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Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 8]

Netanyahu representa a corrente que defende uma dimensão muito clara de que o que de fato interessa, não é o Estado sionista atual, mas o “Grande Israel”

– Isto é mera destruição, não um Nakba. (Ryad al-Sheik Ali, cidadão palestino desalojado)

– O Nakba de 2023-2024 foi planejado contra o povo palestino há muitos anos. No entanto, a oportunidade surgiu agora, intencionalmente ou não, para um Nakba ainda maior do que em 1948. E sua extensão terá repercussões por um prazo ainda maior. (Atef Shakfa, psicólogo palestino)

Tendo decorrido mais de um mês desde o início da invasão de Rafah e quase nove meses desde o início do massacre do povo palestino na Faixa de Gaza, podemos agora, com maior clareza, esmiuçar o sentido e consequências da política social genocida sionista. leia mais

Consertar o clima – simplesmente não é lucrativo

Em 2023, foi a primeira vez na história registrada que a temperatura da superfície global do planeta ultrapassou 2,0°C acima da linha de base do IPCC de 1850-1900.  Além disso, mais de 90% dos oceanos do mundo sofreram ondas de calor, as geleiras perderam o maior número de gelo já registrado e a extensão do gelo marinho da Antártida caiu para muito além dos níveis mais baixos já medidos. leia mais

Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 7]

A incorporação da dimensão imperialista da dominação da Palestina é o ponto que falta às manifestações populares contra a política social genocida de Israel

Iniciamos esta coluna analisando material e simbolicamente um fato que em todas as suas dimensões representa integralmente tanto a tragédia da política social genocida que se abateu sobre o povo palestino quanto a resiliência dos justos que eles demonstram. Referimo-nos aqui à libertação, em 8 de junho de 2024, de quatro detidos desde 7 de outubro de 2023 que se encontravam no campo de refugiados de Nuseirat, no centro do enclave. leia mais

Não à farsa eleitoral

Agora que se aproxima o fim a campanha eleitoral para o Parlamento Europeu e vamos entrar no chamado “período de reflexão”, é altura de pensarmos se vale a pena dar o voto a algum dos partidos concorrentes.

Votar é escolher e aqui nada há a escolher. Então, para quê votar?

Se nesta campanha, como nas anteriores, não houve esclarecimento nem debate, nem confronto de programas, é porque não há nada a decidir. É porque tudo já está decidido há muito por quem não foi eleito – pelos grandes capitalistas, pelo BCE, ECOFIM, Comissão Europeia e pelos seus empregados nos grandes partidos, sem nos pedirem opinião. leia mais

A escravidão assalariada tem que acabar

Ainda que a muitos a expressão “escravidão assalariada” possa soar estranha – afinal o trabalhador que aluga sua força de trabalho em troca de um salário é um trabalhador livre e não um escravo – o texto a seguir a utiliza nos termos em que a apresentou Karl Marx em duas obras: Trabalho Assalariado e Capital (1849) e Salário, Preço e Lucro (1865). leia mais