Fatos & Crítica 17: Dentre muitas incertezas, uma única certeza

O Brasil se prepara para as eleições gerais de 2018 com um governo frágil e impotente, em clima de instabilidade política e total incerteza em relação aos resultados eleitorais. Além disso, a economia brasileira não decola: desemprego alto e em crescimento, aumento dos que desistem de procurar emprego, deflação dos preços dos bens e serviços não administrados pelo governo – sinal típico de depressão – combinada com uma inflação nos preços administrados, em vias de se agravar com a recente e acelerada depreciação do real em relação ao dólar.

O quadro internacional também não ajuda a economia brasileira. Os EUA iniciaram uma guerra comercial, afetando as exportações brasileiras de aço e de alumínio e elevaram as taxas de juros internas, atraindo para si o capital especulativo que parasitava nos mercados financeiros dos países da periferia e ocasionando a desvalorização de suas moedas. Com isso, o Banco Central foi obrigado a deter a trajetória de queda da taxa básica de juros brasileira, a SELIC. (mais…)

1º de Maio é dia internacional de luta da classe trabalhadora

A Intersindical – Instrumento de luta e organização da classe trabalhadora, tem a palavra na convocação de um 1º de maio de lutas: “No Brasil vivemos num momento em que a burguesia troca o presidente da República,  coloca um ex-presidente na cadeia e libera defensores da Ditadura Militar para serem candidatos, tudo para avançar contra os direitos da classe trabalhadora. Só as eleições não bastam. É preciso lutar!” (CVM)

*   *   *

Lutando, garantimos a redução da jornada e mais direitos. É lutando que vamos impedir que os patrões e seus governos destruam esses direitos. (mais…)

1968: A greve geral e a revolta estudantil na França

ESPECIAL CVM 1º DE MAIO !

Para a comemoração do 1º de maio de hoje, o CVM publica uma série de artigos sobre a luta da classe trabalhadora contra o Capital e seu Estado. O artigo “1º de maio de 68: os trabalhadores expulsam governador e pelegos da praça” foi publicado no periódico Movimento Operário – Jornal de Luta dos trabalhadores – nº 4, em maio de 1968 pelo POC , Partido Operário Comunista (1968-1970). Registra a manifestação operária na Praça da Sé no passado recente em nosso país, numa demonstração de que os interesses dos trabalhadores não se misturam com os dos patrões. Um gesto na direção oposta da conciliação de classes que tanto as lideranças neopelegas acenam para os trabalhadores nos dias de hoje. O 1º de maio de 68 foi marcado também pela grande greve dos metalúrgicos de Minas, que naquele momento rasgou na prática a “lei trabalhista” feita para cercear a luta por aumento salarial. CVM (mais…)

1º de Maio de 68: trabalhadores expulsam governador e pelegos da praça

Esse ano o 1º de maio em São Paulo foi de fato um dia dedicado a luta dos trabalhadores de todo mundo. A gente comemorou a data lutando contra o arrocho  do patrão, organizando um grande comício e uma passeata pelo centro da cidade. É essa forma certa de comemorar o 1º de maio: lutando.

Os operários que forma ao comício na praça da Sé não tinham ido lá para ouvir as mentiras e as tapeações da pelegada e dos políticos. Em vez disso, os operários tomaram om palanque na marra, e expulsaram de lá a pauladas toda cambada de pelegos e políticos, inclusive o governador Abreu Sodré. Foi isso mesmo: a pelegada e o Sodré apanharam dos operários na Praça da Sé, e tiveram que fugir e se esconder para não apanhar mais. (mais…)

Os impactos iniciais dos primeiros seis meses da reforma trabalhista

Em mais um 1º de Maio, o trabalhador tem pouco ou quase nada a comemorar – e muito ou por quase tudo a lutar. Seja pelo persistente flagelo do desemprego, que voltou a crescer em plena “recuperação”(sic) econômica, como anunciou o IBGE no dia 27/04/2018[i]– e com ele a dura realidade da miséria, que só aumenta e se consolida[ii]. Seja, para aqueles que possuem a estranha sorte de estar na máquina de moer do capital, pelas condições precárias de trabalho e o cotidiano de exploração, aguçados e ainda mais legitimados pela última reforma trabalhista. (mais…)

Morre Paul Singer, economista e fundador do PT

O economista Paul Singer, fundador do Partido dos Trabalhadores, faleceu na noite da segunda-feira 16, em São Paulo, aos 86 anos. Reproduzimos a seguir a entrevista concedida a Revista Teoria e Debate em abril de 2005. Singer nasceu na Áustria em 1932 e chegou ao Brasil em 1940, fugindo com sua família da perseguição aos judeus na Europa. Paul Singer frequentava o Partido Socialista desde 1953 e trabalhava numa grande empresa metalúrgica em São Paulo. Foi uma das lideranças da greve dos 300 mil de 1953. Em 1954, naturalizou-se e passou à condição de membro regular do partido, intensificando a sua participação, sem deixar o sindicato dos metalúrgicos. (mais…)