12/09/2017 – Metalúrgicos se mobilizam em todo o País para o Dia Nacional de Lutas

Trabalho e Sindicalismo

 

Portal da CUT

Em greve, professores gaúchos realizam ato contra parcelamento de salários e PL 148 na Praça da Matriz nesta terça

CPERS exige abertura de negociação e suspensão dos projetos que atacam os servidores na Assembleia Legislativa do RS.

Escrito por: CPERS Sindicato • Publicado em: 11/09/2017

O Comando de Greve do CPERS convoca todos e todas para o ato a ser realizado nesta terça-feira (12), às 10h, na Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre. Durante a manifestação, a categoria irá exigir uma auto agenda com o governo Sartori para abrir a mesa de negociação, além de protestar para impedir que os projetos que atacam os servidores sejam votados na Assembleia Legislativa.

O PL 148/2017, o qual prevê a cedência de um servidor por categoria para sindicatos, tem somente um único objetivo: acabar com os sindicatos. O projeto tramita em regime de urgência e passa a trancar a pauta de votação no plenário.

“Não permitiremos! Todas e todos na Praça da Matriz nesta terça-feira!”, convoca o CPERS.

GRITO DOS EXCLUÍDOS

O Comando de Greve parabeniza todos os educadores que nesta quinta-feira (7) saíram às ruas, durante o 23º Grito dos Excluídos, para denunciar para a sociedade gaúcha o que governador José Ivo Sartori (PMDB) está fazendo com o Estado e o serviço público. Estamos mostrando para ele a força da nossa paralisação  em cada ato, em cada mobilização pelo Estado.

Além disso, o Comando de Greve agradece todos os estudantes que estão ganhando as ruas com cartazes e paródias, mostrando total apoio e carinho à luta dos educadores.

AGENDA DE MOBILIZAÇÕES ESTADUAL

Dia 11 (segunda-feira): intensificação das visitas nas escolas e imprensa pelo Comando de Greve Regional, fazendo o chamamento para as mobilizações da greve.

Dia 12 (terça-feira): ato na Praça da Matriz (orientações para participação da comunidade escolar, sendo que 20% das vagas nos ônibus podem ser utilizadas para estudantes e pais, sendo que orientações sobre deslocamento e locação de transporte já foi encaminhado aos núcleos). Acampamento: instalação na Praça da Matriz de uma barraca por núcleo, onde a proposta é de permanência no local, com objetivo da vigília permanente e um calendário com conjunto de ações criativas e fortes, se necessário.

Dia 13 (quarta-feira), partindo do acampamento para panfletagem no Largo Glênio Peres e ato em frente ao TJ/RS pressionando pelo cumprimento da liminar, que deveria garantir o pagamento do salário e implementação do piso. No interior, aulas de cidadania e panfletagem nas praças de maior circulação.

Dia 14 (quinta-feira), via acampamento, dia de lutas com ato unificado em Porto Alegre, com chamamento de todas as centrais.

Dia 15 (sexta-feira): atos concomitantes em frente a todas as CREs do Estado, com início às duas horas e dez minutos (simbologia das 21º parcelamento: duas horas e dez minutos de atividades concomitantes e articulados de pressão em todo o Estado).

Dia 18 (segunda-feira): saída da Caravana da Educação; serão quatro roteiros no Estado, com saída dos ônibus rumo à visitação em todas as escolas do Estado, com o mote de chamamento para a luta e fortalecimento da resistência que o momento exige, contra o desmonte da escola pública do Sartori e pela gestão democrática nas escolas.

INFORMAÇÕES SOBRE O DIREITO A GREVE DO SERVIDOR PÚBLICO

A Constituição Federal prevê, em seu art. 9º, a possibilidade de realização de movimento grevista aos trabalhadores em geral, conforme consta em seu art. 9º:

“Art. 9º – É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.”

Em decorrência de tal previsão legal, foi promulgada a Lei Federal nº 7.783/89, que dispõe sobre o exercício do direito de greve, estabelecendo os requisitos e os parâmetros a serem seguidos pelos trabalhadores grevistas.

