Arquivo da categoria: Artigo

300 drones ou baixar a cabeça em Guantánamo?

O meio Axios divulgou recentemente uma história “alarmante”: Cuba teria adquirido trezentos drones de ataque. A mensagem implícita era a de sempre: Cuba é uma ameaça, Cuba é o inimigo. Mas a fabricação do medo tropeçou, mais uma vez, na sua própria inconsistência interna. Trezentos drones são, rigorosamente, muito poucos para um país que precisasse se defender a sério da potência que tem pela frente, e se Cuba estivesse efetivamente se armando para atacar, não seria preciso olhar muito longe: Miami e Key West ficam a um tiro de pedra, muito mais perto do que qualquer alvo militar estadunidense. leia mais

Escala 6×1 em pauta: limites e potencialidades

O ano de 2026 adentra o mês do trabalhador tendo na luta pelo fim da escala 6×1 a sua pauta central. Emerso do solo fértil da experiência cotidiana como o grito desesperado da nossa classe, cortando rente as pautas engomadas dos congressistas e ideólogos de plantão, “o fim da escala 6×1” foi ganhando espaço na sociedade até alcançar o terreno árido da política institucional. leia mais

Gaza: do micro-genocído à gentrificação

Depois de cantar e decantar que Gaza é desde sempre parte do Israel histórico, eis que é admitida por Israel a cessão deste mesmo território para o seu mentor, o imperialismo norte-americano

Com a aprovação da Resolução no. 2.803 da Organização das Nações Unidas, em 15 de novembro de 2025, a situação na Faixa de Gaza, atingida pela política social genocida implementada pelo Estado sionista, passa ter contornos mais precisos sobre o seu destino futuro. As forças militares que ocupam o enclave controlam mais da metade do seu território, formando uma espécie de cordão (no interior) em torno de onde a população foi alocada de forma precária (no litoral). Esta nova conformação da ocupação indica que, configurada visualmente no território, está em formação uma espécie de “Faixa de Gaza dentro da Faixa de Gaza”. leia mais

O movimento operário e sindical no ABC entre 1977 e 1980: um capítulo de História do Brasil

O que o/a leitor/a visualiza aqui é a apresentação do livro “As lutas operárias e sindicais dos metalúrgicos em São Bernardo (1977-1979), Volume 1”, de Luís Flávio Rainho e Oswaldo Martines Bargas.[*] Publicado no ano de 1983 pelo Fundo de Greve sob a denominação de FG/Associação Beneficente e Cultural dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, a obra constitui uma impressionante e densa descrição das greves de 1978 e 1979, indisponível para download na internet.[**] Os autores pretendiam escrever, na sequência, um segundo volume, dedicado à greve de 1980. Na medida em que o intento não se realizou, consideramos importante acrescentar alguns registros e observações sobre esta última greve. leia mais

De Monroe a Donroe, Groenlândia e Carney

Hoje, o presidente dos EUA, Trump, discursa para os líderes políticos e econômicos do capitalismo mundial reunidos no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O principal tema em pauta é, surpreendentemente, a ilha ártica da Groenlândia.

Groenlândia? – Como surgiu esse nome para uma área que é quase toda coberta de gelo? Aparentemente, foi uma estratégia de marketing dos exploradores vikings que chegaram há mais de mil anos. Chamá-la de “verde” foi uma tentativa de atrair migrantes para a região. Ironicamente, a Groenlândia está se tornando mais verde devido às mudanças climáticas. Pesquisas recentes, publicadas em 2025, mostram que a camada de gelo da Groenlândia está derretendo rapidamente, permitindo que a vegetação se espalhe por áreas antes dominadas por neve e gelo. Nas últimas três décadas, estima-se que 11.000 milhas quadradas da camada de gelo e das geleiras da Groenlândia tenham derretido. Essa perda de gelo é um pouco maior que o estado de Massachusetts e representa cerca de 1,6% da cobertura total de gelo e geleiras da Groenlândia.
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