14/07/2017 – A CUT não aceita o desmonte dos nossos direitos

Trabalho e Sindicalismo

 

Agência Brasil, 13/07

Presidente da CPI da Previdência diz que não há déficit e culpa devedores

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

A Previdência Social brasileira não é deficitária. A afirmação é do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS). “Setores do patronato arrecadam, por ano, em torno de R$25 bilhões do bolso do trabalhador e não repassam à Previdência”, denunciou, na última sessão do colegiado antes do recesso parlamentar, previsto para ocorrer de 18 a 31 de julho.

Ainda segundo Paim, ao final dos trabalhos a comissão vai mostrar que o rombo na Previdência está diretamente ligado a uma divida acumulada de grandes bancos, empresas e grandes montadoras, que ultrapassa R$ 500 bilhões.

Com encerramento dos trabalhos previsto para 8 de setembro, o relator da comissão, senador Hélio José (PMDB-DF), já adiantou que pedirá a prorrogação dos trabalhos para preparar um relatório mais “completo e propositivo”. O documento, adiantou o senador, deverá propor medidas para mudar a Previdência Social, como um combate mais efetivo à inadimplência. “Não é possível convivermos com os grandes devedores não pagando a Previdência”, disse.

Desde 26 de abril, quando começou, até hoje, foram realizadas 22 reuniões, 18 audiências públicas com cerca de 90 pessoas entre especialistas do governo, sindicatos e sociedade civil.

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Agência Brasil, 13/07

Setor de serviços recuou 4,4% nos primeiros cinco meses do ano, diz IBGE

Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

O setor de serviços fechou os primeiros cinco meses do ano (janeiro-maio) com queda acumulada de 4,4%, frente aos cinco primeiros meses do ano passado, apesar de ter fechado o mês de maio com expansão de 0,1%, ficando praticamente estagnado em relação a abril na série livre de influências sazonais. O resultado acumulado dos últimos 12 meses representa queda maior de 4,7%.

Os dados foram divulgados hoje (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam da Pesquisa Mensal de Serviços. Os dados indicam que na comparação com maio do ano passado o setor de serviços registra queda de 1,9%.

A estabilidade em 0,1% de abril para maio deste ano, segundo o IBGE, acontece após o crescimento de 1%, em abril frente a março, portanto também na série dessazonalizada, e recuo de 2,6%, em março frente fevereiro.

Ainda na comparação com o mês de abril, a receita nominal do setor fechou maio com variação positiva de 0,3%. Na taxa acumulada nos cinco primeiros meses do ano, a receita nominal dos serviços avançou 1,3%, caindo para 0,4% no acumulado dos últimos 12 meses, frente aos 12 meses imediatamente anteriores. Na comparação com o mês de maio do ano passado houve avanço na receita nominal de 3,9%.

SERVIÇOS POR REGIÃO

Os números relativos ao comportamento do setor de Serviços quando analisados por região têm como principais destaques, na série com ajuste sazonal, o  estado do Amazonas, onde o setor chegou a crescer de abril para maio 6,2%;  Rio Grande do Sul (4,1%) ;  Mato Grosso (3,2%) , as três regiões com as maiores variações positivas.

As maiores variações negativas foram observadas em Roraima, onde a queda em maio, em relação a abril, chegou a 5,3%; em Rondônia (4,8%) ; e  no Distrito Federal (4,6%).

Quanto aos resultados analisados sem os ajustes sazonais, na comparação com igual mês do ano anterior, por exemplo, o principal destaque é para o estado de Mato Grosso, com crescimento de 8,6%; seguido do Paraná, com 6,9%; e do Rio Grande do Norte, com 2,7%.

As maiores variações negativas foram registradas em Rondônia, com 20,4%;  no Amapá, 18,5%; e em Roraima, com 16,9%.

ATIVIDADES TURÍSTICAS POR REGIÃO

Ao avaliar as Atividades Turísticas por Unidades da Federação, ainda na série livre de influências sazonais, os destaques do ponto de vista das variações positivas foram Pernambuco, com crescimento de 0,8%; Espírito Santo (0,5 %); e Ceará (0,3 %).