EM RELAÇÃO AOS SERVIDORES PÚBLICOS, ASSIM CONSTA NA NOSSA CONSTITUIÇÃO:

“Art. 37 – A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

(…)

VII – o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;”

Tendo em vista que não foi editada a lei específica mencionada, o Supremo Tribunal Federal já consolidou posicionamento no sentido de aplicação da mesma Lei nº 7.783/89 para os servidores públicos, restando plenamente reconhecido pelos julgadores a legalidade de movimentos grevistas ocorridos no serviço público.

E justamente em decorrência de tal entendimento, o Superior Tribunal de Justiça já se manifestou inúmeras vezes no sentido de ser ilegal o corte de ponto de servidores públicos grevistas quando o movimento se dá pelo não pagamentos de seus salários.

Cumpre destacar que a Assessoria Jurídica do CPERS/Sindicato já obteve anteriormente decisão neste mesmo sentido proferida no Tribunal de Justiça do Estado.

ATENÇÃO NÚCLEOS

O CPERS solicita que enviem suas programações e atividades diárias da greve (informações, fotos, e vídeos) para o e-mail imprensacpers2017@gmail.com para divulgar no Boletim de Greve.

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Portal da CUT

CUT Rio repudia tentativa de venda de universidades do RJ

A UERJ congrega 3 mil docentes, 4.519 funcionários técnicos e 32 mil estudantes

Escrito por: CUT Rio • Publicado em: 11/09/2017

INDIGNAÇÃO !!!

Esse é o sentimento de todos os dirigentes e militantes ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) do estado e dos sindicatos e Federações CUTistas do Ramo da Educação  Rio de Janeiro diante da sinalização do Governo Federal, sob a batuta do ministro banqueiro Henrique Meirelles, que que o executivo estadual tome medidas drásticas de desmonte da educação pública superior, dos serviços de saúde e segurança, como moeda de troca para a liberação de recursos federais que amenize a grave crise financeira provocada por administrações corruptas do PMDBismo local.

Há muito que a UERJ vem sendo destruída pelo governo do estado, posta em uma situação de penúria e falta de perspectivas, abandonada pelos governadores Cabral e Pezão. A depredação do patrimônio pelo governo é uma artimanha conhecida para forçar processos privatistas. Ou seja, nada cai do céu. É certeza que esse discurso tenebroso de privatização e demissão de funcionários foi combinado .

Além da entrega do patrimônio hídrico carioca e fluminense com a privatização CEDAE,  o Ministério da Fazenda em  Parecer sugere medidas abusrdas e criminosas para a contenção de gastos.

Cita a intenção de fechar a UERJ, a UENF e a UEZO e vai mais longe ao indicar a demissão de servidores ativos, a extinção de benefícios previstos para servidores estaduais, a  criação de alíquota extra para a Previdência (além da elevação de 11% para  14% já aprovada na ALERJ), a aprovação da contribuição previdenciária para inativos e a reforma do Regime Jurídico Único dos Servidores.

No entanto, nossa Constituição é muito clara: o estado tem que oferecer um ensino público e gratuito!

A UERJ congrega 3 mil docentes altamente qualificados, 4.519 funcionários técnico-administrativos especializados e 32 mil estudantes. Esses números representam toda uma produção intelectual fundamental para manter nosso estado na corrida tecnológica e cultural em nosso país e no exterior. Além de todos estes fatores, estamos falando a 5ª melhor universidade brasileira!

Já imaginaram se a UERJ, a UEZO e a UENF forem privatizadas, como indicou ontem o ministro banqueiro, Henrique Meireles? Por acaso alguém acredita que os “nossos” empresários substituirão o estado na manutenção dessas universidades? A UERJ é uma universidade de excelência, melhor do que todas as já administradas por estes “nossos” empresários. Tirem as mãos dela!

Dessa forma, entregar à “mão do mercado” nossas universidades públicas estaduais significa, em curto prazo, acabar com a maioria esmagadora dos cursos e abdicar, em todos os sentidos, de enorme produção intelectual. Cursos essenciais para o desenvolvimento nacional, muitas vezes, tem retornos financeiros a longuíssimo prazo. Esses que não interessam ao lucro rápido, certamente serão os primeiros a sumir. Perde o Brasil, que não terá profissionais em áreas estratégicas a soberania intelectual.

