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Notas sobre a conjuntura da luta de classes e as eleições de 2014

BLOG MARXISMO21 – DOSSIÊ ESQUERDAS, ELEIÇÕES E TRANSFORMAÇÕES ESTRUTURAIS DA SOCIEDADE BRASILEIRA – setembro de 2014

 

Coletivo Cem Flores

 

O Coletivo do Blog Cem Flores (http://cemflores.blogspot.com.br/) saúda a iniciativa dos camaradas do Blog marxismo21 de incentivar o debate das transformações estruturais da sociedade brasileira e as eleições entre a diversidade de posições presentes pelo largo espectro político e ideológico das esquerdas. Nossa contribuição segue o roteiro sugerido por marxismo21.

 1. O projeto de governo hegemonizado pelo PT teria se esgotado?

Uma resposta a este questionamento, em nosso entendimento, deve analisar as diferentes perspectivas das classes sociais na conjuntura da luta de classes no Brasil.

Os movimentos grevistas dos trabalhadores nos últimos anos e a repressão desencadeada pelas classes dominantes por meio do Estado burguês colocam em questão a eficácia ideológica da política de conciliação de classes praticada pelos governos Lula/Dilma e do PT. O questionamento à essa ideologia de conciliação de classes é um processo em curso na atual conjuntura e marca especialmente a experiência de núcleos e militantes mais avançados da classe operária e dos trabalhadores, de um lado; e setores da burguesia e da pequena burguesia, de outro. leia mais

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Boletim de Conjuntura Nacional Nº 6 – setembro de 2014

Por que o trabalhador consciente vota nulo?

As eleições brasileiras de 2014 serão realizadas em um quadro de dificuldades para o capitalismo no país e no mundo.  No Brasil, a economia está estagnada, a indústria decresce, o desemprego começa a aumentar, a inflação mantém-se e o país é cada vez mais deficitário em suas trocas econômicas com o exterior, só fechando as contas porque o volume de capitais que chega ao país ainda é suficiente.  Numa situação dessas, não é difícil prever que, em 2015, o desemprego aumentará ainda mais e a burguesia tentará de todas as formas retomar os seus lucros, avançando sobre os salários dos trabalhadores e sobre os seus direitos conquistados historicamente.

E o que têm a dizer Dilma, Marina e Aécio sobre isso? Todos os três prometem manter o chamado “tripé macroeconômico”: a política de superávits fiscais para pagar os juros da dívida externa, as metas de inflação garantidas por juros elevados e o câmbio flutuante, que dá liberdade para a entrada e saída de capitais do país. Ou seja, nenhum dos três ousa questionar a hegemonia que o capital financeiro possui no bloco de poder: são farinha do mesmo saco e não devemos esperar desses candidatos nenhuma atitude que beneficie os trabalhadores, se ela vier a se chocar com o citado “tripé”. leia mais