Conjuntura internacional

O movimento operário na Alemanha de hoje.

Gostaria de responder de forma um pouco mais precisa a respeito de como os operários se movimentam politicamente na Alemanha. O cenário entre os operários tem um espectro muito grande. A maioria vota mesmo no SPD e no Partido da Esquerda (die Linke) – 35% também votam na CDU – mas sua posição move-se amplamente no campo do capitalismo. De 30 a 40% dos operários estão organizados em sindicatos. O capitalismo parece para os operários como o sistema econômico mais efetivo e o socialismo, depois da experiência com a Alemanha Oriental, caiu em descrédito. (mais…)

Dez teses sobre a ascensão da extrema direita europeia

O resultado das eleições para o Parlamento Europeu, no fim de maio, registrou na prática o fortalecimento dos partidos de extrema direita no continente. Para sociólogo, discurso com que esquerda explica o crescimento do fascismo pela via da crise econômica reduz fenômeno e deixa de lado suas raízes históricas.

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1. As eleições europeias confirmaram uma tendência observada já há alguns anos na maior parte dos países do continente: o crescimento espetacular da extrema direita. Esse é um fenômeno sem precedente desde os anos 1930. (mais…)

A trégua da Copa: turbulências no Chile e outras conversas ao pé do ouvido entre Dilma Rousseff e Michelle Bachelet

Nesta matéria, o CVM destaca a semelhança entre o projeto chileno em curso na área de educação, que se baseia na transferência de fundos públicos para a gestão privada e a crescente privatização da gestão da assistência à saúde no Brasil. Aqui os recursos públicos são injetados nas famigeradas organizações sociais (OS). Além disso, o governo federal criou a EBSERH, empresa estatal de direito privado para gestão dos hospitais públicos. Consequências imediatas: precarização do trabalho e compras sem licitação. Vai atender assim aos clamores do “saúde padrão FIFA”, o que na prática quer dizer serviços públicos de saúde submetidos à lógica do lucro capitalista. (CVM)

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Santiago do Chile – Menos de 48 horas após as primeiras e gigantescas manifestações pelo Ensino Público e Gratuito, que na terça-feira, 10 de junho, voltaram a mobilizar dezenas de milhares de estudantes nas ruas das principais cidades do Chile – com 90 manifestantes presos e 6 policiais militares feridos – a presidente Michelle Bachelet realiza sua primeira visita de Estado desde sua posse em março último, para ratificar sua aliança estratégica com o Brasil. (mais…)

Ucrânia: o antagonismo interimperialista se exacerba (III): Divórcio litigioso

Ucrânia: Putin consuma a anexação da Crimeia e aprofunda a fenda entre o Ocidente e os emergentes.

Há dias na história que valem por meses ou anos e esse foi ocaso do 18 de março de 2014, cujas consequências provavelmente repercutirão pelo mundo por muito tempo. Nessa data, menos de três semanas após o início dos protestos na Crimeia contra a mudança de regime em Kiev e a subsequente ocupação russa da região, Vladimir Putin assinou um tratado com os governos separatistas da Crimeia (República Autônoma da Crimeia e Cidade de Sebastopol) sobre sua incorporação à Federação Russa. (mais…)

Ucrânia: o antagonismo interimperialista se exacerba (II): A redefinição do poder mundial

Vladimir Putin “está fora da realidade, em outro mundo”, comentou a alemã Angela Merkel com Barak Obama ao telefone, segundo o New York Times, depois do fracasso em persuadir o presidente russo a recuar na Ucrânia. Se tomada ao pé da letra, a frase seria mais que alarmante: o líder da segunda potência nuclear do mundo age irracionalmente, ficou louco? Obviamente, não é o caso.  (mais…)

Ucrânia: o antagonismo interimperialista se exacerba (I): Ainda não acabou

Ucrânia: Se o novo regime não contiver seus radicais, arrisca uma intervenção e uma crise mundial.

Quando Viktor Yanukovich deixou Kiev, governadores aliados se reuniram em Kharkov e ameaçaram não acatar o novo governo que se formava na capital, produto de um misto de revolta popular regional, militância direitista e golpe de Estado. (mais…)