Conjuntura internacional

Fatos & Crítica 58: Fim da cooperação antagônica?

Após o final da Segunda Guerra Mundial, o revolucionário alemão August Thalheimer utilizou o conceito de “cooperação antagônica” para descrever as relações entre os Estados Unidos e as antigas potências imperialistas dentro do chamado Bloco Ocidental. O conceito se assentava em dois pilares: a situação de destruição em que se encontravam as potências capitalistas após a guerra, com a exceção dos Estados Unidos, e a conformação do Bloco Socialista em torno da União Soviética. (mais…)

De Monroe a Donroe, Groenlândia e Carney

Hoje, o presidente dos EUA, Trump, discursa para os líderes políticos e econômicos do capitalismo mundial reunidos no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O principal tema em pauta é, surpreendentemente, a ilha ártica da Groenlândia.

Groenlândia? – Como surgiu esse nome para uma área que é quase toda coberta de gelo? Aparentemente, foi uma estratégia de marketing dos exploradores vikings que chegaram há mais de mil anos. Chamá-la de “verde” foi uma tentativa de atrair migrantes para a região. Ironicamente, a Groenlândia está se tornando mais verde devido às mudanças climáticas. Pesquisas recentes, publicadas em 2025, mostram que a camada de gelo da Groenlândia está derretendo rapidamente, permitindo que a vegetação se espalhe por áreas antes dominadas por neve e gelo. Nas últimas três décadas, estima-se que 11.000 milhas quadradas da camada de gelo e das geleiras da Groenlândia tenham derretido. Essa perda de gelo é um pouco maior que o estado de Massachusetts e representa cerca de 1,6% da cobertura total de gelo e geleiras da Groenlândia.
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O consenso: de Washington a Londres

O Consenso de Washington foi um conjunto de dez recomendações de política econômica consideradas nas décadas de 1980 e 1990 como o pacote de reformas “padrão” promovido para  países em desenvolvimento assolados por crises   pelas instituições multilaterais de Washington, D.C., o  Fundo Monetário Internacional  (FMI) e o  Banco Mundial . O termo “Consenso de Washington” foi usado pela primeira vez em 1989 pelo economista britânico  John Williamson e serviu de base para políticas globais destinadas a promover os “mercados livres”, tanto interna quanto globalmente, bem como a reduzir o papel do Estado por meio da privatização e da “desregulamentação” dos mercados de trabalho e financeiros. A ideia era manter os gastos e déficits governamentais baixos e deixar o mercado funcionar. Na prática, o Consenso de Washington foi um conjunto de diretrizes econômicas para o que posteriormente foi chamado de economia “neoliberal”. (mais…)

Fatos & Crítica 57: Alemanha: faltam 5 minutos para 1933?

Em janeiro e fevereiro deste ano, a Alemanha assistiu a diversas manifestações de massa antifascistas, que congregaram quase dois milhões de pessoas em todo o país. Antes das eleições legislativas de 23 de fevereiro, o país presenciou quatro atentados de autoria de simpatizantes do Exército Islâmico, o que deflagrou uma onda de ódio contra os imigrantes na Alemanha. (mais…)

Ulrike Eifler
11 de agosto de 2025

O ‘ponto de virada histórico’ é um ataque frontal aos interesses dos trabalhadores

Este foi o lema sob o qual Ulrike Eifler proferiu seu discurso na terceira conferência sindical pela paz em Salzgitter. Estamos documentando seu discurso na íntegra porque ela descreveu de forma abrangente e convincente o estado dos preparativos para a guerra e as tarefas que a política sindical enfrenta (Arbeiterpolitik) (mais…)

Fatos & Crítica 55: O imperialismo americano insiste em subjugar a Venezuela

Uma frota naval do Comando Sul dos EUA (Southcom) – composta por três navios anfíbios, 4.500 militares da 22ª Unidade Expedicionária, três contratorpedeiros com mísseis e um submarino de propulsão nuclear – estacionou no Mar do Caribe, nas proximidades da costa venezuelana.

Os Estados Unidos acusam o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de chefiar um cartel de drogas, cuja existência é fantasiosa, o Cartel de los Soles. Em julho o Departamento do Tesouro americano já havia aumentado a recompensa pela cabeça de Maduro para US$ 50 milhões. (mais…)