Arquivo da categoria: Manifestações de Junho 2013

Urgente: prisões mostram a verdadeira face da democracia burguesa

Na democracia burguesa a liberdade de manifestação é artigo para poucos. Não é para aqueles que não pactuam com as classe dominantes. As  prisões deflagradas pelo aparelho de repressão evidenciam o caráter de classe do Estado subjugado pelo Capital.  Lembrando a letra da canção de Cazuza, a classe trabalhadora e seus aliados não estão convidados para esta festa. (CVM)

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“Inicia-se um novo ciclo de lutas da classe trabalhadora brasileira?” Entrevista com Marcelo Badaró Mattos

“Há quantos anos não ouvimos falar a sério da ideia de uma greve geral no Brasil?”, questiona o historiador.

Apesar de ainda não terem sido divulgados os dados oficiais sobre o número de greves ocorridas em 2013, a estimativa é de mais de 900 paralisações trabalhistas no Brasil nesse período, considerando que em 2012 o índice de greves foi o mais alto desde 1996, o que demonstra que elas têm sido mais frequentes, inclusive antes das jornadas de junho. leia mais

O engajamento da NINJA e a tentativa de escamotear o ativismo (1)

Uma das novidades nos protestos de junho consistiu no aparecimento da NINJA – Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação que expressou o curso das lutas, procurando dar visibilidade a determinadas ações coletivas para milhares de pessoas conectadas de modo virtual. Para aqueles situados no estabelecimento intelectual das grandes empresas de comunicação na qualidade de formuladores de opinião, a exemplo de Fernando Gabeira e de Zuenir Ventura, a entrada de NINJA no cenário midiático perturbou as regras do jogo.

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A pedagogia das ruas

A primavera popular no outono-inverno de 2013 ainda renderá muitos frutos, apesar das ruas nas grandes cidades aparentemente voltarem à normalidade de cada dia, com os informes nas emissoras de rádio sobre o pregão da Bolsa de Valores e o cambio do real frente ao dólar, sobre o governo a tomar decisões e o congresso a votar leis, com o trânsito infernal dos veículos.

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As multidões de Junho: fragmentação e protagonismos

Segundo os estudos dos historiadores marxistas ingleses (Hobsbawm, Rudé e Thompson) as multidões entram em movimentos pelos mais diferentes motivos, todos ligados as suas condições de vida, trabalho e expectativas. No nível mais elementar, mas nem assim desimportante, as massas se mobilizam em uma economia moral das multidões, como estudado por Thompson, na defesa de interesses primários e imediatos como nas conhecidas “revoltas do pão”. Que eram encetadas, principalmente por mulheres contra o aumento do preço dos cereais e contra as exportações daqueles produtos essenciais para alimentação dos pobres.

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