Arquivo da categoria: Marxismo

Marxismo, uma filosofia da práxis para a revolução

O CVM publica a seguir um artigo Marxismo, uma filosofia da praxis para a revolução em homenagem a Jean Salem, morto na noite de sábado (13/01) para domingo aos 65 anos, o filósofo, professor de Filosofia da Universidade de Sorbonne, era um especialista de renome mundial em Demócrito, Epicuro e Lucrécio. Fiel aos ideais de Marx, ele denunciou a perda de pontos de referência de uma esquerda fascinada pelas sirenes liberais. Dentro de sua vasta obra, destaca-se o livro Lenin e a Revolução, um magnífico ensaio sobre a atualidade e a necessidade do leninismo. Jean Salem era filho do jornalista e revolucionário Henri Alleg, protagonista do comunismo argelino que combateu pela independência do seu país contra o colonialismo francês e denunciou as torturas e a repressão do regime imperialista.(CVM) leia mais

Chega ao final a campanha para publicar a versão impressa do livro Érico Sachs / Ernesto Martins: Um Militante Revolucionário Entre A Europa e o Brasil

Prezados (as) camaradas, chegamos ao fim da campanha de arrecadação de fundos para a impressão do livro ÉRICO SACHS / ERNESTO MARTINS: UM MILITANTE REVOLUCIONÁRIO ENTRE A EUROPA E O BRASIL.

A meta estabelecida em R$8.500,00 foi atingida e desta forma será possível cobrir o custo do serviço gráfico do livro e oferecer a versão impressa desta obra a sindicalistas, militantes, ativistas e público em geral. leia mais

O marxismo está ultrapassado?

 A teoria marxista

Camaradas, a teoria marxista é conhecida há muito tempo. Em 1918, celebramos o centenário de nascimento de Karl Marx, nascido em 1818. Lembro-me tanto mais que escrevi o artigo sobre o centenário de Marx na Santé onde tinha, como colega de prisão, o Sr. Caillaux, o autor da tirada na moda: “O marxismo está ultrapassado”. E como da Santé eu não podia assinar um artigo durante a guerra, assinei-o como “o Homem livre!”. leia mais

Victor Augusto Meyer Nascimento, revolucionário socialista (16.07.1948 – 17.04.2001)

Dentre as principais contribuições da Política Operária à teoria da revolução brasileira, destaca-se, em primeiro lugar, a tese de que a revolução brasileira teria um caráter socialista, ou não seria revolução. Se hoje esse assunto parece fora de moda, deve-se lembrar que até os anos 60 predominavam os defensores do caráter democrático burguês da revolução brasileira e a Política Operária se esforçava em comprovar que não existia uma burguesia nacional revolucionária e que o país apresentava-se já como um país capitalista, ainda que dependente e submetido à dominação imperialista dos países centrais. leia mais

Entre a fuga e o retorno: Érico Sachs no exílio na Alemanha (1970-1980)

Preâmbulo do CVM ao texto de Elke Stichs e Lothar Wentzel “Entre a fuga e o retorno: Érico Sachs no exílio na Alemanha (1970-1980)”.

Há 30 anos, no dia 9 de maio de 1986, morria no Rio de Janeiro um dos mais influentes líderes da “Política Operária” e do movimento revolucionário brasileiro: Érico Czaczkes Sachs.

Nascido em Viena em 1922, emigrou com sua mãe para a União Soviética em 1934, onde estudou na escola de língua alemã de Moscou, a Escola Karl Liebknecht, também conhecida como a “escola dos sonhos”. A instituição enquadrava-se na política soviética de promover a igualdade entre as inúmeras nacionalidades do país e era destinada, em princípio, a acolher os filhos da minoria alemã da URSS. Posteriormente, abrigou também os filhos dos comunistas de língua alemã que fugiam do fascismo. Por sua qualidade e por seu ensino de vanguarda, caracterizado por abrigar experiências pedagógicas ambiciosas para a época, como a abolição das notas, a promoção do sentimento coletivo por meio de trabalhos de grupo e a relação amigável entre alunos e professores, a escola também era muito procurada por pessoas que não tinham ascendência alemã. leia mais