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Mais uma vitória dos trabalhadores junto com o sindicato na luta contra as demissões: Usiminas está novamente proibida de demitir

Do portal da Intersindical, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

A luta segue pela reintegração dos mais de 300 trabalhadores demitidos

 

No dia de hoje, o colegiado do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo julgou a liminar que impedia a Usiminas de demitir e a conclusão foi manter a decisão, ou seja, a Usiminas está novamente proibida de demitir.

Mas a nossa luta continua, o processo iniciado em Cubatão continua e seguimos exigindo a readmissão de todos os trabalhadores que foram demitidos desde maio.

A cada dia se escancara como a Usiminas se aproveitou da pandemia para reorganizar sua produção e ampliar seus lucros: logo depois das demissões, a Usiminas divulga seu plano para o segundo semestre, nele está a retomada do funcionamento do Alto Forno 1 e da Aciaria 1 em Ipatinga e a retomada da produção em Cubatão. Seu plano de investimentos aumenta de R$600 milhões para R$800 milhões.

O próprio presidente da Usiminas falou que a usina continua sendo líder nacional na produção de aços planos e que a reorganização que fizeram garantiu mais produtividade e na primeira semana de agosto foi divulgado o aumento do bônus para a direção da usina. A remuneração dos que fazem parte da direção estatutária da Usiminas poderá ser de R$ 27,2 milhões, em 2019 foram R$ 18,48 milhões.

Hoje foi mais uma batalha em que derrotamos a Usiminas, mas a luta principal é no  local de trabalho para garantir a reintegração dos demitidos, em defesa dos salários, direitos e melhores condições de trabalho.

SEGUIMOS FIRMES

 

Greve dos trabalhadores nos Correios começa forte em todo país

Do portal da Intersindical, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

 

A luta é em defesa da vida, dos direitos e contra a privatização

 

Começou às 22 horas do dia 17 de agosto a greve nacional dos trabalhadores nos Correios, a greve atinge todas as regiões do país e se amplia.

Uma greve marcada pela defesa dos direitos e contra a privatização que o governo da morte de Bolsonaro tenta impor.

A direção da ECT através do general Floriano Peixoto tenta exterminar direitos básicos dos trabalhadores como adicional de férias, diminuir os tíquetes de alimentação, eliminar mais de 70 cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho que não são privilégios e nem presentes dos governos, são direitos fundamentais garantidos através de muita luta dos trabalhadores.

A greve é em defesa da vida:  desde que a pandemia começou o governo genocida de Bolsonaro colocou os Correios como serviço essencial não para que se garantisse o que sempre fizeram os trabalhadores nos Correios; fazer chegar o que é fundamental a população trabalhadora em épocas de extrema urgência, o governo tem como prioridade nos Correios fazer circular as mercadorias do Capital para alavancar ainda mais os lucros das empresas. O resultado disso é o adoecimento e a morte de muitos trabalhadores nos Correios vítimas da COVID 19.

Para agradar ainda mais os capitalistas, Bolsonaro pretende privatizar os Correios, o que significará a demissão de milhares, o fim dos direitos e o fim da função social de uma empresa estatal. leia mais

Solidariedade ativa aos metalúrgicos na Renault de São José dos Pinhais/PR que estão em greve lutando contra as demissões

Do portal da Intersindical, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

 

Os Sindicatos dos Metalúrgicos de Campinas e região/SP, dos Metalúrgicos de Limeira e Região/SP, dos Metalúrgicos da Baixada Santista/SP, dos Metalúrgicos de Ipatinga e região/MG, bem com o conjunto da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, trazem sua solidariedade ativa à luta dos metalúrgicos na Renault em São José dos Pinhais/PR que estão em greve contra as mais de 700 demissões que a direção da empresa impôs no dia de hoje.

Os trabalhadores em assembleia chamada pelo Sindicato decidiram já na semana passada entrar em greve caso a empresa mantivesse a proposta demitir centenas metalúrgicos.

Antes de vencer o prazo do aviso de greve, a Renault começou as demissões com o objetivo de tentar impedir o movimento, mas os trabalhadores se colocaram em movimento e a greve começou forte no dia de hoje.

O que faz a Renault em São José dos Pinhais/PR é o mesmo que outras grandes empresas estão fazendo: se aproveitando da pandemia para reorganizar sua produção para na sequencia ampliar seus lucros, o que significa para os trabalhadores, demissões em massa, arrocho salarial e ataque aso direitos.

