Arquivo da categoria: Artigo

Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 11]

O Estado sionista realiza funções como um Estado subimperialista, sendo regiamente recompensado (econômica e politicamente) pelos seus mentores

Conforme viemos afirmando em artigos anteriores, a invasão de Rafah, localizada na parte norte da Faixa de Gaza, a última porção do enclave a ser ocupada – e que consolidou a ocupação física pelos sionistas do território como um todo –, promoveu uma demarcação crucial na política social genocida aplicada contra os palestinos há dez meses. Como o predomínio militar sobre o território por parte dos sionistas se consumou, poder-se-ia esperar o fim da violência. Numa situação normal, ou seja, sem a incidência de uma política social genocida, a vitória do invasor sionista poderia ter sido ali anunciada. leia mais

Bélgica: a esquerda pode ser bem-sucedida. O exemplo do partido do trabalho belga (PTB/PvdA)

– Certamente, apenas o entusiasmo pode realizar grandes obras; é necessário convicção e confiança; clareza sobre o caminho e o objetivo. (Karl Liebknecht)

– Tudo isso falta no partido DIE LINKE. (Michael Brie: O que fazer em tempos de guerra)

Sobre a situação e as perspectivas da esquerda na Europa, Heinz Bierbaum, que foi presidente da Esquerda Europeia até dezembro de 2022, escreveu um artigo na revista Sozialismus e chegou, entre outras coisas, à seguinte conclusão: “No geral, os partidos de esquerda na Europa são relativamente fracos e geralmente não ultrapassam 10% nas eleições.” Exceções são o Syriza na Grécia, o AKEL em Chipre, com resultados acima de 20%. leia mais

Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 10]

Em meio a um conjunto de impactos que envolvem o seu governo e sua pessoa, Netanyahu está nadando de braçada na aplicação precisa do ideário sionista

Nos últimos trinta dias variados foram os eventos que cercaram a política social genocida praticada contra o povo palestino. Como afirmamos nos dois artigos anteriores, a chegada das tropas sionistas a Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, não definiu, como poder-se-ia pensar, o fim do processo iniciado em outubro de 2023. De uma forma geral, a ocupação de todo o enclave deveria significar o controle da situação. Aqui temos dois pontos chaves a serem considerados: a) a eliminação física da resistência armada do islã político não foi alcançada pela incursão militar; e, b) a indisposição clara do governo sionista em participar de qualquer tipo de acordo para a libertação dos seus nacionais. Dadas estas duas situações, consideramos que tais fatos demarcaram não o fim do confronto, mas um momento propício de uma longa trajetória que vem sendo trilhada pelo sionismo no Oriente Médio: a construção da Grande Israel. leia mais

Gaza, ano zero: as raízes do Holocausto palestino [parte 9]

Ocupação física de Rafah, em Gaza, é só uma fase de transição para novas e mais profundas operações do sionismo no holocausto do povo palestino

Em artigo anterior deste Opera Mundi, argumentei que a invasão de Rafah representaria um timing muito específico em todo o processo da política social genocida aplicada contra o povo palestino. A ocupação do Corredor Filadélfia (ponto mais distante da fronteira da Faixa de Gaza com o Estado sionista, além de fronteira com o Egito), em tese, apontaria que fisicamente a tomada de todo o território pretendido pela ocupação encerraria a agressão. Tal fato ainda poderia dar a entender que não seria mais necessária nenhuma nova ação militar, já que os objetivos iniciais da ocupação teriam sido alcançados. O tempo tem demonstrado, no entanto, que o timing que apontamos tempos atrás está se explicitando, tornando a ocupação física do território palestino apenas uma fase de transição para possíveis novas e mais profundas operações do sionismo na implementação do holocausto do povo palestino. leia mais

Eleições na UE: antessala da última oportunidade para a unidade?

A Europa está em ebulição. O recente avanço dos partidos de extrema direita nas eleições do parlamento europeu, o alinhamento canino a liderança dos Estados Unidos e aos ditames expansionistas da OTAN são manifestações mais visíveis da crise capitalista mundial que se arrasta a longo tempo. Neste artigo, Michael Roberts traz à luz as bases econômicas dessa crise, terreno esse em que se movimenta a luta de classes e que pode contribuir para a compreensão dos acontecimentos mais recentes na Europa. (CVM)

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As eleições para a Assembleia Europeia ou Parlamento da União Europeia (UE) terminam hoje.  Os cidadãos de 27 estados membros da UE votam em 720 membros da Assembleia.  As atuais sondagens de opinião sugerem que os dois principais grupos de membros ‘centristas’ (a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas de centro-esquerda e o Partido Popular Europeu de centro-direita) perderão mais terreno para aqueles à esquerda ou à direita do centro; mas particularmente os chamados partidos da ‘direita dura’ na UE. leia mais