Da mesma forma que entregar a Educação básica, a Segurança e a Saúde aos setores privados significa fazer do estado do Rio um lugar quase impossível de se morar; significa sucatear os serviços, demitir os servidores; enfim, significa rasgar de vez a Constituição brasileira.

A UERJ, um dos maiores centros de pensamento e pesquisa da América Latina, não pode receber esse tratamento. É pioneira em inclusão social e racial. Um exemplo em intercâmbio cultural e acadêmico. Referência na interiorização do ensino superior de excelência com seus campus avançados por todo o estado fluminense.

A CUT RJ e suas entidades filiadas repudiam com veemência tais medidas. Pezão em conluio com o governo federal  tem aplicado o manual de privatização dos serviços públicos: (1) Reduz drasticamente os investimentos primários até que os serviços se deteriorem e baixem em  qualidade; (2) Fazer com que a população acredite na ineficiência do serviço público; e (3) Promover a privatização dos serviços para, de preferência, uma empresa ‘amiga’ que se comprometa com o financiamento de campanhas eleitorais futuras.

Nesse sentido, conclamamos toda a população a ganharem as ruas contra as intenções e ações de desmonte do serviço público no estado do Rio de Janeiro.

Nós não aceitamos pagar o pato!!!

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Portal da CTB

Precarização e atraso nos salários motivaram mais de 2 mil greves em 2016

11 SETEMBRO 2017

A precarização no ambiente de trabalho e o atraso no pagamento dos salários foram o fio condutor para a organização de 2.093 greves em 2016. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foram publicados em agosto deste ano. (Acesse o estudo na íntegra:

https://www.dieese.org.br/balancodasgreves/2016/estPesq84balancogreves2016.html)

O estudo também apontou que 81% das paralisações foram para manter direitos. “São greves cujo objetivo é apenas manter direitos, e não obter novas conquistas. E em 56% das greves, o atraso no pagamento de salários motivou movimento. Reivindicações propositivas estiveram presentes em 34% das paralisações”.

 

Reivindicações

A exigência de pagamento dos salários em atraso foi a principal reivindicação das greves em 2016 e reajuste salarial, a segunda (Tabela 7).

 

 

O Dieese também verificou que os trabalhadores da esfera pública paralisaram suas atividades em mais ocasiões (1.100 registros) que os trabalhadores da esfera privada (986 registros). Também em relação à quantidade de horas paradas, que equivale à soma da duração de horas de cada greve, as mobilizações dos trabalhadores da esfera pública superaram – e de modo ainda mais acentuado – aquelas da esfera privada: em termos proporcionais, 74% das horas paradas nas greves de 2016 corresponderam a paralisações da esfera pública.

Greves no funcionalismo público

Em 2016, o DIEESE registrou 979 greves nos três níveis administrativos do funcionalismo público (Tabela 10), que contabilizaram mais de 96 mil horas paradas. Os servidores municipais, que deflagraram cerca de dois terços dessas paralisações, registraram 60% das horas paradas.

 

 

Greves na esfera privada

Em 2016, o DIEESE registrou 986 greves realizadas pelos trabalhadores da esfera privada (Tabela 36), que contabilizaram mais de 36 mil horas paradas. As greves deflagradas no setor de serviços destacaram-se tanto em número de ocorrências (702), como em horas não trabalhadas (quase 26 mil horas), representando mais de 70% do total de registros desses indicadores.

A maior parte desses movimentos colocava-se contra o descumprimento de direitos. É importante ressaltar que parte expressiva dos trabalhadores em serviços atuam como terceirizados. Das paralisações realizadas no setor, algumas devem ser mencionadas, como as ocorridas em transportes coletivos por ocasião das campanhas salariais dos rodoviários, movimentos que vêm se intensificando desde os protestos de 2013, quando o tema do transporte urbano adquiriu grande importância no debate público.

Os trabalhadores bancários, para além da greve de categoria realizada na data-base, deflagraram um grande número de greves em agências, principalmente contra a realização de demissões. Ainda deve ser citada as greves promovidas em todo o país pelos vigilantes que, além dos reajustes da data-base, exigiam o pagamento do adicional de periculosidade estabelecido em lei federal.

