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Fatos & Crítica 37: Inflação, eleições e ameaça de golpe: a conjuntura política se agrava e as lutas dos trabalhadores apontam o caminho

A maior taxa de inflação anual dos últimos 27 anos ocorreu no último mês de abril: atingiu nada menos que 12,3%!

E o trabalhador, como sempre, é a sua maior vítima: a corrosão do poder de compra do salário diminui imediatamente a quantidade (e a qualidade) dos alimentos e outros bens de consumo, necessários à sua sobrevivência e à de sua família. Se as campanhas e lutas salariais não forem suficientes para recompor o seu poder de compra, a consequência inevitável é uma só: o aumento da exploração do trabalhador. leia mais

Fatos & Crítica 30: As eleições serão respeitadas?

A julgar pela frase final de um anúncio de página inteira publicado no dia 5 de agosto em grandes órgãos de imprensa, “o Brasil terá eleições e seus resultados serão respeitados”. Assinam a profecia – ou seria uma ordem? –  ex-ministros da Economia, ex-presidentes do Banco Central de diversas administrações, economistas a serviço do capital, intelectuais variados, um cardeal, um rabino, proprietários de grandes empresas e, por último, mas não menos importante, os donos do Itaú-Unibanco, representando o capital financeiro. leia mais

Fatos & Crítica 8: O Governo Temer tem futuro?

Concluído o processo de impeachment de Dilma Rousseff, cujo destino já estava selado desde a retirada do apoio do PMDB ao seu governo, ficam duas perguntas: qual será o destino do PT e qual será o destino do Governo Temer?

Ao contrário da defesa de Dilma no processo, que disse que a causa do impeachment foi uma “vingança de Eduardo Cunha”, as razões para a crise política são muito mais profundas: dois anos de recessão liquidaram a política de conciliação de classes, expressa na aliança entre o PT, o PMDB e os pequenos partidos que compõem o Centrão. leia mais

Fatos & Crítica 6: Dilma nas mãos do Congresso

O escritor americano Mark Twain afirmou certa vez que o seu país tinha “o melhor governo que o dinheiro pode comprar”, na mais perfeita síntese sobre a influência do poder econômico sobre as instituições políticas da democracia burguesa. Considerando as revelações da Lava-Jato e a situação política nacional, podemos adaptar a frase e dizer que o futuro político de Dilma está agora nas mãos do que pode ser descrito como o “pior Congresso que o dinheiro pode comprar”.

A crise econômica capitalista, que os analistas da direita atribuem oportunisticamente aos “erros do governo”, mas que tem na verdade caráter sistêmico e mundial abate-se agora com força inédita sobre o país, que sofre uma severa recessão. Nessas circunstâncias, a política de colaboração de classes que forjou a coalizão “social-liberal”, que governou o Brasil de 2003 até agora, não tem mais condições de se manter. leia mais

Fatos & Crítica 5: O golpe em marcha e os interesses de classe em jogo

jogo de soma zero instaurado, em agosto de 2015, entre partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff (PT-PMDB) e o endosso do “baixo clero” (bancadas ruralista, evangélica e “da bala”) representado na Câmara dos Deputados por Eduardo Cunha, foi, logo em seguida, rompido por não se ter estabelecido uma aliança capaz de viabilizar a pauta encaminhada pelo governo.

O início do processo contra Cunha no Conselho de Ética e a denúncia de corrupção pela Procuradoria Geral da República, desencadeou como resposta, ao lado do bloqueio sistemático das reuniões do Conselho, o encaminhamento do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O jogo de soma zero, entretanto, voltou a ser reafirmado em dezembro do ano passado, com a decisão do STF em negar o processo pretendido por Cunha. O recesso parlamentar e o carnaval adiaram os enfrentamentos mas estes logo se aceleraram desde então, a ponto de indicar um horizonte de desfecho da crise política. leia mais