade impedir que os trabalhadores consigam se aposentar.

A proposta do governo que aumenta para 65 anos de idade para homens e 62 para mulheres e exige no mínimo 40 anos de contribuição, obriga os trabalhadores a trabalhar quase mais uma década e vão trabalhar aonde? Se para o patrão quem tem mais de 40 anos já está velho para trabalhar e para o governo quem tem menos 65 anos é novo para se aposentar.

O candidato que dizia que ia combater o toma lá dá cá no Congresso, que dizia que aumentar a idade para aposentadoria era um ato desumano, escancara seu ódio contra a classe trabalhadora e revela a cada dia que sua “nova política” é a velha política de comprar votos para tentar aprovar a desumana reforma da Previdência que significa arrancar direitos dos trabalhadores e acabar com o acesso a benefícios básicos da Previdência aos mais pobres.

Enquanto quer acabar com direitos de quem quase nada tem, o governo Bolsonaro mantém os privilégios dos deputados, senadores, juízes e militares e mantém o calote dos patrões à Previdência.

PARA BARRAR A REFORMA É HORA DE GREVE GERAL: mais dos que as pesquisas que mostram que a maioria da população trabalhadora é contra a reforma da Previdência, a indignação contra os ataques aos direitos aumenta a cada dia, agora é hora de transformar a indignação em movimento, é hora de construir a GREVE GERAL para impedir essa reforma, pois é só na luta que vamos barrar o massacre aos direitos do conjunto da classe trabalhadora.

Isso é a ideologia: alienar para avançar na exploração. O que significa riqueza para poucos, miséria para muitos.

É nisso que o governo Bolsonaro está empenhado.

Do portal da Intersindical – Instrumento de Organização e Luta da Classe Trabalhadora

Menos diretos, menos salários e mais demissões:

Pela proposta do governo Bolsonaro, os empresários terão mais condições para avançar na exploração contra os trabalhadores, pois ao avançar na reforma trabalhista permitindo uma Carteira de Trabalho em que direitos garantidos na CLT e em Convenção Coletivas de Trabalho não sejam respeitados, os trabalhadores serão submetidos a jornadas de trabalho que melhor convierem aos patrões e não terão sequer um piso salarial. E as demissões continuarão como um instrumento para os patrões achatarem ainda mais os salários do conjunto dos trabalhadores, ao demitir quem recebe um salário normatizado por uma Convenção Coletiva de Trabalho e depois contratando por muito menos e sem direitos.

Trabalhar mais e não se aposentar:

O direito a aposentadoria passa a não ser mais uma garantia, pois com o avanço da informalidade e de uma nova reforma da Previdência, os patrões serão cada vez mais liberados para dar calote na arrecadação para a Previdência e os trabalhadores mesmo trabalhando muito mais, receberão muito menos e terão mais restrições para ter acesso à aposentadoria. leia mais

O que vale para o Capital é seu lucro!

Tragédia em Brumadinho foi provocada pela mineradora vale com a conivência do Estado.

Do portal da Intersindical – Instrumento de Organização e Luta da Classe Trabalhadora

No dia 25 de janeiro, uma barragem da empresa mineradora Vale se rompeu na cidade de Brumadinho/MG, causando mortes, dezenas de feridos e centenas de desaparecidos. No momento do rompimento da barragem aproximadamente 300 trabalhadores trabalhavam na Mina do Feijão onde ocorreu o rompimento.

Em 2015, também em Minas Gerais, a mineradora Vale provocou mais uma tragédia, com o rompimento da barragem de Fundão em Mariana, a Samarco empresa responsável pela mineradora é de propriedade da Vale e da BHP. A tragédia provocou a morte de 19 pessoas, destruiu parte da cidade e avançou sob a bacia do Rio Doce chegando até o Espírito Santo.

No dia 18 de dezembro, os órgãos de fiscalização ambiental do governo de Minas Gerais liberaram o funcionamento da mina em Brumadinho, pouco mais de um mês, a Vale, com a conivência do Estado, provoca mais uma tragédia.

A Vale nunca se preocupou com a saúde e a vida dos trabalhadores, tão pouco se importou com a destruição que a décadas vem fazendo ao meio ambiente, destruindo recursos naturais de acordo com seus interesses.

Depois da privatização da empresa realizada em 1997 pelo governo Fernando Henrique Cardoso/PSDB, a situação só piorou, pois, entregue de uma vez por todas para as empresas privadas, a prioridade da direção da Vale foi buscar mais e melhores formas de garantir lucros, explorando os trabalhadores com salários e direitos reduzidos, péssimas condições de trabalho e atacando o meio ambiente.

O Estado agiu para garantir os interesses privados da Vale: FHC privatizou a Vale, os governos do PT com Lula e Dilma foram coniventes com a prática da empresa que para preservar seus lucros secundarizaram a segurança da vida dos trabalhadores e da comunidade e o governo Bolsonaro mesmo antes de ser governo já declarava que seu objetivo era afrouxar cada vez mais a legislação trabalhista e ambiental, ou seja, mais ataque aos salários e direitos dos trabalhadores, menos ou quase nenhuma restrição para o funcionamento das empresas que além de explorar e destruir recursos naturais, atacam a vida dos trabalhadores, dizimam rios e cidades.

Para a Vale, o que vale são investimentos que potencializem seus lucros, é por isso que não há investimento em processos mais seguros de operação. A alegação da mineradora para não se utilizar de processos com tecnologia que reduz o uso da água e portanto reduzem as chances de rompimento de barragem de rejeitos da mineração é que eles são muito caros, o resultado do disso é a tragédia que matou trabalhadores e destruiu parte da cidade.

Trabalhadores mortos, centenas de trabalhadores e da população de Brumadinho feridos ou desaparecidos, crianças aterrorizadas e com fome, rios poluídos, plantações destruídas, essa foi a escolha da Vale.

E o governo Bolsonaro e seus parlamentares propõem flexibilizar ainda mais a legislação ambiental, ou seja, pretendem legitimar essa prática que provoca morte e destruição.

Além de nossa solidariedade ativa aos trabalhadores e a comunidade em Brumadinho é necessário colocar a revolta e a dor em movimento. Organizar a mobilização que exija punição contra a Vale e também contra os governos cúmplices em mais essa tragédia anunciada.