22/09/2017 – Trabalhadores dos Correios estão de greve em 20 estados

Trabalho e Sindicalismo

 

Portal da CUT

Trabalhadores dos Correios decretam greve por tempo indeterminado

Após atraso nas negociações da campanha salarial e postura irredutível da ECT ao ouvir os trabalhadores, categoria adere à greve pela garantia de direitos, salários e empregos.

Escrito por: FENTECT • Publicado em: 21/09/2017

Trabalhadores dos Correios de todo o Brasil entraram em greve a partir das 22 horas da terça-feira (19). Primeira categoria a negociar após a aprovação da Reforma Trabalhista, a representação do Comando Nacional de Mobilização e Negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (CNMN/FENTECT) está sofrendo os entraves impostos pela ECT para a negociação da Campanha Salarial 2017/2018. Até o momento, após mais de 40 dias de atraso, a empresa anunciou apenas propostas de exclusões de cláusulas para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de categoria, configurando retiradas de direitos e assédio moral.

Com a mobilização, os empregados dos Correios denunciam o fechamento de agências por todo o Brasil, o que dificulta a vida não somente da categoria, mas de muitas populações que precisam dos serviços dos Correios, postal e bancário; ameaças de demissão motivada; corte em investimentos, incluindo novos concursos públicos; a suspensão das férias dos trabalhadores; retirada de vigilantes das agências, interferências e o sucateamento no plano de saúde da categoria, entre outras retiradas que já estão sendo promovidas.

Além disso, há algum tempo a ECT tem apresentado constantes mudanças de reestruturação na empresa, com abertura ao mercado e parcerias externas.

Agora, os Correios também estão no alvo das privatizações de empresas públicas e estatais, do governo federal. Mais uma ameaça aos empregos e à qualidade da ECT, que sempre esteve à frente na confiança da sociedade.

Ressalta-se que a categoria de trabalhadores dos Correios é a que recebe os menores salários entre as empresas públicas e estatais, e a empresa optou nos últimos anos a manter uma cultura de benefícios em troca de reajustes salariais dignos aos empregados. Logo, todas as conquistas dos ecetistas funcionam como uma compensação à defasagem financeira.

ADESÃO

Dos 31 sindicatos filiados à FENTECT, aderiram à greve os estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (MG, Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (RS e Santa Maria), Sergipe e Santa Catarina.  Apenas Acre, Rondônia e Roraima ainda não confirmaram.

Embora o comando permaneça em Brasília para negociar com a ECT, a empresa anunciou na manhã desta quarta-feira (20) que não se reunirá com os representantes da FENTECT por conta da mobilização organizada pelos sindicatos filiados em todo o país. Porém, a campanha segue com o tema: “Nossos direitos e empregos ficam, Guilherme Campos sai”. Enquanto isso, não há obrigatoriedade pela manutenção dos 30% de funcionamento, no entanto, algumas agências apenas reduziram o efetivo. A greve é por tempo indeterminado.

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Portal da CUT

Trabalhadores dos Correios estão de greve em 20 estados

Empresa afastou FENTECT das negociações e deixa milhares de trabalhadores desamparados

Escrito por: Érica Aragão com informações do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telegráfos do Distrito Federal e região (SINTECT-DF) • Publicado em: 21/09/2017 – 16:34

Na tarde da última quarta (20) a FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) recebeu da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), mais conhecida como Correios, um comunicado de suspensão das negociações da Campanha Salarial de 2017 deixando milhares de trabalhadores e trabalhadoras desamparadas. A justificativa da empresa foi motivada pela decisão da federação de deflagrar Greve.

20 estados e 28, dos 31 sindicatos da base da FENTECT, estão em greve desde o último dia 19. Muitas unidades pararam 100% e, no total, 80% dos trabalhadores cruzaram os braços na área operacional em protesto às retiradas que a ECT tem promovido nos direitos conquistados da categoria. Já a FINDECT (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) continua negociando os direitos dos trabalhadores.