As  variações negativas foram registradas no Rio de Janeiro (5,4 %) , Paraná (3,7 %) , Distrito Federal (2,7 %), em  Minas Gerias (2,1 %) , Santa Catarina (2,0 %), na Bahia (1,5 %), em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Goiás (todos com 0,5 %).

*Matéria alterada às 10h36min para acréscimo de informações.

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Agência Brasil, 13/07

Reforma trabalhista: veja ponto a ponto como ficou a lei aprovada pelo Congresso

Adriana Franzin e Líria Jade – Repórteres da Agência Brasil

Aprovado depois de conturbada sessão no Senado na noite desta terça-feira (11), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/2017, que trata da reforma trabalhista, altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo mudanças como a prevalência do acordado entre patrões e empregados sobre o legislado nas negociações trabalhistas.

Enviado pelo governo ao Congresso Nacional e aprovado no Senado sem alterações em relação ao texto que passou pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei agora aguarda sanção do presidente Michel Temer.

Durante a tramitação, o governo negociou com os parlamentares a votação rápida das mudanças em troca da garantia de seis vetos e da revisão de alguns pontos polêmicos por meio de medida provisória ou novos projetos de lei do Executivo.

Um das questões polêmicas da reforma aprovada pelo Congresso é a possibilidade de que mulheres grávidas ou lactantes trabalhem em locais insalubres. O projeto de lei estabelece que o afastamento, antes garantido nessas condições, só será autorizado mediante pedido médico nos casos consideradas insalubres em graus médio ou mínimo.

Outro ponto que gerou controvérsia entre o governo e parlamentares é a regulamentação do trabalho intermitente, que permite alternar períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. A expectativa é que o governo edite uma medida provisória restringindo os setores que podem adotar essa modalidade de jornada.

O texto aprovado altera a lei atual em vários aspectos, como férias, trabalho em casa, plano de carreira e jornada de trabalho. Veja as principais mudanças:

HORAS IN ITINERE

O tempo que o trabalhador passa em trânsito entre sua residência e o trabalho, na ida e na volta da jornada, com transporte fornecido pela empresa, deixa de ser obrigatoriamente pago ao funcionário. O benefício é garantido atualmente pelo Artigo 58, parágrafo 2º da CLT, nos casos em que o local de trabalho é de difícil acesso ou não servido por transporte público.

TEMPO NA EMPRESA

Pelo texto, deixam de ser consideradas como integrantes da jornada atividades como descanso, estudo, alimentação, higiene pessoal e troca do uniforme. A CLT considera o período em que o funcionário está à disposição do empregador como serviço efetivo.

DESCANSO

Atualmente, o trabalhador tem direito a um intervalo para descanso ou alimentação de uma a duas horas para a jornada padrão de oito horas diárias. Pela nova regra, o intervalo deve ter, no mínimo, meia hora, mas pode ser negociado entre empregado e empresa. Se esse intervalo mínimo não for concedido, ou for concedido parcialmente, o funcionário terá direito a indenização no valor de 50% da hora normal de trabalho sobre o tempo não concedido.

RESCISÃO

A rescisão do contrato de trabalho de mais de um ano só é considerada válida, segundo a CLT, se homologada pelo sindicato ou autoridade do Ministério do Trabalho. A nova regra revoga essa condição.

RESCISÃO POR ACORDO

Passa a ser permitida a rescisão de contrato de trabalho quando há “comum acordo” entre a empresa e o funcionário. Nesse caso, o trabalhador tem direito a receber metade do valor do aviso prévio, de acordo com o montante do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), até o máximo de 80%, mas não recebe o seguro-desemprego.

COMISSÃO DE FÁBRICA

Toda empresa com mais de 200 empregados deverá ter uma comissão de representantes para negociar com o empregador. A escolha será feita por eleição, da qual poderão participar inclusive os não-sindicalizados. Não poderão votar os trabalhadores temporários, com contrato suspenso ou em aviso prévio.

DANOS MORAIS

A indenização a ser paga em caso de acidente, por exemplo, passa a ser calculada de acordo com o valor do salário do funcionário. Aquele com salário maior terá direito a uma indenização maior, por exemplo. Em caso de reincidência (quando o mesmo funcionário sofre novamente o dano), a indenização passa ser cobrada em dobro da empresa.

