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El resurgimiento «americano» que no logró Trump

Por Claudio Katz | 31/07/2020 | EE.UU.

 

Fuentes: Rebelión

Trump concluye su presidencia con tres crisis simultáneas que jaquean su ambición de otro mandato. La pandemia, la depresión económica y la rebelión de los afroamericanos han trastocado el escenario electoral.

El magnate ejerció una presidencia disruptiva que transgredió todas las normas. Demolió la sobriedad, exaltó la grosería, extremó la fanfarronería e instaló un inédito desorden en los asuntos públicos. Su alocada confianza y su comportamiento patotero desconcertaron a los analistas.

Se generalizó la imagen de un insano sin brújula, que insulta dignatarios, humilla jefes de estado y viola todos los compromisos. Pero esa constatación no alcanza para entender el contexto actual. Se necesita una evaluación serena de los propósitos y resultados de su gestión en el terreno económico y geopolítico, tanto a escala global como regional.

OBJETIVOS Y ESTRATEGIAS

Trump buscó utilizar el poderío geopolítico-militar de Estados Unidos para recuperar el liderazgo económico de su país. Con esa finalidad encaró durísimas negociaciones para extender al plano comercial, los privilegios monetarios que mantiene el dólar. Intentó revertir el enorme déficit de intercambios con 100 naciones, reclamó ventajas para las exportaciones y penalidades para las importaciones. Presentó esa demanda, como una insólita reparación al trato internacional injusto que afronta el coloso del Norte.

Con ese disparatado argumento motorizó una virulenta agenda mercantilista y tensó la cuerda de todas las tratativas. Propició acuerdos bilaterales sustitutivos del multilateralismo y cuestionó ciertas normas del libre-comercio. Pero impulsó ajustes en los convenios vigentes y no un retorno al viejo proteccionismo. leia mais

Isso é o capitalismo: demissões, eliminação de direitos, morte

Do portal da Intersindical, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

 

 

No dia 07 de maio, representantes das indústrias se reuniram com o governo da morte de Bolsonaro e foram até o STF exigir o fim do isolamento. Querem ampliar o genocídio contra a classe trabalhadora

Na manhã de 07 de maio, representantes das indústrias, como siderurgia, montadoras de veículos, construção civil, vestuários, farmacêuticas, se reuniram com Bolsonaro e foram até o Supremo Tribunal Federal (STF) falar com Dias Toffoli; o que querem? O fim do devido isolamento social, o que significa aumentar o genocídio contra a classe trabalhadora.

No mesmo dia em que a burguesia usa seu capacho que ainda está sentado na cadeira de presidente para forçar o fim do devido isolamento social, mais de 600 pessoas morreram, o número de mortes já chega a quase 10 mil e são aproximadamente 150 mil contaminados. Esses são os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, ou seja, o número é muito maior, pois o que impera é a subnotificação.

Para o Capital, a vida dos trabalhadores só vale para produzir seus lucros e parte dela deve ser eliminada para a manutenção de seus interesses: as falas dos empresários e do genocida Bolsonaro escancaram o que é o sistema capitalista, ele se mantém através da exploração e da morte dos trabalhadores. leia mais

A luta dos trabalhadores em tempos de crise e pandemia no Brasil

Cem Flores
21.04.2020

A última crise econômica no Brasil, iniciada em 2014 e ainda não superada, somada à ofensiva da burguesia para recuperar seus lucros, aumentou o desemprego e a informalidade, rebaixou os salários e as condições de trabalho, e tornou mais críticas as condições de luta dos trabalhadores e das trabalhadoras. Ou seja, deteriorou o mercado de trabalho brasileiro e a vida da grande massa trabalhadora. A atual crise, de caráter global, combinada com a pandemia do novo coronavírus, tem conseguido piorar rapidamente o que já estava muito ruim, com mais desemprego, menores salários, mais exploração… 

A absoluta maioria dos trabalhadores e das trabalhadoras está ameaçada, dia após dia, por demissões e suspensões de contrato de trabalho em massa, e a tendência é que esse cenário se agrave.As atuais projeções do Instituto Brasileiro de Economia da FGV apontam para redução recorde da população ocupada nessa recessão de 2020 no Brasil. A taxa de desemprego pode subir para 18%, ou até 24%. Ou seja, entre 6 e 12 milhões de novos desempregados ao longo deste ano, que se somarão aos outros 12 milhões que já estavam desempregados antes do início dessa crise.

Se, de um lado, os patrões estão demitindo ou suspendendo os contratos em plena pandemia, de outro, e concomitantemente, eles têm continuado a exploração de sempre com a parcela da força de trabalho que permanece empregada. E sem hesitar na hora de reduzir os salários e/ou impor condições de trabalho que colocam ainda mais a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras em risco. 

Como sempre, o patronato possui a ajuda de seu Estado para atingir seus objetivos e defender seus interesses. Diante da nova crise, o “Comitê Central da Burguesia”, como definiam Marx e Engels o Estado Capitalista, em todos os seus “poderes”, tem agido diretamente em defesa dos patrões, seja com suspensão de impostos e de obrigações trabalhistas, com linhas de crédito baratas etc., seja facilitando o massacre da força de trabalho. Analisamos recentemente algumas medidas do governo federal que legalizam e incentivam reduções drásticas no salário e a ampliação da exploração, tanto no atual período de calamidade pública, quanto posteriormente a ele.

