Arquivos da categoria: Movimento Sindical

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Continua a ocupação das fábricas da MABE


Do site da 
Intersindical, Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

Continua a ocupação das fábricas da MABE com sede em campinas e hortolândia. Contra o calote da empresa e em defesa dos empregos, a luta de classes se intensifica, sem pacto nem patrão, todo poder aos trabalhadores!

 

Acampados desde o dia 22 de dezembro, a maioria dos quase 2 mil trabalhadores na Mabe, ocuparam hoje (15/02) as duas plantas, em Campinas e em Hortolândia, após a falência da empresa decretada pela Justiça na semana passada. leia mais

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Calote travestido de falência: demitir em massa, desrespeitar direitos, para lucrar ainda mais: é isso que pretende a MABE

Do site da Intersindical, Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

CONTRA MAIS ESSE ATAQUE A LUTA DOS TRABALHADORES ORGANIZADOS COM O SINDICATO SEGUE FIRME

A Mabe detentora das marcas Continental e Dako, multinacional do setor linha de branca com sede no México, tenta impor um golpe contra os trabalhadores ao se esconder através do pedido de falência decretado pelo Judiciário na semana passada.

Desde 2013 em recuperação judicial, a Mabe preparou um plano recheado de manobras jurídicas para demitir os 2 mil metalúrgicos hoje funcionários nas plantas de Campinas e Hortolândia, seu objetivo é continuar operando no Brasil, porém não mais com os trabalhadores que tiveram sua saúde atacada pelo ritmo alucinante da produção de fogões e geladeiras.
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Além das 342 demissões, em que 110 têm estabilidade pela Convenção Coletiva pois são vítimas de acidentes e doenças provocadas pelo trabalho, a empresa desde o final de 2015, não pagou os salários, como também o 13ͦsalário e a PLR.

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pelegos

Programa de Proteção ao Emprego (sic): caminho para novas formas de exploração da classe operária com o apoio da CUT e do sindicato dos metalúrgicos do ABC

do blog Cem Flores

 

O Congresso Nacional aprovou o chamado Programa de Proteção ao Emprego –PPE, instituído pelo governo Dilma/PT.

O que vamos mostrar nesse artigo é que, apesar do nome, o PPE não constitui política para proteger o emprego, nem mesmo o dos trabalhadores das empresas que entram no programa.

O PPE representa sim a abertura para novas formas de intensificação da exploração da classe operária pela burguesia, sancionada pelo Estado burguês sob a direção do PT e com o aval do sindicalismo pelego, para fazer retroceder a posição da classe operária na luta de classes.

O PPE avança novas formas de intensificação da exploração do trabalhador pelos capitalistas que se projetam para além da situação imediata, setorial ou local. Também ensaia o Acordo Coletivo Especial – ACE, projeto do sindicato dos metalúrgicos do ABC e da CUT que faz o negociado prevalecer sobre o legislado, ou seja, flexibiliza a legislação trabalhista para cortar direitos conquistados pelos trabalhadores.

Os dirigentes desse sindicato têm se destacado em forçar os operários de sua base a aceitar o PPE, entre outras perdas salariais e de suas condições de trabalho, supostamente em troca da dita proteção do emprego ou da estabilidade prometida pelas montadoras de veículos. Esses acordos efetivam o uso simultâneo do PPE com o layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho)[1] e o programa de demissão voluntária (PDV), ou seja, coação que mantém a demissão e o terror do desemprego sobre os trabalhadores. Em lugar de resistir o sindicato reforça a ofensiva burguesa contra a classe operária se dá no atual cenário de grave crise econômica, com enorme aumento das demissões, reduções de salários e expansão das formas de trabalho sem carteira assinada. leia mais

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Sindicalismo burguês e as origens do sindicalismo metalúrgico do ABC

Pelo Coletivo CVM

 

O sindicato dos metalúrgicos do ABC tem sido a ponta de lança do sindicalismo da classe dos patrões ou da burguesia no Brasil da atualidade.

Por sindicalismo burguês entendemos a posição de defesa ativa dos interesses dessa classe junto aos grupos de trabalhadores organizados em sindicatos. Esse tem sido, desde 2011, o sentido da proposta do Acordo Coletivo especial (ACE), projeto de lei que aguarda tramitação na Câmara dos Deputados. No caso, implica em fazer prevalecer o que foi objeto de negociação direta com os patrões sobre os direitos conquistados em lutas de classes no passado constantes na Consolidação das Leis do Trabalho e na Constituição de 1988.