QUITAÇÃO ANUAL

O novo texto cria um termo anual, a ser assinado pelo trabalhador na presença de um representante do sindicato, que declara o recebimento de todas as parcelas das obrigações trabalhistas, com as horas extras e adicionais devidas.

JUSTA CAUSA

A cassação de registros profissionais ou de requisitos para exercer a profissão passa a configurar como possibilidade de demissão por justa causa.

SALÁRIOS

Benefícios como auxílios, prêmios e abonos deixam de integrar a remuneração. Dessa forma, não são contabilizados na cobrança dos encargos trabalhistas e previdenciários. Isso reduz o valor pago ao Instituto Nacional do Seguo Social (INSS), e, consequentemente, o benefício a ser recebido.

SALÁRIOS ALTOS

Quem tem nível superior e recebe valor acima do dobro do teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (cerca de R$ 11 mil) perde o direito de ser representado pelo sindicato e passa a ter as relações contratuais negociadas individualmente.

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Portal da CUT

A CUT não aceita o desmonte dos nossos direitos

Pela revogação do PLC-38 da “Reforma Trabalhista”

Escrito por: CUT Nacional • Publicado em: 13/07/2017

A Central Única dos Trabalhadores não aceita e não reconhece qualquer legitimidade no fato de 50 senadores liquidarem direitos trabalhistas duramente conquistados, obedecendo as ordens de um governo golpista e ilegítimo e a serviço dos interesses de empresários.

A CUT conclama as suas bases a seguir na luta pela Revogação do PLC 38 e utilizará todos os meios jurídicos, políticos e sociais para atingir esse objetivo. A sanção de Temer a essa lei que atropela inclusive direitos constitucionais, com vetos pontuais a seus aspectos mais grotescos, não encerra a questão. É preciso derrotar esse ataque maior aos direitos trabalhistas e aos sindicatos através da luta de classe.

A CUT considera que não é uma mera coincidência que esse golpe contra os nossos direitos tenha sido dado em 11 de julho e que, no dia seguinte, o ex-presidente Lula tenha sido condenado pelo juiz de 1ª instância Sérgio Moro, sem qualquer prova material, a nove anos e meio de prisão.

Trata-se da continuidade do golpe dado a serviço dos interesses do capital que se iniciou com o “impeachment” sem crime de responsabilidade da presidenta Dilma, que hoje prossegue no ataque aos direitos e que pretende mais adiante acabar com a aposentadoria com o desmanche da Previdência pública.

Só a força da classe trabalhadora organizada, aliada aos movimentos populares e forças políticas que defendem os interesses do povo, é que poderá reverter essa série de ataques aos direitos sociais, à democracia e à soberania nacional. Por isso mesmo a CUT reafirma sua posição de Fora Temer, Diretas Já e Constituinte para restabelecer a democracia, anular os atos dos golpistas nocivos aos nossos direitos e à nação brasileira.

Desde já a CUT conclama as suas bases – CUTs estaduais, ramos e sindicatos – à mobilização total, pois, além da luta para revogar a contrarreforma trabalhista, temos diante de nós a luta para barrar a aprovação da PEC 287 (Previdência) cuja tramitação na Câmara dos Deputados está prevista para o início do segundo semestre. Esses ataques ao conjunto da nossa classe e aos setores populares colocam novamente na ordem do dia a preparação de uma greve geral.

A LUTA CONTINUA: NENHUM DIREITO A MENOS!

FORA TEMER!

DIRETAS JÁ!

DIREÇÃO EXECUTIVA DA CUT

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Portal da UGT

Nota da UGT sobre matéria do Estadão referente a posicionamento da OIT

13/07/2017

A reportagem do Estadão do dia 12 de julho informa, de forma distorcida e tendenciosa, que a Organização Internacional do Trabalho voltou atrás no posicionamento outrora dado, de que a reforma trabalhista aprovada no passado dia 11 representa uma série de violações a Convenções ratificadas pelo Brasil. Tal informação passa longe da verdade, e demonstra grande desconhecimento do papel da OIT e sua relação com a legislação trabalhista dos seus Estados Membros.

