Conjuntura internacional

Michael Roberts
Tradução revisada por Sebastian Gimenez

Eleições na UE: antessala da última oportunidade para a unidade?

A Europa está em ebulição. O recente avanço dos partidos de extrema direita nas eleições do parlamento europeu, o alinhamento canino a liderança dos Estados Unidos e aos ditames expansionistas da OTAN são manifestações mais visíveis da crise capitalista mundial que se arrasta a longo tempo. Neste artigo, Michael Roberts traz à luz as bases econômicas dessa crise, terreno esse em que se movimenta a luta de classes e que pode contribuir para a compreensão dos acontecimentos mais recentes na Europa. (CVM)

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As eleições para a Assembleia Europeia ou Parlamento da União Europeia (UE) terminam hoje.  Os cidadãos de 27 estados membros da UE votam em 720 membros da Assembleia.  As atuais sondagens de opinião sugerem que os dois principais grupos de membros ‘centristas’ (a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas de centro-esquerda e o Partido Popular Europeu de centro-direita) perderão mais terreno para aqueles à esquerda ou à direita do centro; mas particularmente os chamados partidos da ‘direita dura’ na UE. (mais…)

Não à farsa eleitoral

Agora que se aproxima o fim a campanha eleitoral para o Parlamento Europeu e vamos entrar no chamado “período de reflexão”, é altura de pensarmos se vale a pena dar o voto a algum dos partidos concorrentes.

Votar é escolher e aqui nada há a escolher. Então, para quê votar?

Se nesta campanha, como nas anteriores, não houve esclarecimento nem debate, nem confronto de programas, é porque não há nada a decidir. É porque tudo já está decidido há muito por quem não foi eleito – pelos grandes capitalistas, pelo BCE, ECOFIM, Comissão Europeia e pelos seus empregados nos grandes partidos, sem nos pedirem opinião. (mais…)

Não à tropa!

Recentemente surgiram vozes defendendo o regresso do Serviço Militar Obrigatório (“a tropa”). Como que vindos do nada, generais, políticos e comentadores descobrem ameaças à segurança nacional, à democracia e à liberdade; que as forças armadas portuguesas não têm condições de responder às ameaças dos tempos actuais e defender a integridade e a soberania nacional, que são obsoletas, insuficientes e, por via disso, incapazes de cumprir satisfatoriamente os seus compromissos no quadro da NATO. Tudo isto devidamente embrulhado em bafientos discursos militaristas, em que não falta a estafada “honra e orgulho de morrer pela pátria” e os apelos patrioteiros. (mais…)

Solidariedade internacional, antimilitarismo e memória social dos trabalhadores

As manifestações estudantis nos campus universitários dos EUA contra a guerra de aniquilação dos palestinos por Israel, em curso na Faixa de Gaza, trouxeram de volta o ativismo antimilitarista característico da época da luta contra a Guerra do Vietnã. (mais…)

Guerra, Paz e Revolução: a propósito da Ucrânia e do mundo hoje

Nuvens carregadas de tempestade obscurecem lenta, mas progressivamente, nosso horizonte temporal. A agressividade da guerra imperialista na Ucrânia, com suas implicações econômicas e a escalada militarista generalizadas, acrescenta agora ameaças mais letais e tornam ainda mais sombrio o destino da humanidade com a perspectiva da sua mundialização. (mais…)

Ataque à Ucrânia: a luta pelo ordenamento mundial

A ruptura das relações germano-russas e o regresso da guerra como continuação da geopolítica imperialista na Europa

Choque e pavor – este é o denominador do ataque maciço da Rússia à Ucrânia, no qual dezenas de alvos foram bombardeados em muito pouco tempo, a fim de paralisar as forças armadas ucranianas e impedir uma resistência coordenada contra o avanço do exército russo no leste do país (até agora, as forças terrestres russas só estão ativas a leste do Dnieper). (mais…)