A proposta volta a ser acenada agora como uma “solução” para separar e enfraquecer as classes trabalhadoras, contando para isso com o apoio de sindicatos mais organizadas, como a dos metalúrgicos do ABC.

Mas as origens dessa posição estão enraizadas numa experiência sindical mais ampla e mundial, tendo por base principalmente o sindicalismo americano. O ponto central em torno do qual gira essa prática sindical há muitas décadas é a de conseguir aumentos salariais e outros benefícios condicionados ao aumento da produtividade, ou seja, do sindicato apoiar o aumento da exploração da força de trabalho em troca dessas supostas vantagens limitadas ao âmbito das grandes empresas, como as automobilísticas. Foi esta, aliás, a linha geral defendida pelo sindicato dos metalúrgicos do ABC na Segunda Conferência Nacional de Trabalhadores em indústrias Automotivas, de Tratores, Máquinas de Terraplanagem e Implementos Agrícolas, realizada em maio de 1975. Nesse momento o sindicato passa a ser dirigido por Luis Inácio da Silva, conhecido pelo apelido de Lula.

É o que Maria Hermínia Tavares de Almeida aponta no artigo “O sindicato no Brasil: novos problemas, velhas estruturas”, publicado na revista Debate & Crítica, vol.6 , n.32, julho de 1975.

Em resumo, pareceria que o ideal dessa nova corrente sindical seria algo próxima ao “sindicalismo de negócios (business union) norte-americano: combativo, “apolítico”, solidamente plantado na empresa, tecnicamente preparado para enfrentar e resolver os problemas gerais e específicos de seus representados. (p.73)

Contudo, a tendência patronal no sindicato ficou contida por causa do arrocho salarial mantido pela ditadura militar e pela radicalização das lutas que aconteceram durante os anos de 1978 a 1989. O sindicalismo burguês foi tomando forma após a derrota de Luiz Inácio Lula da Silva (coligação Frente Brasil Popular) para Fernando Collor de Mello (coligação Movimento Brasil Novo) na eleição presidencial de 1989. Consolidou-se ao longo dos anos 1990 em diante, a partir da criação das câmaras setoriais e das alterações na legislação trabalhista baixadas por Medidas Provisórias no final do governo Itamar Franco, a exemplo da Participação nos Lucros e resultados (PLR), e consolidadas no governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso que “flexibiliza” vários artigos da CLT como foi o relativo à jornada de trabalho por meio do “banco de horas”. leia mais

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A proposta das centrais sindicais Força Sindical, CUT, UGT e Nova Central que agora é uma proposta também do governo Dilma só tem um objetivo: aumentar o lucro dos patrões diminuindo os salários dos trabalhadores

Do site da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

 

Chamado de PPE (Programa de Proteção ao Emprego) esse projeto apresentado pelas centrais protege mesmo os interesses dos empresários.

Por essa proposta que tem por objetivo atingir a todos os trabalhadores sejam metalúrgicos, comerciários, bancários enfim, quando os patrões julgarem que estão em crise, através dos dados manipulados que serão aceitos pelo governo, eles poderão deixar de pagar 30% dos salários.

O governo pagará através dos recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) apenas 15% do que falta. E os outros 15 %? Quem paga? Ninguém, o trabalhador perde no salário, nas férias, no 13° e também na aposentadoria, pois o tempo de salário reduzido vai contar na hora de se aposentar.

Por exemplo, se hoje você recebe um salário de R$ 2.500,00;

Pela proposta do PPE você receberia apenas: R$ 2125,00;

Então você perderia: R$ 375,00 nos salários ao mês

Nas férias perderia R$ 375,00 mais 125,00 em relação ao abono de férias

No 13° salário perderia R$ 375,00

Em 12 meses você perderia um total de R$ 6.375,00

Enquanto os empréstimos bancários confiscam nossos salários, os patrões dão calote e tentam diminuir ainda mais os nossos salários e contam com isso com o apoio do governo e de pelegos.

- O governo Dilma deu calote no pagamento do PIS/PASEP dos trabalhadores que deveriam receber esse direito entre janeiro e junho de 2015. Com esse calote vai usar o dinheiro dos próprios trabalhadores para bancar parte desse Programa que protege aos empresários.

- O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que será usado no PPE já tem um rombo provocado pela farta ajuda do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), que garante empréstimos para empresas privadas que serão pagos a perder de vista.

- Enquanto o governo é generoso com os patrões, ainda tem a cara de pau em dizer para os trabalhadores economizarem para pagar as dívidas. Dívidas que foram provocadas porque o salário cada vez cobre menos as contas com alimentação, moradia, estudo.