Arquivo da categoria: Artigo

Obituário de Robson Caveirinha, nota de pé de página

Em 13/05/2014, o Observatório da Imprensa reproduziu o texto de Mauro Malin, datado de 24/05/2011. A promiscuidade política no Rio de Janeiro tem longa data. Os personagens de ontem e os de hoje variam mas nem tanto assim. Pactos e acordo de bastidores. Milícias e crime organizado disputam com partidos políticos o domínio (e exploração) de vastas regiões proletárias. São as favelas e a periferia da capital, a baixada fluminense e cidades do interior. Este é o pano de fundo da crescente violência que vem se espalhando pelo estado. (CVM)

*   *   *

Os jornais registraram com pouco destaque a morte de Robson Roque dos Santos, Robson Caveirinha, há dez dias (23/3). Disseram que era chefão do tráfico no morro do Pavão-Pavãozinho, Copacabana, e que morreu em confronto com a Polícia Militar em Vigário Geral, Zona Norte do Rio. Mencionaram sua participação no sequestro do empresário Roberto Medina, em 1990. leia mais

Entrevista de Stédile: o neodesenvolvimentismo chegou ao seu limite. Mas e aí?

Esta entrevista de João Pedro Stédile nos chama atenção pois a barca do neodesenvolvimentismo parece que está adernando. Mas como alternativa, Stédile tira do bolso a proposta da Assembleia Constituinte. A este respeito, recomendamos a leitura de A propósito da Constituinte de Érico Sachs.(CVM)

*   *   *

Segundo a liderança mais expressiva do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, programa do governo de conciliação de classes “bateu no teto”.  “A reforma agrária fixa o homem no campo e desfaveliza o país.” É a ideia central, hoje, do discurso que, com perseverança, põe em prática há 35 anos, o fundador e uma das lideranças mais expressivas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o economista gaúcho João Pedro Stédile, de 61 anos. leia mais

Ucrânia: o antagonismo interimperialista se exacerba (III): Divórcio litigioso

Ucrânia: Putin consuma a anexação da Crimeia e aprofunda a fenda entre o Ocidente e os emergentes.

Há dias na história que valem por meses ou anos e esse foi ocaso do 18 de março de 2014, cujas consequências provavelmente repercutirão pelo mundo por muito tempo. Nessa data, menos de três semanas após o início dos protestos na Crimeia contra a mudança de regime em Kiev e a subsequente ocupação russa da região, Vladimir Putin assinou um tratado com os governos separatistas da Crimeia (República Autônoma da Crimeia e Cidade de Sebastopol) sobre sua incorporação à Federação Russa. leia mais

Ucrânia: o antagonismo interimperialista se exacerba (II): A redefinição do poder mundial

Vladimir Putin “está fora da realidade, em outro mundo”, comentou a alemã Angela Merkel com Barak Obama ao telefone, segundo o New York Times, depois do fracasso em persuadir o presidente russo a recuar na Ucrânia. Se tomada ao pé da letra, a frase seria mais que alarmante: o líder da segunda potência nuclear do mundo age irracionalmente, ficou louco? Obviamente, não é o caso.  leia mais

Ucrânia: o antagonismo interimperialista se exacerba (I): Ainda não acabou

Ucrânia: Se o novo regime não contiver seus radicais, arrisca uma intervenção e uma crise mundial.

Quando Viktor Yanukovich deixou Kiev, governadores aliados se reuniram em Kharkov e ameaçaram não acatar o novo governo que se formava na capital, produto de um misto de revolta popular regional, militância direitista e golpe de Estado. leia mais