“A proposta da empresa de suprimi muitas conquistas históricas. A ECT está negociando com uma Federação ilegal junto ao Ministério do Trabalho e, muitas vezes, aceitando as retiradas de direitos. Nós da FENTECT, que somos filiados a CUT, não aceitamos negociar direito”, explicou o Diretor da FENTECT, Mizael Cassimiro da Silva.

Segundo Mizael, a Greve foi deflagrada porque a empresa estava arrastando as negociações e nenhum ponto de pauta de reivindicação da categoria foi discutido até o momento, “tamanho é a sede desta gestão em retirar direitos dos trabalhadores”, completou.

Segundo documento da FENTECT enviado para a base, o objetivo da empresa é prolongar a negociação até o dia 11 de novembro, data em que passa a valer a Reforma Trabalhista.

“O presidente da ETC, Guilherme Campos, parceiro fiel do presidente ilegítimo Michel Temer, quer fazer dos Correios a primeira empresa pública a funcionar com as novas leis”, explicou Mizael, se referindo também ao pacote de empresas estatais que estão a venda para o capital.

Agora, os Correios também estão no alvo das privatizações de empresas públicas e estatais, do governo federal. Mais uma ameaça aos empregos e à qualidade da ECT, que sempre esteve à frente na confiança da sociedade.

Com a mobilização, os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios denunciam o fechamento de agências por todo o Brasil, o que dificulta a vida não somente da categoria, mas de muitas populações que precisam dos serviços dos Correios, postal e bancário; ameaças de demissão motivada; corte em investimentos, incluindo novos concursos públicos; a suspensão das férias dos trabalhadores; retirada de vigilantes das agências, interferências e o sucateamento no plano de saúde da categoria, entre outras retiradas que já estão sendo promovidas.

Além disso, há algum tempo a ECT tem apresentado constantes mudanças de reestruturação na empresa, com abertura ao mercado e parcerias externas.

O diretor da FENTECT também afirmou que se “continuarmos fora das negociações o acordo não servirá para os 117 mil trabalhadores e as trabalhadoras que a federação representa. Isso é um afronta”, denunciou.

“Nós queremos voltar para mesa de negociação e ter nosso direito de greve preservado”, finalizou.

GREVE NO PAÍS

Quadro de greve até momento : Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Ribeirão Preto, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Maria, Santos, São José do Rio Preto, Sergipe, Santa Catarina, Uberaba, Vale do Paraíba. Faltam confirmar: Acre, Rondônia e Roraima.

ORIENTAÇÃO PARA A BASE DA FENTECT

A FENTECT soltou um manifesto para os sindicatos filiados e à todos os trabalhadores e as trabalhadoras do correios incentivando maior mobilização da categoria devida a ação intransigente da empresa em tirar a Federação que representa mais de 40% dos 117 mil trabalhadores que a empresa tem.

O Comando Nacional de Negociação e Mobilização da FENTECT informou também que a Greve já começou forte em todo país e que tal atitude do Correios – em excluir a Federação da negociação – torna evidente o desinteresse do Sr. Guilherme Campos em negociar, contradizendo informativos internos da ECT, deixando transparecer a intenção de arrastar as negociações até a data da vigência da Reforma Trabalhista.

A carta é encerrada com as palavras de ordem da FENTECT:

“Direitos se ampliam, não se retiram”.

“Meus direitos e emprego ficam, Guilherme Campos sai”.

“Não a privatização!Privatização é demissão!”

“Só a luta muda a vida”.

PAUTA DE NEGOCIAÇÃO DA CATEGORIA

Segundo Mizael, as pautas da categoria já estão enxutas. “Queremos 300 reais linear para todos os trabalhadores e a reposição da inflação e nem isso eles querem sentar pra negociar”, contou. O diretor da FENTECT disse que hoje a empresa paga 97% do Convênio de Saúde, mas nesta gestão querem inverter. “Eles querem inverter o negociado e subsidiar só 3% deste valor”.

