O engajamento da NINJA e a tentativa de escamotear o ativismo (1)

Uma das novidades nos protestos de junho consistiu no aparecimento da NINJA – Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação que expressou o curso das lutas, procurando dar visibilidade a determinadas ações coletivas para milhares de pessoas conectadas de modo virtual. Para aqueles situados no estabelecimento intelectual das grandes empresas de comunicação na qualidade de formuladores de opinião, a exemplo de Fernando Gabeira e de Zuenir Ventura, a entrada de NINJA no cenário midiático perturbou as regras do jogo.

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A pedagogia das ruas

A primavera popular no outono-inverno de 2013 ainda renderá muitos frutos, apesar das ruas nas grandes cidades aparentemente voltarem à normalidade de cada dia, com os informes nas emissoras de rádio sobre o pregão da Bolsa de Valores e o cambio do real frente ao dólar, sobre o governo a tomar decisões e o congresso a votar leis, com o trânsito infernal dos veículos.

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A pergunta para a elite brasileira: para onde o Brasil deve caminhar?

O Painel da Globonews de hoje, 18 de agosto, foi dedicado, como apresentou William Waack, jornalista e diretor deste programa da TV Globo, a discutir “a natureza da crise política brasileira e a convulsão social que vivemos desde junho”. Ele debateu com os convidados Roberto Da Matta, antropólogo da UFRJ e articulista do jornal O Globo, Bolivar Lamounier, cientista político da Augurium Consultoria e Fernando Schüler, diretor geral do IBMEC-RJ e curador do Projeto Fronteiras do Pensamento.

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O Mato Grosso também começou a avermelhar

Acabou as 5:30 da manhã de hoje a apuração da eleição do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Mato Grosso.

Os últimos três anos foi o tempo de ampliação do trabalho de organização na base, de percorrer o estado, nos mais distantes lugares do Mato Grosso, de estar junto com a categoria nas lutas que os pelegos à serviço da ECT se recusavam a organizar. (mais…)

As multidões de Junho: fragmentação e protagonismos

Segundo os estudos dos historiadores marxistas ingleses (Hobsbawm, Rudé e Thompson) as multidões entram em movimentos pelos mais diferentes motivos, todos ligados as suas condições de vida, trabalho e expectativas. No nível mais elementar, mas nem assim desimportante, as massas se mobilizam em uma economia moral das multidões, como estudado por Thompson, na defesa de interesses primários e imediatos como nas conhecidas “revoltas do pão”. Que eram encetadas, principalmente por mulheres contra o aumento do preço dos cereais e contra as exportações daqueles produtos essenciais para alimentação dos pobres.

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Black Blocs: as ideias por detrás das máscaras

Um dos fenômenos mais discutidos sobre as mobilizações de junho é o aparecimento do grupo Black Bloc.

Vestido de preto, usando máscaras ou panos para esconder o rosto, o grupo tomou a linha de frente das manifestações e tem sido relacionado por segmentos da imprensa como vândalos, baderneiros e responsáveis pelos confrontos com a Polícia Militar. De acordo com a mídia, as máscaras seriam para esconder o rosto para a prática da desordem, mas será que é isso mesmo? (mais…)