 

 

140 mil horas paradas

Categorias historicamente mais organizadas, como metalúrgicos e bancários, também paralisaram as atividades em 2016. Na metalurgia, foram 181 movimentos, o maior número na indústria. A paralisação de grandes obras levou à deflagração de 55 greves na construção civil. Nos serviços, foram 702 paralisações, a maioria do âmbito privado, que registrou 986 greves.

O setor de serviços também respondeu pelo maior número de horas paradas nas empresas privadas. Foram 36 mil horas. Porém o funcionalismo público concentrou o maior número de horas paradas. Das 140.3214 horas, o setor público respondeu por 74% desse tempo de suspensão de trabalho. As paralisações foram rápidas: 81,8% acabaram com até dez dias. As que duraram apenas um dia responderam por 46,8% dos movimentos.

Portal CTB – Com informações do Dieese

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Agência Brasil, 11/09

Governo retoma discussão e Previdência deve ser votada em outubro, diz ministro

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (11), em sua conta no Twitter, que as discussões sobre a reforma da Previdência foram retomadas, e a expectativa é que a proposta seja votada no Congresso Nacional em outubro.

“A nova lei de recuperação judicial é o próximo item da agenda da produtividade e deve ser debatido no Congresso já nas próximas semanas.”

Meirelles afirmou que, após a aprovação da reforma da Previdência, o governo “vai trabalhar na reforma tributária, com objetivo de simplificar o sistema”.

No último dia 9, o presidente Michel Temer reuniu-se com alguns ministros para debater a agenda econômica a ser implementada nos próximos meses. De acordo com o ministro da Fazenda, que foi um dos participantes da reunião, o governo decidiu retomar agora, “com toda ênfase”, a discussão em torno da proposta de reforma da Previdência Social para votação no Congresso Nacional.

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Diap

TST aponta novo tipo de assédio: o dano existencial

Um novo tipo de assédio já está sendo julgado no Tribunal Superior do Trabalho. Além do dano moral e dos assédios moral e sexual, o TST aponta o dano existencial no Direito do Trabalho, buscando preservar a existência social, o objetivo e o projeto de vida do trabalhador. Várias causas já estão sendo julgadas neste sentido pelos tribunais do Trabalho, em todo o Brasil, e no próprio TST. No Jornal Cruzeiro

O dano existencial no Direito do Trabalho, também chamado de dano à existência do trabalhador, decorre da conduta patronal que impossibilita o empregado de se relacionar e de conviver em sociedade, por meio de atividades recreativas, afetivas, espirituais, culturais, esportivas, sociais e de descanso, que lhe trarão bem-estar físico e psíquico e, por consequência, felicidade. Igualmente refere-se ao procedimento que impede o colaborador de executar e prosseguir seus projetos de vida, que serão, por sua vez, responsáveis pelo seu crescimento ou realização profissional, social e pessoal.

A professora de Direto do Trabalho da faculdade Esamc Sorocaba, Janete Aparecida Almenara, aponta um exemplo clássico de dano existencial. “Um indivíduo que fica muitos anos preso injustamente é um exemplo clássico. Se apurado o erro, a existência do indivíduo e seus projetos de vida são alterados, modificando sua expectativa de vida, por conta do ato ilícito cometido por um erro processual ou, mesmo, por alguma falha na aplicação da Justiça, ferindo a personalidade e a dignidade humana, que são os bens maiores de qualquer cidadão, resguardados pela Constituição Federal”, afirma.

NAS RELAÇÕES DE TRABALHO

No âmbito trabalhista, o dano existencial ocorre quando há excessos, exploração, entre outros. Comumente no abuso de execução de muitas horas extras, quando o trabalhador deixa, por muitos anos, de cuidar da sua própria existência, não tendo tempo para a realização de seus projetos de vida; a existência de várias férias sem gozo e aquele que trabalha por longos anos, sem registro, não tendo um suporte de sustentação e segurança para melhorar suas condições de vida. “O dano existencial é algo muito sério e deve ser muito bem comprovado pelo trabalhador. Ele precisa provar que, realmente, o ato trouxe um prejuízo à sua dignidade humana e personalidade, alterando, de fato e de forma substancial, a sua história de vida. Não é qualquer conduta isolada, de curta duração, que pode ser considerada como um dano existencial. Para isto, a conduta deve-se perdurar no tempo, sendo capaz de alterar seu objetivo de vida”, pontua a professora.