SINDICATO EM AÇÃO

Nesta quarta-feira (20), uma nova assembleia foi realizada para avaliar as propostas Econômicas e de Benefícios da ECT. No entanto, a empresa, intransigente com a greve, cancelou a reunião do dia, deixando o Comando de Negociação à espera da representação dos Correios, na Unico, em Brasília.

Com isso, a mobilização fica ainda mais forte. Está claro o interesse da ECT em levar as negociações adiante, até a entrada em vigor da reforma trabalhista, no dia 11 de novembro. É preciso manter a mobilização.

ATO NO MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES

Nesta sexta-feira, dia 22 de setembro, haverá assembleia novamente, agora, na porta do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, às 10 horas, seguida de ato, passeata e distribuição da carta aberta do sindicato à população. Uma atividade para cobrar do ministro das comunicações uma negociação séria, que respeite as conquistas da categoria e também para esclarecer à sociedade os prejuízos que a política de desmonte que está sendo implementada nos Correios representa para o povo brasileiro.

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Portal da CUT

“Ainda nos enxergam como coitadinhos”

Em encontro da CUT, trabalhadores com deficiência alertam para dificuldade de acessar mercado de trabalho

Escrito por: Igor Carvalho • Publicado em: 21/09/2017

Nesta quinta-feira (21), começou, em São Paulo, o 4º Encontro Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras com Deficiência da CUT. A iniciativa foi celebrada pela secretária nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos da Central, Jandyra Uehara.

“O golpe segue em curso, a terceirização e a Reforma Trabalhista vão atingir os setores mais vulneráveis da classe trabalhadora, isso inclui os trabalhadores com deficiência. Por isso, momentos como este são importantes, quando nos reunimos e organizamos a resistência”, afirmou Jandyra.

A atividade, que seguirá até o próximo sábado (23), foi inaugurada com a analise de conjuntura elaborada pela representante do Solidarity Center, Jana Silverman; Anaildes Sena, coordenadora do Coletivo Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras com Deficiência da CUT; e pelo secretário-geral da Central, Sérgio Nobre.

Após inserir o Brasil em um contexto de crise mundial, Jana Silverman ponderou que “no meio da crise capitalista, quem tem tido lucro é o mercado especulativo, que não gera empregos. Logo, caminhamos para um avanço de desemprego no mundo todo”, explicou a sindicalista.

Ainda de acordo com Jana, “a precarização das relações de trabalho no Brasil” contrastam com a realidade mundial. “Estamos começando a discutir as relações de trabalho em uma indústria que tem robôs e inteligência artificial. Porém, no Brasil, Reforma Trabalhista leva o país para a Idade Média e isso é preocupante para a organização dos trabalhadores.”

Para Sérgio Nobre, o cenário atual tende a prejudicar, “ainda mais”, os trabalhadores com deficiência. “O que os empresários dizem das cotas para deficientes em suas empresas? ‘Isso é problema do Estado. Já pagamos nossos impostos’. Engraçado que o Estado mínimo eles só pregam quando interessa”, afirmou.

Anaildes falou da dificuldade de organizar a luta nas bases. “A pessoa com deficiência é vista apenas como um problema de saúde, não conseguimos avançar. Quando chegamos em um sindicato, já nos dizem: ‘Vou passar o contato do secretário de Saúde’. Ainda nos enxergam como ‘coitadinhos’, mas isso nem é culpa de quem nos recebe, ela não foi apresentada à nossa realidade. A Constituição de 88 nos empodera”, explicou a sindicalista.

DADOS ALARMISTAS

Durante o encontro, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou o estudo “Desafios para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho”.

De acordo com o Censo 2010, o Brasil possui 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Destes, apenas 13,6% são economicamente ativa. “A concepção neo-liberal, que tem avançado no mundo, pede um Estado mínimo e isso impacta diretamente as políticas públicas, excluindo setores vulneráveis. Recentemente, por exemplo, Michel Temer (presidente ilegítimo do Brasil) cortou verbas para creches para crianças com deficiência”, afirmou Adriana Marcolino, economista do Dieese.