Em junho passado o Ministro Ronaldo Nogueira repetiu aquilo que nós, representantes dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, temos escutado da boca dos representantes empresariais há vários anos, que a OIT deve se ater ao seu papel técnico e não se meter em assuntos domésticos. Para além do absurdo que representa um discurso empresarial reativo como esse ser expresso por um Ministro de Estado, mostrando onde jaz o compromisso deste governo, há um grave engano na narrativa empresarial/governista.

A Organização Internacional do Trabalho de fato não possui mandato para opinar ou interferir em questões domésticas dos seus países membros, estando estas alheias ao seu escopo. Entretanto, no momento em que um Estado Membro assina e ratifica uma de suas convenções (como é o caso do Brasil e as Convenções 98, 144, 151, 154 e outras que poderiam ser incluídas aqui), a OIT e seus órgãos de controle passam a ser autorizados a emitir pareceres sobre violações às Convenções negociadas no âmbito das Conferências Internacionais do Trabalho, de forma tripartite. Vale lembrar que estas Convenções tem natureza vinculante e obrigam os Estados a observar o seu cumprimento. Logo, é mais do que natural que a OIT se manifeste, quando consultada, sobre possíveis violações que representem modificações nas legislações nacionais.

Valdir Vicente de Barros, Secretário de Políticas Públicas e Assuntos dos Migrantes da UGT

Lourenço Ferreira do Prado, Secretário de Relações Internacionais da UGT

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Portal da UGT

Bradesco anunciou que fará o primeiro PDVE, o anúncio vem após a aprovação reforma trabalhista pelo Senado

13/07/2017

Nesta quinta-feira (13/07), o Banco Bradesco anunciou internamente que fará o primeiro Programa de Desligamento Voluntário Especial ( PDVE) para seus funcionários. Na proposta, alguns incentivos para estimular a adesão como:

1 – Pagamento, em parcela única, equivalente a 0,60 da remuneração fixa de junho/2017, por ano trabalhado, limitado a 12 salários, os quais,  pela natureza  indenizatória, não sofreriam  incidência de Imposto de Renda e INSS;

2 – pagamento de valor equivalente a 06 meses de “vale alimentação” , base junho/2017 em parcela única no Cartão Alimentação;

3 – manutenção do Plano de Saúde e Odontológico por 18 meses a partir da data do desligamento;

4 – verbas rescisórias na modalidade de dispensa “sem justa causa”;

5 – pagamento da multa do FGTS e saque do saldo.

O Bradesco é o primeiro banco privado a propor esta modalidade de programa de demissão. O anúncio vem logo após a aprovação do PCL 38/2017 (reforma trabalhista), pelo Senado Federal  e, às vésperas do Governo Temer sancionar a referida legislação.

O Bradesco chegou a empregar mais de 150.000 trabalhadores no final dos anos 1980, mas hoje este número deve ter sido reduzido a menos de 100.000. E, atualmente, e os bancários,  que já foram mais de 1.100.000 (1989), hoje, com certeza,  atinge alto por  volta de  500.000. A introdução de novas tecnologias no setor financeiro – sem negociação com as entidades sindicais dos trabalhadores –  as privatizações, fusões e incorporações provocaram esta drástica redução do número de trabalhadores, lamentavelmente,  agora quando o País amarga uma cifra recorde superior  a 14.000.000 desempregados.

Não resta dúvida de que se trata de uma iniciativa patronal inoportuna, não deseja por ninguém  e injusta.

A CONTEC acompanha de perto a iniciativa do Bradesco e tenta agendar uma reunião de negociação com o banco para tratar do assunto.

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Instituto do Observatório Social, 13/07

Contac denuncia retrocessos de direitos trabalhistas em Brasília

Nos dias 10 e 11 de julho, a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac-CUT) participou em Brasília da 39ª Reunião do Comitê Executivo Latino-Americano  da Uita (União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação).

