Conjuntura internacional

A trégua da Copa: turbulências no Chile e outras conversas ao pé do ouvido entre Dilma Rousseff e Michelle Bachelet

Nesta matéria, o CVM destaca a semelhança entre o projeto chileno em curso na área de educação, que se baseia na transferência de fundos públicos para a gestão privada e a crescente privatização da gestão da assistência à saúde no Brasil. Aqui os recursos públicos são injetados nas famigeradas organizações sociais (OS). Além disso, o governo federal criou a EBSERH, empresa estatal de direito privado para gestão dos hospitais públicos. Consequências imediatas: precarização do trabalho e compras sem licitação. Vai atender assim aos clamores do “saúde padrão FIFA”, o que na prática quer dizer serviços públicos de saúde submetidos à lógica do lucro capitalista. (CVM)

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Santiago do Chile – Menos de 48 horas após as primeiras e gigantescas manifestações pelo Ensino Público e Gratuito, que na terça-feira, 10 de junho, voltaram a mobilizar dezenas de milhares de estudantes nas ruas das principais cidades do Chile – com 90 manifestantes presos e 6 policiais militares feridos – a presidente Michelle Bachelet realiza sua primeira visita de Estado desde sua posse em março último, para ratificar sua aliança estratégica com o Brasil. (mais…)

Ucrânia: o antagonismo interimperialista se exacerba (III): Divórcio litigioso

Ucrânia: Putin consuma a anexação da Crimeia e aprofunda a fenda entre o Ocidente e os emergentes.

Há dias na história que valem por meses ou anos e esse foi ocaso do 18 de março de 2014, cujas consequências provavelmente repercutirão pelo mundo por muito tempo. Nessa data, menos de três semanas após o início dos protestos na Crimeia contra a mudança de regime em Kiev e a subsequente ocupação russa da região, Vladimir Putin assinou um tratado com os governos separatistas da Crimeia (República Autônoma da Crimeia e Cidade de Sebastopol) sobre sua incorporação à Federação Russa. (mais…)

Ucrânia: o antagonismo interimperialista se exacerba (II): A redefinição do poder mundial

Vladimir Putin “está fora da realidade, em outro mundo”, comentou a alemã Angela Merkel com Barak Obama ao telefone, segundo o New York Times, depois do fracasso em persuadir o presidente russo a recuar na Ucrânia. Se tomada ao pé da letra, a frase seria mais que alarmante: o líder da segunda potência nuclear do mundo age irracionalmente, ficou louco? Obviamente, não é o caso.  (mais…)

Ucrânia: o antagonismo interimperialista se exacerba (I): Ainda não acabou

Ucrânia: Se o novo regime não contiver seus radicais, arrisca uma intervenção e uma crise mundial.

Quando Viktor Yanukovich deixou Kiev, governadores aliados se reuniram em Kharkov e ameaçaram não acatar o novo governo que se formava na capital, produto de um misto de revolta popular regional, militância direitista e golpe de Estado. (mais…)

Chile, quarenta anos do golpe militar

Há quarenta anos, em 11 de setembro de 1973, Santiago do Chile sofreu um violento bombardeio aéreo. Suas Forças Armadas, com os voos rasantes de seus Hawker Hunter, despejaram centenas de bombas sobre o Palácio de La Moneda, até a constatação da morte do presidente Allende. Era o desfecho trágico de uma fase da luta de classes no Chile, com o massacre e assassinato de milhares de trabalhadores chilenos e seus aliados. Mas significava também a vitória das classes dominantes chilenas, representadas em armas por uma das ditaduras mais sanguinárias do continente. (mais…)

Cordón Cerrillos e Poder Proletário no Chile em 1972

Escrito em Agosto de 1973 para a revista« Marxisme et Révolution », [disponível nos arquivos do MIA, – nota do CVM], este ensaio reflete, na sua introdução, linguagem e conclusão, um momento preciso da luta de classes no Chile. Creio, no entanto, que a análise mesma das condições de desenvolvimento do Cordón Cerrillos1 — o primeiro Cordón da região industrial chilena mais importante — permanece válida e necessária para compreender as características e os problemas da vanguarda operária face à criação de um duplo poder. (mais…)