Mesmo com amparo da lei que determina cotas para trabalhadores com deficiência em empresas com mais de 100 funcionários, apenas 403 mil postos de trabalho eram ocupados por pessoas com algum tipo de deficiência, mostrou o relatório organizado pelo Dieese.

Ao final, Adriana apresentou algumas medidas que podem cooperar para a inclusão de trabalhadores com deficiência no mercado. Ação de desconstrução de preconceito; Garantia de ambiente de trabalho acessível; Cumprimento da Lei de Cotas; Aproximação de outros movimentos, principalmente de mulheres organizadas, entre outros.

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Portal da CUT

PR: Em eleição democrática, APP Sindicato reelege diretoria

Eleições repercutem na mídia estadual, inclusive em veículos que não gostam de democracia.

Escrito por: CUT Brasil, com informações do APP Sindicato • Publicado em: 21/09/2017

No final da manhã desta quinta-feira (21), a APP-Sindicato, que representa as professoras, professores e profisionais da educação da rede estadual de ensino do Paraná já estava bastante adiantada na apuração da eleição de sua direção. Das 1.457 urnas distribuídas pelo estado, já havia sido apurados os votos de 1.146 urnas, 79% do total.

No resultado parcial, a chapa 1, que tem Hermes Leão candidato a reeleição como presidente, liderava com 15.411 votos computados. Em segundo lugar está a chapa 2, liderada por Luiz Paixão; seguida pela chapa 3, de Isabele Felix Pereira. Em último lugar, a chapa 4, do candidato Gilson Mezarobba

No total, 72 mil professores filiados ao sindicato estavam aptos a participar da eleição. Apenas 5% das urnas apresentaram problemas, como o envio das urnas para os locais de votação e imprevistos técnicos em alguns Núcleos sem assistência de informática. Mas, todas as situações foram superadas ao longo do dia de votação. Foram poucas as urnas impugnadas e somente o Núcleo de Ponta Grossa coletou votos em cédulas de papel.

Confira os resultados parciais:

Direção Estadual:

Chapa 1 – Somos Mais APP: 15.411 votos

Chapa 2 – APP Independente: 11.084 votos

Chapa 3 – APP-Sindicato Para Todos: 773 votos

Chapa 4 – Educadores em Luta Contra o Golpe: 144 votos

Brancos: 823 votos

Conselho Fiscal:

Chapa 1 – Compromisso, Transparência e Responsabilidade: 15.257 votos

Chapa 2 – APP Independente: 9.989 votos

Chapa 3 – APP-Sindicato Para Todos: 657 votos

Brancos: 2332 votos.

REPERCUSSÃO NA SOCIEDADE

Um sindicato forte se faz com participação e a capacidade de mobilização da APP-Sindicato foi notícia novamente, em todo o Estado do Paraná. A eleição 2017 da APP mobilizou os(as) trabalhadores(as) da educação. A categoria foi às urnas, na última terça-feira (19) para escolher os(as) representantes da gestão 2017-2021.

Nestes 70 anos de trajetória, a APP é protagonista das lutas em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras da educação. O Sindicato conquistou espaço dentro e fora do ambiente escolar. Nos jornais, nas editorias de educação, política e cidadania, a APP aparece como uma das principais referências quando se trata dos direitos dos(as) trabalhadores(as), do debate pedagógico e das conquistas da categoria. Esse reconhecimento é resultado da participação coletiva e do exercício constante de formação política e pedagógica desenvolvido pela APP.