À parte do dano existencial, mas que também atinge a dignidade humana, resguardada pela Constituição Federal, existem os danos causados pelo assédio moral, tal como o terrorismo psicológico, que se caracteriza na prática como aquele em que o empregado é humilhado, perseguido, muitas vezes, isolado do grupo, exposto a situações vexatórias em reuniões, inclusive, na divisão de tarefas, em que, por exemplo, o empregador distribui tarefas mais fáceis, alegando que o indivíduo seja incapaz de exercer as outras. Nestes casos, o trabalhador tem a sua autoestima colocada em dúvida, de forma constante, ocasionando, muitas vezes, doenças psicológicas. A vítima, ao longo dos anos, perde o interesse e os seus planos de vida profissional, ocorrendo também o dano existencial.

PROVAS ROBUSTAS

Assim como nos demais casos, o dano existencial prescinde de provas robustas — devendo haver a comprovação da “culpa”, do nexo e do dano — as quais se materializam na forma de prova: documental, que poderá ser por meio de e-mails, atas de reuniões, cobranças de resultados e testemunhal.

Ainda de acordo com a professora Janete, o dano existencial surge pela própria evolução do dano moral. “Paralelamente ao dano moral, o TST constatou que, nestas situações específicas, as pessoas perdiam sua expectativa de vida, comprometendo toda a sua existência, por força de outras coisas maiores a ele impostas. O reconhecimento do dano existencial surge como uma forma de oferecer mais dignidade e melhor qualidade de vida ao trabalhador, permitindo ao indivíduo cuidar de si e se realizar como ser humano, contribuindo para a sociedade em um contexto geral.”

Como medida preventiva, orienta a especialista, as empresas devem adotar um tratamento mais humanizado com os seus colaboradores, possibilitando o convívio social e familiar e incentivando o seu crescimento como “pessoa”, possibilitando a realização de cursos e reciclagens. A iniciativa dos tribunais surge para que o trabalhador tenha sua dignidade resgatada junto à família e como ser humano. As empresas que causarem danos à existência do trabalhador podem ser punidas, com indenização a ser arbitrada pelo poder judiciário, sempre considerando cada caso.

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Portal da UGT

Investimento público despenca para o menor patamar em 10 anos e afeta PIB

11/09/2017

Os investimentos públicos estão no menor patamar dos últimos dez anos, o que pune principalmente o setor da construção civil e contribui para puxar o PIB (Produto Interno Bruto) para baixo.

Em meio ao forte esforço para reduzir despesas e cumprir a meta fiscal, os investimentos do governo federal nos primeiros sete meses do ano somaram R$ 16,3 bilhões, quase R$ 10 bilhões a menos do que o mesmo período de 2016 e o menor valor desde 2008, quando começa a série disponibilizada à Folha pelo Tesouro Nacional, com dados corrigidos pela inflação.

Nesse grupo estão incluídas obras públicas e compra de novas instalações para órgãos do governo, além de material de uso permanente, como computadores.

Os investimentos são os candidatos naturais a corte em tempos de ajuste, uma vez que mais de 90% das despesas públicas obedecem a regras de desembolso e não podem ser reduzidas sem mudar a legislação. Por outro lado, são um importante fator de estímulo à economia.

Manoel Pires, economista da FGV e ex-secretário de Política Econômica do governo Dilma Rousseff, afirma que cortar investimentos tem forte impacto na atividade, superior à redução de despesas com funcionalismo ou com subsídios, por exemplo.

“Quando se aumentam os subsídios, o efeito sobre a atividade é marginal. No caso de despesas com pessoal, é de 0,6 a 0,7 [ponto percentual] no PIB. Para investimentos, isso sobe para 1,4 a 1,6 [ponto percentual]“, afirma.

Em outras palavras, a cada R$ 1 gasto pelo governo com investimentos, o PIB aumenta R$ 1,60. Se há corte, o impacto é oposto.

Para Fabio Klein, da consultoria Tendências, sem a reforma da Previdência ou a redução de subsídios —este último também só pode ser mudado por decisão do Congresso Nacional—, não é possível fazer outro tipo de ajuste.