Durante o evento, o presidente do Instituto Observatório Social (IOS) e da Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac/CUT), Siderlei de Oliveira, denunciou,  junto com a secretária nacional de Formação da entidade, Geni Dalla Rosa de Oliveira,  os retrocessos do governo  de Michel Temer contra a classe trabalhadora e o povo brasileiro, e lembrou que atual presidente está em um cenário propício para as eleições diretas, já que não tem amplo apoio político.

“O Brasil hoje está sendo dirigido por uma quadrilha. Os trabalhadores estão resistindo, só que estão sendo massacrados pela polícia em seus. Não há uma ditadura militar, mas uma ditadura policial. A Justiça também não está do lado dos trabalhadores. Eles (golpistas) não estão fazendo uma reforma trabalhista, mas acabando literalmente com todos os direitos dos trabalhadores e sindicatos. Por isso, estamos denunciando internacionalmente o que está acontecendo. Isso é um projeto do capitalismo mundial e o que pode acontecer aqui, irá se repetir nos países da América Latina” ”, afirmou Oliveira.

Notícia editada dos site da Contac

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Instituto do Observatório Social, 13/07

Químicos se reúnem em congresso para debater resistência contra ataques a direitos

Publicado por Rede Brasil Atual

São Paulo – Trabalhadores da indústria química se reúnem em São Paulo até sexta-feira (14) no 8º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico (CNQ-CUT) para discutir formas de organização e resistência aos ataques promovidos pelo governo Temer aos direitos trabalhistas, civis e humanos.

“A fome não está voltando, a fome voltou. Nós temos que discutir isso com os companheiros e com as companheiras neste congresso”, afirmou a presidenta da CNQ-CUT, Lucineide Varjão.

O evento conta com a participação de 238 delegados de todo o país, e também marca os 25 anos de existência da CNQ-CUT. A categoria também deverá escolher a nova diretoria que comandará a entidade nos próximos quatro anos.

Para além da realidade nacional, Lucineide aponta que as transformações que afetam negativamente o Brasil fazem parte de uma conjuntura mais ampla, e destaca a necessidade de os trabalhadores também se articularem internacionalmente.

“A gente acabou de sair de uma mesa de análise de conjuntura, onde vimos que perpassa não só pelo Brasil essas transformações. Estão acontecendo no mundo inteiro, e o movimento sindical precisa se organizar. O capital já está organizado, então nós precisamos dar esse levante de enfrentamento”, afirmou a presidenta, em entrevista à repórter Michelle Gomes, para o Seu Jornal, da TVT.

“São vários os países em que a gente diz que os governos são meras marionetes dos grandes capitalistas, das grandes empresas transnacionais, que querem mudar a legislação dos países para baratear a mão de obra. É esse o papel que o governo ilegítimo e golpista está desempenhando em nome desses interesses”, destacou Valter Sanches, secretário-geral da IndustriALL (federação internacional que reúne trabalhadores da indústria), fazendo menção à proposta de reforma trabalhista do governo Temer aprovada pelo Senado na última terça-feira (11).

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Portal Mundo Sindical

“Vamos agir com o que sabemos fazer de melhor: a negociação”

A afirmação é do presi­dente eleito do Sindi­cato, Wagner Santana, o Wagnão sobre a aprovação da reforma Trabalhista que deve ser sancionada ainda hoje por Temer. As novas regras entra­rão em vigor após 120 dias da publicação no “Diário Oficial da União”, o que deve ser feito amanhã.

“Levamos mais de uma dé­cada para implementar as con­dições de negociação que temos hoje para os trabalhadores. Com a legislação alterada no nível como foi proposto, vamos ter que agir com o que sabemos fazer de melhor: a negociação. Para que o trabalhador não fique tão vulnerável quanto a reforma prevê”, defendeu.

Enquanto o texto da reforma era votado no Plenário do Se­nado, os Metalúrgicos do ABC aprovavam a pauta da Campanha Salarial 2017, em Assembleia na Sede, elaborada de forma preven­tiva para combater as agressões da reforma. Wagnão explica algumas cláusulas defendidas pela Federação Estadual dos Me­talúrgicos da CUT, a FEM-CUT.

ULTRATIVIDADE

“Essa cláusula visa assegurar que as convenções e acordos con­tinuem valendo até que outros sejam negociados”.