“Em um processo democrático, um dos mais concorridos da história da entidade, a categoria comprovou sua maturidade em escolher a direção que será responsável pela gestão do sindicato nos próximos quatro anos. Talvez o mais concorrido nos 70 anos da entidade. Essa grandeza também desperta o interesse da sociedade, pois a APP vai além da luta pelos direitos da categoria quando defende a escola pública como um todo. Essa luta, principalmente a travada nos últimos anos contra as ações do governo Richa, coloca o Sindicato em evidência e tanto a categoria quanto a sociedade reconhecem isso”, pondera o secretário de Comunicação da APP, Luiz Fernando Rodrigues.

Ainda nesta quinta-feira (22), a categoria e a sociedade conhecerão a nova direção estadual, as direções regionais, os(as) representantes de município e o Conselho Fiscal do maior sindicato do Estado e o quinto maior do país. Para garantia da lisura de todo processo, o Sindicato colou à disposição da categoria um moderno sistema de coleta e apuração eletrônica de votos, além de referendar todas as etapas por meio Estatuto da entidade e do Regimento Eleitoral.

Professor(a) e funcionário(a) das escolas públicas, você faz parte desta importante etapa de fortalecimento do seu Sindicato. Acompanhe no site da APP, e também em nossa fanpage as informações sobre as Eleições 2017.

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Portal da CUT

DF: Em nota, rodoviários esclarecem suspensão da greve

Proposta das empresas foi um avanço e por isso paralisação foi suspensa nesta quinta-feira

Escrito por: CUT Brasil, com informações da CUT Brasília e Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal • Publicado em: 21/09/2017

Foi suspensa a paralisação dos ônibus no Distrito Federal que estava prevista para esta quinta-feira (21). Na terde de ontem, a diretoria do Sindicato dos Rodoviários informou que a decisão foi tomada depois que os representantes das empresas apresentaram uma proposta de negociação, em que aumentaram a oferta e propuseram aumento de 5% no salário, tíquete-alimentação e cesta básica e de 13% no plano de saúde.

Segundo o Sindicato, as negociações vão continuar e está mantida a realização da assembleia da categoria no domingo (24) e a greve de segunda (25) continua marcada, mas há a expectativa de que as negociações levem a uma boa proposta para os trabalhadores e à suspensão do movimento..

Confira a seguir a nota divulgada no início da tarde de quarta-feira pelo Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal e pela CUT Brasília, esclarecendo os motivos que levaram à suspensão da paralisação prevista para esta quinta (21).

NOTA PÚBLICA DO SINDICATO DOS RODOVIÁRIOS DO DISTRITO FEDERAL

A direção do Sindicato dos Rodoviários suspende a greve marcada para amanhã (21). A suspensão se deveu ao fato de ter havido uma negociação com as empresas iniciada às 11 horas da manhã de hoje e encerrada às 11:50, na qual as empresas deram demonstrações concretas de disposição de solucionar o conflito por meio da negociação.

Houve avanços importantes e sinalizações positivas de que será possível chegar a um acordo. Na reunião de hoje as empresas elevaram o percentual de reajuste concedido para os benefícios e para os salários. O avanço obtido hoje não encerra o processo de negociação.

As duas categorias continuarão as tratativas para chegar ao acordo final. A assembleia de domingo fica mantida e a greve de segunda também. O sindicato entende que ainda precisa melhorar alguns itens da proposta, mas tendo havido os avanços fica suspensa a paralisação do dia de amanhã.

Termos da proposta que foi apresentada hoje e que permitiu a direção do sindicato suspender a greve de amanhã:

Reajustes:

Salário, 5%

Tíquete, 5%

Cesta básica, 5%

Plano de saúde 13%

Na proposta das empresas anteriormente, o máximo que eles tinham proposto era reajuste de 4,23 linear.

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Portal da UGT

Nova regra de terceirização vira alvo de briga na Justiça

21/09/2017

As novas regras da legislação trabalhista começam a enfrentar os primeiros questionamentos na Justiça. Uma ação do Ministério Público do Trabalho pede R$ 37,7 milhões de indenização a uma das maiores varejistas do Brasil, a Riachuelo, por terceirizar a produção com condições trabalhistas piores que as dos funcionários diretos da empresa. O Supremo Tribunal Federal (STF) também recebeu ação que questiona a constitucionalidade da terceirização em salões de beleza.

