Arquivo da categoria: Palestina

Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 11]

O Estado sionista realiza funções como um Estado subimperialista, sendo regiamente recompensado (econômica e politicamente) pelos seus mentores

Conforme viemos afirmando em artigos anteriores, a invasão de Rafah, localizada na parte norte da Faixa de Gaza, a última porção do enclave a ser ocupada – e que consolidou a ocupação física pelos sionistas do território como um todo –, promoveu uma demarcação crucial na política social genocida aplicada contra os palestinos há dez meses. Como o predomínio militar sobre o território por parte dos sionistas se consumou, poder-se-ia esperar o fim da violência. Numa situação normal, ou seja, sem a incidência de uma política social genocida, a vitória do invasor sionista poderia ter sido ali anunciada. leia mais

Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 10]

Em meio a um conjunto de impactos que envolvem o seu governo e sua pessoa, Netanyahu está nadando de braçada na aplicação precisa do ideário sionista

Nos últimos trinta dias variados foram os eventos que cercaram a política social genocida praticada contra o povo palestino. Como afirmamos nos dois artigos anteriores, a chegada das tropas sionistas a Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, não definiu, como poder-se-ia pensar, o fim do processo iniciado em outubro de 2023. De uma forma geral, a ocupação de todo o enclave deveria significar o controle da situação. Aqui temos dois pontos chaves a serem considerados: a) a eliminação física da resistência armada do islã político não foi alcançada pela incursão militar; e, b) a indisposição clara do governo sionista em participar de qualquer tipo de acordo para a libertação dos seus nacionais. Dadas estas duas situações, consideramos que tais fatos demarcaram não o fim do confronto, mas um momento propício de uma longa trajetória que vem sendo trilhada pelo sionismo no Oriente Médio: a construção da Grande Israel. leia mais

Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 9]

Ocupação física de Rafah, em Gaza, é só uma fase de transição para novas e mais profundas operações do sionismo no holocausto do povo palestino

Em artigo anterior deste Opera Mundi, argumentei que a invasão de Rafah representaria um timing muito específico em todo o processo da política social genocida aplicada contra o povo palestino. A ocupação do Corredor Filadélfia (ponto mais distante da fronteira da Faixa de Gaza com o Estado sionista, além de fronteira com o Egito), em tese, apontaria que fisicamente a tomada de todo o território pretendido pela ocupação encerraria a agressão. Tal fato ainda poderia dar a entender que não seria mais necessária nenhuma nova ação militar, já que os objetivos iniciais da ocupação teriam sido alcançados. O tempo tem demonstrado, no entanto, que o timing que apontamos tempos atrás está se explicitando, tornando a ocupação física do território palestino apenas uma fase de transição para possíveis novas e mais profundas operações do sionismo na implementação do holocausto do povo palestino. leia mais

Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 8]

Netanyahu representa a corrente que defende uma dimensão muito clara de que o que de fato interessa, não é o Estado sionista atual, mas o “Grande Israel”

– Isto é mera destruição, não um Nakba. (Ryad al-Sheik Ali, cidadão palestino desalojado)

– O Nakba de 2023-2024 foi planejado contra o povo palestino há muitos anos. No entanto, a oportunidade surgiu agora, intencionalmente ou não, para um Nakba ainda maior do que em 1948. E sua extensão terá repercussões por um prazo ainda maior. (Atef Shakfa, psicólogo palestino)

Tendo decorrido mais de um mês desde o início da invasão de Rafah e quase nove meses desde o início do massacre do povo palestino na Faixa de Gaza, podemos agora, com maior clareza, esmiuçar o sentido e consequências da política social genocida sionista. leia mais

Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 7]

A incorporação da dimensão imperialista da dominação da Palestina é o ponto que falta às manifestações populares contra a política social genocida de Israel

Iniciamos esta coluna analisando material e simbolicamente um fato que em todas as suas dimensões representa integralmente tanto a tragédia da política social genocida que se abateu sobre o povo palestino quanto a resiliência dos justos que eles demonstram. Referimo-nos aqui à libertação, em 8 de junho de 2024, de quatro detidos desde 7 de outubro de 2023 que se encontravam no campo de refugiados de Nuseirat, no centro do enclave. leia mais