É o que a siderúrgica Usiminas tenta fazer na Baixada Santista/SP, em maio anunciou a demissão de mais de 900 trabalhadores e a USIMEC em Ipatinga/MG que pretende demitir mais de 90% do efetivo em sua planta de Ipatinga, o que significa a demissão de mais de 700 trabalhadores.

Em Cubatão/SP conseguimos barrar as demissões por dois meses, a empresa com o apoio de um ministro do TST cassou a liminar que impedia as demissões, a direção da empresa colocou mais de 80% da fábrica em home-office e começou a demitir, mas a nossa mobilização segue e por conta disso a empresa não conseguiu impor até agora a redução de mais de 60¨% de seu efetivo. Em Ipatinga conseguimos suspender as demissões e a mobilização segue para impedir que elas se efetivem.

Esse são exemplos da luta de resistência nada pequena pelo país afora que estamos travando contra os ataques da patronal que conta com o apoio do governo genocida de Bolsonaro que a cada dia lança mais Medidas Provisórias e Portarias que liberam os patrões a reduzir salários, retirar direitos e continuar as demissões.

Para o Capital não importa que mais de 80 mil pessoas tenham morrido e mais de 2 milhões estejam contaminadas pelo novo coronavírus, não importa que mais de 30 milhões estejam sem emprego e milhões estejam na mira da morte seja através do vírus, ou da fome, seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, para o Capital o que vale são seus lucros, que aumentam na exata medida em que aumenta a exploração contra a classe trabalhadora.

Para enfrentar os ataques dos patrões e seus governos aos direitos, salários e empregos nossa arma é a luta da classe trabalhadora. Por isso nos somamos em solidariedade ativa aos companheiros metalúrgicos na Renault que estão firmes na greve contra mais um ataque patronal.

MP 936: mais ataques à vida dos trabalhadores

Do portal da Intersindical, instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

E o governo Bolsonaro tem a desfaçatez de dizer que redução salarial é um benefício para o trabalhador

 

 

O governo Bolsonaro novamente lança seus mísseis contra classe trabalhadora e os mais pobres para proteger os interesses dos patrões, que durante a crise potencializada pela pandemia do coronavírus só estão preocupados em manter a “saúde” financeira de suas empresas, mesmo que isso signifique passar por cima da vida dos trabalhadores.

A Medida Provisória 936, publicada no dia 01 de abril, tem por objetivo liberar os patrões para reduzir salários e suspender contratos de trabalho. A redução salarial será de 25 a 70%, e é mentira do governo que os salários serão complementados.

O que o governo, em mais um desrespeito aos trabalhadores, chama de complementação dos salários, é o pagamento de um “auxílio” tendo como base o seguro-desemprego, o que significa que se um trabalhador tiver redução de 25%, 50% ou 70% dos seus salários, receberá o percentual equivalente que teria direito ao seguro desemprego.

Por exemplo, um trabalhador que recebe R$ 1600,00 de salário, se tiver uma redução de 50% do seu salário, receberá de “auxílio” 50% do seguro-desemprego a que teria direito, o que significa que perderá mais da metade de sua renda.

A MP libera os patrões a aumentar a perseguição contra os trabalhadores, ao liberar acordos individuais para trabalhadores que recebem até 3 salários mínimos e para quem recebe acima desse valor; se a redução for de até 25%, os acordos também serão individuais. Bolsonaro, que antes de ser presidente já destilava seu ódio contra os trabalhadores e suas Organizações, tenta de tudo para tirar os Sindicatos dos Trabalhadores do caminho dos patrões, para que esses passem por cima dos empregos, salários e direitos.

No caso da suspensão dos contratos, os patrões não pagam nada e o governo só pagará o valor do seguro-desemprego que o trabalhador teria direito.

A MP destrói com a mínima renda do trabalhador e não garante emprego: o que o governo chama de estabilidade, na verdade é o tempo que os patrões se aproveitarão da redução de salários para garantir seus lucros. Se a redução salarial for de 2 meses, o trabalhador não poderá ser demitido nesse período, e quando retornar só não poderá ser dispensado pelo mesmo tempo, ou seja, além de amargar 2 meses sem o mínimo para garantir sua sobrevivência e de sua família, poderá ser demitido a qualquer momento depois desse prazo. leia mais