O primeiro grande questionamento à nova regra acontece no Rio Grande do Norte. Após fiscalização em mais de 50 pequenas confecções em 12 municípios do interior, o Ministério Público do Trabalho (MPT) pede indenização à Riachuelo alegando que os trabalhadores terceirizados “recebem menor remuneração e têm menos direitos” do que os contratados pela Guararapes, dona da marca.

Na ação, o Ministério Público acusa a varejista de uso deturpado das novas regras de terceirização. O argumento é que a cadeia de produção das roupas foi constituída de tal forma que as empresas funcionariam como “verdadeiras unidades de produção em estabelecimentos de terceiros”. Em 29 empresas vistoriadas, a Riachuelo era a única contratante dos serviços; em outras 14, a produção era dividida com outras marcas.

Bate-boca. O presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, rechaça as acusações. O executivo diz que o piso salarial do setor tem como referência o salário mínimo e os valores são semelhantes na fábrica própria, nos arredores de Natal, e nas pequenas confecções terceirizadas.

Rocha tem disparado diretamente contra a procuradora Ileana Mousinho, responsável pela ação. “A iniciativa é toda dela. É uma coisa pessoal”, diz, ao citar “visão marxista” como razão para a suposta perseguição. Nas redes sociais, o empresário acusa a procuradora de “ódio” e diz que “todo o mal” que ela tem causado à companhia “recai sobre os trabalhadores”.

A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho emitiu nota para defender a procuradora e ainda afirma que o empresário usa “mentiras e acusações levianas e irresponsáveis” ao tratar do caso. “São ataques pessoais dirigidos à procuradora”, cita a nota da entidade que qualifica a acusação como “despropositada e imprudente afirmação” de que a ação do MPT estaria causando desemprego no Rio Grande do Norte.

Salões. Outro questionamento à terceirização ocorre nos salões de beleza. Com as novas regras sancionadas pelo presidente Michel Temer na chamada lei do “salão parceiro”, donos de estabelecimentos poderão contratar serviços de profissionais como cabeleireiros e manicures que atuam como MEIs (microempreendedores individuais). O problema é que há casos crescentes de donos de salão que demitem empregados e os transformam em MEI.

“Donos de salões estão fazendo exigências a esses profissionais transformados em autônomos com cumprimento de horário. Legalmente, trata-se de um empreendedor parceiro e não empregado com obrigações como horário”, diz a presidente do Sindicato dos Empregados em Institutos de Beleza e Cabeleireiros de São Paulo, Maria Mesquita Hellmeister.

O Sindebeleza faz parte da Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada no Supremo pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade contra a regra. A acusação é que a medida é uma “pejotização” dos trabalhadores – transformação de empregados em pessoas jurídicas só para pagar menos impostos.

Fonte: Estadão

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Portal da UGT

Em NY, Moreira Franco fala em privatizar Correios

21/09/2017

De Nova York, para onde viajou integrando a comitiva de Michel Temer, o ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, afirmou nesta quarta-feira, 20, que a privatização dos Correios está em estudo e precisa ser feita com muito cuidado.

“A situação financeira, pelas informações que o (Ministério do) Planejamento tem e nos passa, é muito difícil”, disse o ministro. “Até porque do ponto de vista tecnológico, há quanto tempo você não manda telegrama, as pessoas perderam muito o hábito do uso da carta”, afirmou.

Segundo o ministro, a tendência é dos Correios passarem a atuar no setor de logística. “Mas isso ainda está em fase de estudo. É o mesmo caso da Casa da Moeda, que produzia mais de 3 milhões de cédulas por ano e agora está (produzindo) 1 milhão e pouco. As pessoas não usam mais moeda”, destacou o ministro.

Para Moreira Franco, várias atividades dessas duas instituições perderam a condição de continuar com o avanço tecnológico.

