A partir do esgotamento dos chamados “anos de ouro” do pós-guerra, o Estado firma um compromisso preferencial com as finanças especulativas e ataca sistematicamente as conquistas trabalhistas incorporadas ao Welfare State.
As novas políticas públicas expressam o abandono de uma postura relativamente tolerante do capital frente ao trabalho, substituindo-a por uma atitude de desafio aos sindicatos e de confrontação com as reivindicações parciais dos trabalhadores.
Ao mesmo tempo, a hegemonia americana sobre o sistema mundial abandona a “cooperação antagônica” e inicia um novo surto de tensões nas relações interestatais.
Paradoxalmente, no momento em que se anuncia triunfante, a democracia liberal promove a queda tendencial da sua própria legitimidade perante o conjunto da sociedade; passa a negligenciar os expedientes de persuasão, em troca de uma escalada das práticas coercitivas