Conjuntura internacional

Arbeiterstimme nº 220 / 2023
tradução de Fernando Tavira

Bélgica: a esquerda pode ser bem-sucedida. O exemplo do partido do trabalho belga (PTB/PvdA)

– Certamente, apenas o entusiasmo pode realizar grandes obras; é necessário convicção e confiança; clareza sobre o caminho e o objetivo. (Karl Liebknecht)

– Tudo isso falta no partido DIE LINKE. (Michael Brie: O que fazer em tempos de guerra)

Sobre a situação e as perspectivas da esquerda na Europa, Heinz Bierbaum, que foi presidente da Esquerda Europeia até dezembro de 2022, escreveu um artigo na revista Sozialismus e chegou, entre outras coisas, à seguinte conclusão: “No geral, os partidos de esquerda na Europa são relativamente fracos e geralmente não ultrapassam 10% nas eleições.” Exceções são o Syriza na Grécia, o AKEL em Chipre, com resultados acima de 20%. (mais…)

A Venezuela depois das eleições

Com ou sem atas, os Estados Unidos querem o petróleo da Venezuela

1. Já se passaram duas semanas e continua a discussão sobre as atas, que é um tema muito polêmico e até agora não há dados sólidos para avaliar o que aconteceu. O Conselho Nacional Eleitoral mantém o anúncio da vitória de Nicolás Maduro, mas sem informações detalhadas por províncias, mesas ou distritos. O órgão tem 30 dias para divulgar esses relatórios, mas a demora gera muitas dúvidas, que não são resolvidas com a apresentação das atas por cada partido ao Poder Judiciário. (mais…)

Michael Roberts
Tradução revisada por Sebastian Gimenez

Eleições na UE: antessala da última oportunidade para a unidade?

A Europa está em ebulição. O recente avanço dos partidos de extrema direita nas eleições do parlamento europeu, o alinhamento canino a liderança dos Estados Unidos e aos ditames expansionistas da OTAN são manifestações mais visíveis da crise capitalista mundial que se arrasta a longo tempo. Neste artigo, Michael Roberts traz à luz as bases econômicas dessa crise, terreno esse em que se movimenta a luta de classes e que pode contribuir para a compreensão dos acontecimentos mais recentes na Europa. (CVM)

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As eleições para a Assembleia Europeia ou Parlamento da União Europeia (UE) terminam hoje.  Os cidadãos de 27 estados membros da UE votam em 720 membros da Assembleia.  As atuais sondagens de opinião sugerem que os dois principais grupos de membros ‘centristas’ (a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas de centro-esquerda e o Partido Popular Europeu de centro-direita) perderão mais terreno para aqueles à esquerda ou à direita do centro; mas particularmente os chamados partidos da ‘direita dura’ na UE. (mais…)

Não à farsa eleitoral

Agora que se aproxima o fim a campanha eleitoral para o Parlamento Europeu e vamos entrar no chamado “período de reflexão”, é altura de pensarmos se vale a pena dar o voto a algum dos partidos concorrentes.

Votar é escolher e aqui nada há a escolher. Então, para quê votar?

Se nesta campanha, como nas anteriores, não houve esclarecimento nem debate, nem confronto de programas, é porque não há nada a decidir. É porque tudo já está decidido há muito por quem não foi eleito – pelos grandes capitalistas, pelo BCE, ECOFIM, Comissão Europeia e pelos seus empregados nos grandes partidos, sem nos pedirem opinião. (mais…)

Não à tropa!

Recentemente surgiram vozes defendendo o regresso do Serviço Militar Obrigatório (“a tropa”). Como que vindos do nada, generais, políticos e comentadores descobrem ameaças à segurança nacional, à democracia e à liberdade; que as forças armadas portuguesas não têm condições de responder às ameaças dos tempos actuais e defender a integridade e a soberania nacional, que são obsoletas, insuficientes e, por via disso, incapazes de cumprir satisfatoriamente os seus compromissos no quadro da NATO. Tudo isto devidamente embrulhado em bafientos discursos militaristas, em que não falta a estafada “honra e orgulho de morrer pela pátria” e os apelos patrioteiros. (mais…)

Solidariedade internacional, antimilitarismo e memória social dos trabalhadores

As manifestações estudantis nos campus universitários dos EUA contra a guerra de aniquilação dos palestinos por Israel, em curso na Faixa de Gaza, trouxeram de volta o ativismo antimilitarista característico da época da luta contra a Guerra do Vietnã. (mais…)