“Não é uma decisão política, mas de natureza econômica”, disse. “Não dá para querer que a sociedade mantenha empresas que não têm condições de sobreviver. Não pode agredir os fatos.”

Ele fez os comentários após participar do seminário “Brazil, the road ahead”, promovido pelo jornal inglês Financial Times, em Nova York.

Greve. As declarações de Moreira Franco acontecem um dia depois dos funcionários dos Correios entrarem em greve. Dos 31 sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), apenas três ainda não fizeram assembleias: Acre, Rondônia e Roraima.

Dos afiliados, já aderiram ao movimento Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (Santa Maria), Sergipe e Santa Catarina.

Representados por outra federação, os funcionários da capital paulista e da região de Bauru (SP) ainda devem fazer assembleia próprias na próxima semana, para definir se também irão entrar em greve.

A categoria tenta negociar um reajuste salarial de 8%. Segundo a Fentect, após mais de 40 dias desde a apresentação para a proposta, a empresa apenas tentou excluir cláusulas para o acordo coletivo de trabalho.

Os funcionários também reclamam do fechamento de agências, o que dificulta os serviços postais e bancários, ameaças de demissão, corte em investimentos, suspensão de férias, entre outras questões.

A entidade também demanda novos concursos para a reposição de funcionários que se aposentaram. A última seleção para empresa ocorreu em 2011.

Fonte: Estadão

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Portal Mundo Sindical

Em São Paulo, CUT sedia exposição sobre centenário da greve geral

Imagens de trabalhadores em seus locais de trabalho, exploração do trabalho infantil e de mulheres, mobilizações populares e greve geral do começo do século XX estão reunidas na exposição 1917-2017: 100 anos depois, a luta continua!, que segue até dezembro na sede da CUT em São Paulo, na Rua Caetano Pinto, 575, no Brás.

A exposição é itinerante e teve início em junho, no seminário na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Já passou pela Biblioteca da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo Congresso Extraordinário da CUT, em agosto, em São Paulo.

A mostra, organizada pelo Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT (Cedoc) e pela Secretaria de Cultura da CUT Nacional, conta com a parceria do Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp.

A exposição retrata as mobilizações populares dos trabalhadores e a repressão policial, situações que culminaram na greve geral realizada em 1917, classificada por escritores e historiadores, como José Luiz Del Roio, como a primeira grande paralisação no Brasil. A greve ganhou adesão na luta contra longas jornadas de trabalho, baixos salários, exploração infantil e por melhores condições de trabalho a homens e mulheres.

Para o secretário nacional de Cultura da CUT, José Celestino Lourenço, o Tino, a exposição traz à tona uma história de resistência que deve inspirar as lutas populares atuais.

“Num momento de golpe, esperamos que a exposição seja mais um instrumento de conscientização dos trabalhadores. A mesma luta que tínhamos em 1917 é a luta que fazemos hoje para defender os direitos conquistados naquele período com muitas lutas e greves”, fala.

Secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães, avalia que exposições como esta representam um resgate para desconstruir o imaginário da população que não conhece a luta do movimento sindical. “Temos que fortalecer a memória, mostrar que nossa caminhada até aqui contou com muitos protagonistas que derrubaram sangue e suor, realidade não retratada por grandes veículos de comunicação que fazem questão de, ao contrário, criminalizar nossa luta”, afirma.

A exposição irá percorrer outros espaços do Brasil até julho de 2018. As entidades sindicais que tenham interesse em visitar ou expor podem entrar em contato com Martinho da Conceição, da Secretaria Nacional de Cultura da CUT, pelo telefone (11) 2108 9322 ou no e-mail cultura@cut.org.br.