Tais medidas emergenciais somam-se e se complementam com o profundo ataque que as classes dominadas já vinham sofrendo com as ditas reformas (trabalhista, sindical, previdência e outras).

O cenário de caos da crise e da pandemia tem servido para destravar a aprovação de algumas dessas reformas “antigas”, como é o caso da Carteira de Trabalho Verde Amarela, que pretende criar uma subespécie de contratação ainda mais precária. Mesmo essa medida estando revogada no momento, após ser aprovada na câmara na madrugada do dia 15/04, a promessa e o acordo entre governo e senado é que esse ataque seja reeditado e “aperfeiçoado” (sic!) o mais breve possível. Isso nos mostra, mais uma vez, que, apesar das brigas palacianas e de palanque dos representantes políticos da burguesia, há um interesse fundamental, de classe, que os unifica: a manutenção dos lucros e a exploração das classes dominadas.

Mas não só o Estado Capitalista se apresenta como auxiliar nessa ofensiva contra a classe operária realizada pelo capital. Mais uma vez, os pelegos, representantes da burguesia no movimento sindical, como aprofundaremos a frente, estão sendo peças fundamentais para novas derrotas nesse momento tão dramático.

Por isso temos dito: Matar de corona, de fome e de exploração: eis a pacote de “salvação” da burguesia e seu governo para as massas trabalhadoras no Brasil!

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A política anticapitalista na época da COVID-19

por David Harvey

Publicado em Revista IHU online

 

Quando busco interpretar, entender e analisar o fluxo diário de notícias, tendo a localizar o que está acontecendo no contexto de duas maneiras um tanto diferentes (e cruzadas) que almejam explicar como o capitalismo funciona.

O primeiro nível é um mapeamento das contradições internas da circulação e acumulação de capital como fluxos de valor monetário em busca de lucro através dos diferentes “momentos” (como os chama Marx) de produção, realização (consumo), distribuição e reinvestimento. Esse modelo da economia capitalista como uma espiral de expansão e crescimento sem fim se complica bastante na medida em que se elabora, através de, por exemplo, as lentes das rivalidades geopolíticas, desenvolvimentos geográficos desiguais, instituições financeiras, políticas estatais, reconfigurações tecnológicas e uma rede em constante mudança das divisões do trabalho e das relações sociais.

No entanto, também acredito que esse modelo deve se inscrever em um contexto mais amplo de reprodução social (nos lares e comunidades), em uma relação metabólica permanente e em constante evolução com a natureza (incluindo a “segunda natureza” da urbanização e o ambiente construído) e todos os tipos de formações culturais, científicas (baseadas no conhecimento), religiosas e sociais contingentes que as populações humanas geralmente criam através do espaço e do tempo.

Esses últimos “momentos” incorporam a expressão ativa dos desejos, necessidades e anseios humanos, a ânsia de conhecimento e significado e a busca evolutiva da satisfação em um contexto de mudanças nos arranjos institucionais, disputas políticas, confrontos ideológicos, perdas, derrotas, frustrações e alienações, tudo em um mundo de acentuada diversidade geográfica, cultural, social e política.

Essa segunda maneira constitui, por assim dizer, minha compreensão prática do capitalismo global como uma formação social distinta, enquanto a primeira trata das contradições dentro do motor econômico que conduz essa formação social por certos caminhos de sua evolução histórica e geográfica.

Em espiral

Quando em 26 de janeiro de 2020 li pela primeira vez sobre um coronavírus – que estava ganhando terreno na China -, pensei imediatamente nas repercussões para a dinâmica mundial da acumulação de capital. Sabia por meus estudos do modelo econômico que os bloqueios (fechamentos) e interrupções na continuidade do fluxo de capital provocariam desvalorizações e que, se as desvalorizações fossem generalizadas e profundas, isso indicaria o início de uma crise. leia mais

Juntos na luta dos Petroleiros

Do portal da Intersindical, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

É GREVE EM DEFESA DO EMPREGO, DOS DIREITOS E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

Os petroleiros iniciaram greve no dia 01 de fevereiro, a luta é contra a privatização e as demissões que já começaram, a partir do anúncio do fechamento da FAFEM – Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, instalada em Araucária, cidade que fica na região metropolitana de Curitiba.

A greve a cada dia se fortalece, já está presente em mais de 10 estados e atinge refinarias, plataformas, terminais e também setores administrativos, uma luta que deve ser do conjunto dos trabalhadores, pois é uma luta contra o plano do governo Bolsonaro que quer entregar tudo que possa se tornar mercadoria rentável para o Capital, é o que quer fazer com a Petrobrás, com os Correios e tantas outras empresas estatais, o resultado disso será demissões em massa, mais arrocho e miséria.

Junto a seu plano de privatizações, o governo Bolsonaro avança no sucateamento do conjunto dos serviços públicos, corta os devidos investimentos em saúde, educação, saneamento e ataca os servidores que atendem diretamente à população trabalhadora.

Estamos juntos em mais essa importante luta, uma luta que é do conjunto da classe trabalhadora.