JORNADA DE TRABALHO

“Defendemos que qualquer ne­gociação como jornada de traba­lho, horas extras, banco de horas, intervalos, compensação de horas, remuneração e outros devem pas­sar por negociação coletiva, assim como é feito hoje. E não de forma individual como o texto prevê”.

CONTRATO DE TRABALHO

“A negociação coletiva também deverá ser priorizada para discutir qualquer tipo de contrato, como parcial, por prazo determinado ou temporário. E não vamos permitir que haja o contrato para trabalho intermitente”.

DISPENSAS COLETIVAS

“Na reforma Trabalhista, eles estão regulamentando a demissão em massa sem discussão com os sindicatos. Na nossa cláusula, es­pecificamos que qualquer processo de dispensa coletiva deverá ser condicionado à prévia busca de alternativas por meio também da negociação coletiva”.

COMISSÃO DE REPRESENTANTES

“Pela reforma, as empresas poderão ter representantes no local de trabalho, que não estejam vinculados aos sindicatos, que são os representantes legais dos traba­lhadores.

Com isso, o patrão pode criar uma comissão fajuta de represen­tação. Jamais iremos permitir isso, porque sabemos muito bem o que o trabalhador sofre com uma co­missão pelega.

Vamos assegurar a participação e coordenação do Sindicato no processo de eleição de represen­tantes”.

NORMA MAIS BENÉFICA

“É preciso garantir a aplicação do instrumento mais favorável: a convenção ou o acordo coletivo específico na empresa, já que te­mos acordos feitos na fábrica que melhoraram direitos e ampliaram as conquistas dos trabalhadores”.

FÉRIAS

“As férias individuais de cada ano deverão ser concedida priori­tariamente de uma única vez.

Se houver prova de coação ao trabalhador para aceitar as férias em três períodos, elas serão con­sideradas nulas”.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – 13/07/2017

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Portal do MST

A condenação de Lula como parte do Golpe contra nossos direitos

Conclamamos toda a militância a participar das manifestações contra a perseguição do Poder Judiciário e o avanço do Estado de Exceção.

13 de julho de 2017 – Da Página do MST

Com a condenação política do ex-presidente Lula pelo juiz de primeira instância da Justiça Federal em Curitiba por crimes forjados em delações vazias, o MST se solidariza com o companheiro que faz parte da história das conquistas da classe trabalhadora no Brasil.

O juiz conhecidamente formado pelo Departamento de Estado Norte-Americano, Sérgio Moro, demonstrou total parcialidade e comportamento de classe da justiça em sua sentença.

Para o MST, a condenação de Lula faz parte de um contexto político de aprofundamento do golpe. O MST conclama sua militância a participar massivamente “das manifestações organizadas pela Frente Brasil Popular contra a perseguição do Poder Judiciário e o avanço do Estado de Exceção.”

Leia a nota.

NOTA: A CONDENAÇÃO DE LULA COMO PARTE DO GOLPE CONTRA NOSSOS DIREITOS

O MST vem a público manifestar sua total indignação com a condenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num processo iminentemente político baseado somente em delações premiadas, nesta quarta-feira (12/7), por determinação do juiz Sérgio Moro de Curitiba, estado do Paraná.

Nos solidarizamos com o companheiro Lula e conclamamos toda a militância do Movimento a participar das manifestações organizadas pela Frente Brasil Popular contra a perseguição do Poder Judiciário classista e o avanço do Estado de Exceção.

A condenação de Lula é parte integrante e indissociável do Golpe em curso no Brasil, que no dia de ontem (11/07) teve mais um capítulo deplorável: a aprovação da Reforma Trabalhista pelo Senado que rebaixa a condição dos trabalhadores e trabalhadoras à praticas que nos remetem ao século XIX, e em alguns casos, remontam regras do período da escravidão. Além disso, foi sancionada ontem (11/07) a lei da grilagem e da desregulação fundiária, entregando nosso território ao capital.

Devemos denunciar: condenar Lula é golpe!

Seguimos na luta! Fora Temer! Fora Maia! Nenhum direito a menos! Diretas Já! Condenar Lula é Golpe!!

DIREÇÃO NACIONAL DO MST

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