Conjuntura nacional

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 7 – Voto crítico ou voto nulo? Por uma plataforma de lutas e pela mobilização independente dos trabalhadores

O artigo “Onda conservadora de Guilherme Boulos (link também aqui no Portal CVM) e também as posições que os coletivos Centro de Estudos Victor Meyer e Cem Flores publicaram no blog marxismo21 suscitou uma proposta de debate. Trata-se do artigo “A necessidade de uma política: as eleições brasileiras de 2014 e os dilemas da esquerda socialista no segundo turno”, de Marcelo Badaró Mattos, publicado no Blog Capitalismo em desencanto.

Professor universitário, estudioso do movimento operário brasileiro e ativista de esquerda, Marcelo Badaró analisa o processo eleitoral que definirá, em 26 de outubro próximo, quem vai ocupar o cargo da Presidência da República. Mais importante, apresenta a proposta de um “voto crítico” no PT e, portanto, na candidatura de Dilma Roussef à reeleição, a ser sustentado por uma Frente de Esquerda. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 6 – Por que o trabalhador consciente vota nulo?

As eleições brasileiras de 2014 serão realizadas em um quadro de dificuldades para o capitalismo no país e no mundo.  No Brasil, a economia está estagnada, a indústria decresce, o desemprego começa a aumentar, a inflação mantém-se e o país é cada vez mais deficitário em suas trocas econômicas com o exterior, só fechando as contas porque o volume de capitais que chega ao país ainda é suficiente.  Numa situação dessas, não é difícil prever que, em 2015, o desemprego aumentará ainda mais e a burguesia tentará de todas as formas retomar os seus lucros, avançando sobre os salários dos trabalhadores e sobre os seus direitos conquistados historicamente. (mais…)

A perspectiva de classe nas eleições de 2014

  1. O projeto hegemonizado pelo Partido dos Trabalhadores teria se esgotado?

A resposta à questão proposta supõe uma breve análise do papel desempenhado pelo Partido dos Trabalhadores na sustentação dos governos de Luis Inácio Lula da Silva (2003-2006; 2007-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014).

Quando se faz menção ao “projeto hegemonizado pelo Partido dos Trabalhadores” deve-se ter em mente a participação direta deste partido na administração do Estado burguês no Brasil em nível nacional desde 2002. A principal referência para situar esse projeto nos termos do próprio PT é a Carta ao Povo Brasileiro, de 2002, uma vulgarização do Programa eleitoral do partido intitulado “Um Brasil para todos: crescimento, emprego e inclusão social”. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 5 – O pavio da luta de classes continua aceso

O pavio da luta de classes continua aceso. Desde o início do ano até a véspera da Copa do Mundo, em 12 de junho, as ruas e rodovias das grandes cidades foram tomadas por manifestações de grevistas lutando contra os salários muito baixos e condições de trabalho aviltantes.

Os garis abriram o Carnaval com o grito da classe trabalhadora. Seguiram-se os rodoviários, os professores e os empregados do Metrô. As greves desses trabalhadores dos serviços públicos de limpeza, educação e transporte foram caracterizadas por formas de luta diretas bastante radicalizadas e questionaram, do ponto de vista prático, as instituições burguesas de controle do capital sobre o trabalho – o atrelamento dos sindicatos ao Estado e os dissídios coletivos na Justiça do Trabalho. A resposta veio na repressão especialmente violenta na greve dos metroviários paulistanos, com a ocupação das estações pela polícia militar, a agressão física e a prisão e, por parte do governo estadual, a demissão de ativistas. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 4 – 2014: Em compasso de espera

As manifestações de junho do ano passado deixaram evidente que o pavio da luta de classes está novamente aceso no Brasil. Em setembro do mesmo ano, as agências de classificação de risco para investimentos externos sinalizaram que o país poderia ser “rebaixado”. Ambos fatos apontam para o esgotamento da política de colaboração de classes entre trabalho e capital promovido pelo governo Dilma Roussef, sustentado na coalizão entre PT e PMDB, com apoio da CUT e outras centrais sindicais. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 3 – As mobilizações dos trabalhadores por melhores condições de vida e trabalho

A insatisfação social manifestada nos protestos populares de junho-julho persiste e novas mobilizações de massa dos trabalhadores ocupam as ruas. A insatisfação social é maior entre os mais jovens. Neste sentido uma informação importante é sobre o desemprego. De acordo com o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desemprego entre as pessoas com 18 a 24 anos é de 14,1%, mais do que o dobro da média de desocupação do país, que ficou em 6% em junho.

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