No Brás, os visitantes podem conferir o material de segunda à sexta, das 9h às 18h. A entrada é gratuita

Fonte: Vanessa Ramos – CUT São Paulo – 21/09/2017

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Portal do MST

Retirada de direitos tenta prejudicar mobilização popular, avalia presidente do CNDH

Darci Frigo falou sobre processo de violência e criminalização contra os movimentos sociais, na abertura da 16ª Jornada

21 de setembro de 2017 – Por Franciele Petry Schramm – Brasil de Fato, Paraná

Presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Darci Frigo alerta para o aumento de casos de violência e criminalização contra os movimentos sociais. Apenas em 2017, 65 pessoas que defendem direitos humanos foram assassinadas.

Os dados foram trazidos para 500 pessoas durante a Conferência de Abertura da 16ª Jornada de Agroecologia, nesta quarta-feira (20). A atividade realizada na cidade de Lapa (PR), a 70 km de Curitiba, segue até sábado.

Frigo lembra que a violência contra militantes e ativistas não é recente – há anos os movimentos sociais têm lutado contra isso -, mas que o cenário se agravou a partir do golpe político que derrubou a presidenta Dilma Rousseff.

Segundo ele, a retirada da presidenta do poder foi uma das formas de garantir a aprovação de pautas pouco populares, porque ferem os direitos da população. “A gente consegue ver o desmonte de vários políticas. O estado social está ameaçado de morte com a reforma trabalhista, a terceirização e o congelamento dos gastos públicos”, lamenta.

Atingir os direitos sociais seria, na avaliação de Frigo, uma das formas de enfraquecer a mobilização popular. “Esses cortes orçamentários têm viés político e ideológico, para acabar com qualquer possibilidade de alternativa proposta pelos movimentos sociais”.

AMEAÇA ECONÔMICA E SOCIAL

Uma das grandes ameaças aos direitos sociais, segundo o presidente do CNDH, é a Emenda Constitucional 55, que congela os gastos públicos por 20 anos. Ele indica que grandes cortes vão ocorrer em programas de distribuição de renda e de incentivo à produção agroecológica.

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que incentiva a agricultura familiar por meio da compra da parte da produção dos agricultores, pode sofrer duros cortes. Se em 2017 foram previstos R$ 318 milhões para o PAA, apenas R$ 750 mil devem ser disponibilizados para o programa em 2018. O problema, alerta Frigo, é que o orçamento do próximo ano servirá de base para os próximos 20 anos.

Situação semelhante atinge a política de Reforma Agrária. O valor destinado à aquisição de terras para a criação de assentamentos através do Incra passará de R$ 257 milhões para R$ 34 milhões, em 2018. “Essas reformas atacam o núcleo da Constituição Federal de 1988”, alerta o presidente do CNDH.

ESTADO FRACO

Frigo destaca que, ao mesmo tempo em que junto direitos sociais retrocedem, a repressão à manifestação popular aumenta. Exemplo disso foi o ataque sofrido por manifestantes em Brasília, no dia 24 de maio. Cerca de 200 mil pessoas protestavam contra o governo de Michel Temer quando foram atacados pela Polícia Militar. “Estado fraco para salário mínimo e para reforma agrária, mas estado forte na repressão aos pobres”, se indigna.

A repressão à organização popular tem se fortalecido por meio da criminalização dos movimentos sociais. Um caso emblemático dessa situação foi registrada no Paraná, em novembro de 2016. Ação da Polícia Civil, a Operação Castra prendeu sete integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, acusados de crime de organização criminosa.

Frigo alerta para a possibilidade de legitimação da repressão à luta popular: um projeto de lei que enquadrará manifestações organizadas pelos movimentos sociais na Lei Antiterrorismo pode ser apresentado ao Congresso Nacional. “Temos que estar preparado para enfrentar esse patamar mais elevado da criminalização dos movimentos sociais”.

E destaca que é preciso enfrentar a criminalização e negação da própria política – algo que tem sido acentuado pela associação com a corrupção. “Não existe nenhuma possibilidade de a gente construir algo que seja diferente na sociedade, que não seja através de um processo político – mesmo que não seja necessariamente partidário”. E completa: “Agroecologia não se faz sem luta e se faz com política”.

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