A trégua da Copa: turbulências no Chile e outras conversas ao pé do ouvido entre Dilma Rousseff e Michelle Bachelet

Nesta matéria, o CVM destaca a semelhança entre o projeto chileno em curso na área de educação, que se baseia na transferência de fundos públicos para a gestão privada e a crescente privatização da gestão da assistência à saúde no Brasil. Aqui os recursos públicos são injetados nas famigeradas organizações sociais (OS). Além disso, o governo federal criou a EBSERH, empresa estatal de direito privado para gestão dos hospitais públicos. Consequências imediatas: precarização do trabalho e compras sem licitação. Vai atender assim aos clamores do “saúde padrão FIFA”, o que na prática quer dizer serviços públicos de saúde submetidos à lógica do lucro capitalista. (CVM)

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Santiago do Chile – Menos de 48 horas após as primeiras e gigantescas manifestações pelo Ensino Público e Gratuito, que na terça-feira, 10 de junho, voltaram a mobilizar dezenas de milhares de estudantes nas ruas das principais cidades do Chile – com 90 manifestantes presos e 6 policiais militares feridos – a presidente Michelle Bachelet realiza sua primeira visita de Estado desde sua posse em março último, para ratificar sua aliança estratégica com o Brasil. (mais…)

Intersindical – instrumento de luta dos trabalhadores

Juntos na luta dos metroviários por salário, emprego e melhores condições de trabalho e transporte para o conjunto dos trabalhadores

Em nome do Capital, o governo do Estado de SP reprimiu a greve dos trabalhadores metroviários com violência e com demissões. O CVM se solidariza com trabalhadores Metroviários de São Paulo, entendendo que esta é uma luta de toda a classe trabalhadora por melhores salários e por transporte público de qualidade. (CVM)

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São os milhões de trabalhadores da cidade de São Paulo que utilizam o transporte coletivo que só anda pelo esforço dos trabalhadores, não pelas ações do governo do PDSB. (mais…)

O que está por trás de incêndios nas favelas de São Paulo?

Nos últimos 20 anos, mais de 1,2 mil incêndios foram registrados nas favelas da cidade de São Paulo, sendo que metade deles ocorreu entre 2008 e 2012. De acordo com o documentário Limpam com Fogo, produzido de forma independente pelos jornalistas César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo, isso não é uma coincidência. Há, segundo a produção, uma relação próxima entre o boom imobiliário registrado em algumas regiões da maior cidade do País e o crescente número de incêndios. (mais…)

Quem são os grupos que protestam contra a copa? “Abaixo e à esquerda” define grupos que se mobilizam contra a Copa

Mais de 100 coletivos, grupos e movimentos políticos, sociais e culturais assinaram o manifesto do ato “15M – Copa sem povo, tô na rua de novo”, que reuniu certa de 7000 pessoas no dia 15 de maio, e que começa com a seguinte frase:

O Comitê Popular da Copa SP (articulação horizontal e apartidária de movimentos sociais, organizações, coletivos e indivíduos) desde 2011 se organiza para denunciar as violações de direitos humanos e fortalecer a resistência abaixo e à esquerda contra a violência estatal que se intensifica com a Copa da FIFA de 2014.” (mais…)

“Inicia-se um novo ciclo de lutas da classe trabalhadora brasileira?” Entrevista com Marcelo Badaró Mattos

“Há quantos anos não ouvimos falar a sério da ideia de uma greve geral no Brasil?”, questiona o historiador.

Apesar de ainda não terem sido divulgados os dados oficiais sobre o número de greves ocorridas em 2013, a estimativa é de mais de 900 paralisações trabalhistas no Brasil nesse período, considerando que em 2012 o índice de greves foi o mais alto desde 1996, o que demonstra que elas têm sido mais frequentes, inclusive antes das jornadas de junho. (mais…)

Sobre um manifesto reacionário

O Manifesto Pelo Direito de Manifestação, Pelo Direito de Ir e Vir que publicamos abaixo constitui a expressão de um posicionamento direitista de uma parcela dos professores e pesquisadores universitários.

Como sempre acontece com os porta-vozes da pequena-burguesia, esses professores pretendem falar em nome do “povo”, acima das classes, em defesa da liberdade dos “cidadãos”, vista sob o ponto de vista do direito de ir e vir nas cidades, ou seja, de transitar nos automóveis sem os incômodos das manifestações. A liberdade de ir e vir nestes termos, ao se opor aos protestos e as greves, tem por objetivo submeter os trabalhadores aos limites da legalidade burguesa. (mais…)