Arquivo da categoria: América Latina

A trégua da Copa: turbulências no Chile e outras conversas ao pé do ouvido entre Dilma Rousseff e Michelle Bachelet

Nesta matéria, o CVM destaca a semelhança entre o projeto chileno em curso na área de educação, que se baseia na transferência de fundos públicos para a gestão privada e a crescente privatização da gestão da assistência à saúde no Brasil. Aqui os recursos públicos são injetados nas famigeradas organizações sociais (OS). Além disso, o governo federal criou a EBSERH, empresa estatal de direito privado para gestão dos hospitais públicos. Consequências imediatas: precarização do trabalho e compras sem licitação. Vai atender assim aos clamores do “saúde padrão FIFA”, o que na prática quer dizer serviços públicos de saúde submetidos à lógica do lucro capitalista. (CVM)

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Santiago do Chile – Menos de 48 horas após as primeiras e gigantescas manifestações pelo Ensino Público e Gratuito, que na terça-feira, 10 de junho, voltaram a mobilizar dezenas de milhares de estudantes nas ruas das principais cidades do Chile – com 90 manifestantes presos e 6 policiais militares feridos – a presidente Michelle Bachelet realiza sua primeira visita de Estado desde sua posse em março último, para ratificar sua aliança estratégica com o Brasil. leia mais

Chile, quarenta anos do golpe militar

Há quarenta anos, em 11 de setembro de 1973, Santiago do Chile sofreu um violento bombardeio aéreo. Suas Forças Armadas, com os voos rasantes de seus Hawker Hunter, despejaram centenas de bombas sobre o Palácio de La Moneda, até a constatação da morte do presidente Allende. Era o desfecho trágico de uma fase da luta de classes no Chile, com o massacre e assassinato de milhares de trabalhadores chilenos e seus aliados. Mas significava também a vitória das classes dominantes chilenas, representadas em armas por uma das ditaduras mais sanguinárias do continente. leia mais

A Venezuela e o governo de transição

INTRODUÇÃO

A imagem de Caracas no funeral de Chávez já está marcada e gravada na história de luta dos trabalhadores da América Latina. Foram milhares de homens e mulheres de todas as idades, em um cortejo vermelho a repetir o nome do líder durante dias. É evidente que não representou só uma homenagem emotiva de um povo pela perda de seu dirigente. Foi muito mais que isso. Foi o amálgama entre os trabalhadores em luta e sua principal liderança. O reflexo de uma luta sem trégua, desenvolvida desde os primeiros dias de governo há mais de uma década. Representa um novo aprendizado na luta, que identifica a importância de um marco estratégico: a independência política dos trabalhadores frente às classes dominantes. leia mais