Conjuntura nacional

A perspectiva de classe nas eleições de 2014

  1. O projeto hegemonizado pelo Partido dos Trabalhadores teria se esgotado?

A resposta à questão proposta supõe uma breve análise do papel desempenhado pelo Partido dos Trabalhadores na sustentação dos governos de Luis Inácio Lula da Silva (2003-2006; 2007-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014).

Quando se faz menção ao “projeto hegemonizado pelo Partido dos Trabalhadores” deve-se ter em mente a participação direta deste partido na administração do Estado burguês no Brasil em nível nacional desde 2002. A principal referência para situar esse projeto nos termos do próprio PT é a Carta ao Povo Brasileiro, de 2002, uma vulgarização do Programa eleitoral do partido intitulado “Um Brasil para todos: crescimento, emprego e inclusão social”. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 5 – O pavio da luta de classes continua aceso

O pavio da luta de classes continua aceso. Desde o início do ano até a véspera da Copa do Mundo, em 12 de junho, as ruas e rodovias das grandes cidades foram tomadas por manifestações de grevistas lutando contra os salários muito baixos e condições de trabalho aviltantes.

Os garis abriram o Carnaval com o grito da classe trabalhadora. Seguiram-se os rodoviários, os professores e os empregados do Metrô. As greves desses trabalhadores dos serviços públicos de limpeza, educação e transporte foram caracterizadas por formas de luta diretas bastante radicalizadas e questionaram, do ponto de vista prático, as instituições burguesas de controle do capital sobre o trabalho – o atrelamento dos sindicatos ao Estado e os dissídios coletivos na Justiça do Trabalho. A resposta veio na repressão especialmente violenta na greve dos metroviários paulistanos, com a ocupação das estações pela polícia militar, a agressão física e a prisão e, por parte do governo estadual, a demissão de ativistas. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 4 – 2014: Em compasso de espera

As manifestações de junho do ano passado deixaram evidente que o pavio da luta de classes está novamente aceso no Brasil. Em setembro do mesmo ano, as agências de classificação de risco para investimentos externos sinalizaram que o país poderia ser “rebaixado”. Ambos fatos apontam para o esgotamento da política de colaboração de classes entre trabalho e capital promovido pelo governo Dilma Roussef, sustentado na coalizão entre PT e PMDB, com apoio da CUT e outras centrais sindicais. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 3 – As mobilizações dos trabalhadores por melhores condições de vida e trabalho

A insatisfação social manifestada nos protestos populares de junho-julho persiste e novas mobilizações de massa dos trabalhadores ocupam as ruas. A insatisfação social é maior entre os mais jovens. Neste sentido uma informação importante é sobre o desemprego. De acordo com o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desemprego entre as pessoas com 18 a 24 anos é de 14,1%, mais do que o dobro da média de desocupação do país, que ficou em 6% em junho.

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Boletim de Conjuntura Nacional Nº 2 – Análise do Dia Nacional de Luta: limites do sindicalismo oficial e desafios para o movimento independente das classes trabalhadoras

O Dia Nacional de Luta no dia 11 de julho de 2013 é a primeira mobilização nacional das classes trabalhadoras das cidades e do campo em defesa de uma plataforma de lutas unitária desde a greve geral de 1991. Lembremos: esta greve foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores e Confederação Geral dos Trabalhadores, com adesão estimada em 20 milhões de pessoas contra o governo de Fernando Collor de Mello, pela reposição das perdas salariais, garantia de emprego, defesa dos serviços públicos, reforma agrária, fim do aumento abusivo nos preços dos aluguéis e prestações da casa própria. (mais…)

Boletim de Conjuntura Nacional Nº 1 – O pacto de colaboração de classes em questão

O mês de junho foi tomado por gigantescos protestos de rua que, partindo de uma manifestação pelo “passe livre” ocorrida em São Paulo no dia 6, irradiou-se para todo o país. Tomou de surpresa governo e sistema partidário como um todo, deixando a burguesia atônita. Como diz a nota da Intersindical de 24 de junho, o pavio foi aceso e já não pode mais ser escondido. (mais…)