Conjuntura nacional

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 10: Crise de legitimidade política também será resolvida nas ruas

  1. A crise de legitimidade do governo Dilma Roussef

Os dois primeiros meses do segundo governo de Dilma Roussef que se completarão em 28 de fevereiro próximo foram marcados pela ampliação e aprofundamento da crise política que atinge as “alturas” do Estado burguês. As características da crise são: a divisão da coalizão PT-PMDB, com a decorrente perda de sustentação político parlamentar e o questionamento judicial do sistema político, incluindo a presidência da República, desencadeado pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal contra a direção da Petrobrás. (mais…)

Notas sobre a conjuntura: ataque aos direitos dos trabalhadores

Companheiros, após um prolongado silêncio, no qual a voz da “oposição interna” que se fazia ouvir era a de Lula, o governo Dilma se manifesta publicamente por meio de seu ministério. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com a face sorridente e “em contato com o povo” por meio do Facebook anuncia que apenas o trabalho é capaz de gerar riqueza. Não é impressionante? O trabalho sob o comando do capital e nos limites estritos da ordem burguesa, é claro. Mas isto se subentende, claro. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 9 – Balanço político da eleições de 2014 e perspectivas para 2015

Computados os votos das eleições de 2014, revelaram-se as proporções do desgaste da política de conciliação de classes praticada pelos governos do PT, desde a ascensão de Lula ao poder, em 2003.

O fim do ciclo de valorização das commodities, a estagnação da economia e os primeiros sinais de desemprego contribuíram para o desgaste do governo, já visível nas manifestações de junho de 2013, porém ainda insuficiente para provocar uma derrota do PT e de seus aliados nas últimas eleições presidenciais. A vitória apertada por cerca de 3% dos votos revelou um quadro político diferente das eleições anteriores. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 8 – A eleição presidencial em 2014 e o “terceiro turno”

Acabada a apuração das urnas do segundo turno da eleição presidencial, em 26 de outubro, todo espetáculo que apertou os inimigos em combate e parecia prometer pólvora arrefeceu com as conclamações à paz, ao diálogo e à união nacional.  Esse foi o tom do discurso de vitória de Dilma Roussef (coligação Com a Força do Povo, liderada pelo PT), que conquistou 51,63 % dos votos, vitória reconhecida por Aécio Neves (Muda Brasil, liderada pelo PSDB), derrotado por pequena margem (48,36 %).

O processo, marcado pela disputa acirrada entre as candidaturas e uma mobilização política extremamente tensa no final do segundo turno, de fato dividiu o país. Por outro lado, o questionamento da vitória de Dilma parecia abrir o risco de um terceiro turno, trazendo de volta à cena política ecos do golpismo. Tudo deixando um rastro de descontentamento que não se fechará apenas com discursos de pacificação. O pavio da luta de classes continua aceso. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 7 – Voto crítico ou voto nulo? Por uma plataforma de lutas e pela mobilização independente dos trabalhadores

O artigo “Onda conservadora de Guilherme Boulos (link também aqui no Portal CVM) e também as posições que os coletivos Centro de Estudos Victor Meyer e Cem Flores publicaram no blog marxismo21 suscitou uma proposta de debate. Trata-se do artigo “A necessidade de uma política: as eleições brasileiras de 2014 e os dilemas da esquerda socialista no segundo turno”, de Marcelo Badaró Mattos, publicado no Blog Capitalismo em desencanto.

Professor universitário, estudioso do movimento operário brasileiro e ativista de esquerda, Marcelo Badaró analisa o processo eleitoral que definirá, em 26 de outubro próximo, quem vai ocupar o cargo da Presidência da República. Mais importante, apresenta a proposta de um “voto crítico” no PT e, portanto, na candidatura de Dilma Roussef à reeleição, a ser sustentado por uma Frente de Esquerda. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 6 – Por que o trabalhador consciente vota nulo?

As eleições brasileiras de 2014 serão realizadas em um quadro de dificuldades para o capitalismo no país e no mundo.  No Brasil, a economia está estagnada, a indústria decresce, o desemprego começa a aumentar, a inflação mantém-se e o país é cada vez mais deficitário em suas trocas econômicas com o exterior, só fechando as contas porque o volume de capitais que chega ao país ainda é suficiente.  Numa situação dessas, não é difícil prever que, em 2015, o desemprego aumentará ainda mais e a burguesia tentará de todas as formas retomar os seus lucros, avançando sobre os salários dos trabalhadores e sobre os seus direitos conquistados historicamente. (mais…)