“[O corte dos] investimentos são quase a única solução para cumprir a meta. A economia está sendo feita evitando um gasto bom”, disse.

Apesar dos efeito adverso na atividade, Klein afirma que o ajuste é indispensável para a recuperação da economia, uma vez que indica que a evolução das despesas no futuro é sustentável e compatível com as receitas públicas.

CONSTRUÇÃO

Observando os investimentos no detalhe, é possível verificar que são as obras os principais alvos de corte.

Levantamento do Tesouro mostra que os gastos com investimentos caíram 13% desde o fim de 2013, ano anterior ao do início da recessão. Mas as despesas com obras, conservação de estradas e Minha Casa, Minha Vida despencaram 40% no período.

Em julho (somando as despesas dos últimos 12 meses), esses gastos somaram R$ 19 bilhões, ante os R$ 32 bilhões despendidos em 2013.

Segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), as contratações do Minha Casa, Minha Vida caíram a menos da metade de 2013 a 2016. Em 2013, foram 940 mil unidades, ante 385 mil no fim de 2016.

Além disso, o governo encolheu as despesas com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

“O governo disse que iria retomar 1.600 obras que estavam paradas, dentro de um universo ainda maior [de investimentos atrasados]. Mas, do jeito que cortaram despesas, não devem chegar nem a essa marca”, disse José Carlos Martins, da CBIC.

Com dificuldades de caixa, o governo já sinalizou que o PAC poderá ser reduzido ainda mais em 2018, caso não consiga cortar despesas obrigatórias com as reformas.

Fonte: Folha de SP

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Portal da CUT

Presidente da CUT convoca militância para lutar nos dias 13 e 14

Depoimento de Lula e Mobilização por Anulação da Reforma Trabalhista marcam semana

Escrito por: Luiz Carvalho • Publicado em: 11/09/2017

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, convoca toda a militância e brasileiros e brasileiras em defesa da democracia e do trabalho decente para uma semana de lutas em todo o país.

A começar pela próxima quarta-feira (13), data em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva presta depoimento à justiça federal, em Curitiba. Em vídeo, Vagner aponta que está em curso uma tentativa de inviabilizar a candidatura de Lula porque o presidente representa a vontade popular de um Brasil melhor e o ponto final da série de retrocessos impostos pelo ilegítimo Michel Temer e sua base conservadora.

A Frente Brasil Popular realizará, a partir das 15h, na Praça Generoso Marques, centro de Curitiba, a segunda “Jornada de Lutas pela Democracia”, em apoio a Lula. O ato de solidariedade começa enquanto o ex-presidente estiver depondo, com atividades culturais, como a apresentação do músico Pereira da Viola, de Minas Gerais, e de artistas curitibanos dos grupos Samba da Resistência e delGhetto, além de Elian Woidello.

Às 16h30, está programada uma aula pública sobre os métodos utilizados pela Operação Lava Jato. A atividade terá a presença do ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão. O jurista é crítico à forma como a Operação tem sido conduzida, marcada, entre outras questões, por exposição midiática, prisões preventivas e ataques ao amplo direito de defesa.

Na sequência, será lançado o livro “Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula”, publicado pelo Projeto Editorial Práxis, com apoio do Instituto Joaquín Herrera Flores e Instituto Declatra. A obra, organizada por juristas, traz argumentos técnicos relativos à primeira sentença de Sergio Moro contra o ex-presidente. Por volta das 18h, começa o ato político que deve contar com a presença de Lula.

DERRUBAR AS REFORMAS

O dirigente lembra também que no dia seguinte, 14 de setembro, a CUT, confederações, federações e sindicatos promoverão um Dia Nacional de Lutas para Anulação da Reforma Trabalhista.

A Central colocou nas ruas no dia 7 de setembro uma campanha de coleta de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que revoga a nova legislação Trabalhista. A medida aprovada pelo Congresso entra em vigor no próximo dia 11 de novembro.

A meta da CUT é que mais de 1,3 milhão de brasileiros assinem o documento que será entregue à Câmara dos Deputados. O passo seguinte é pressionar os deputados a votarem o texto que revoga a proposta do ilegítimo Michel Temer que acabou com diversos direitos trabalhistas (leia quadro abaixo).

“Essa proposta aprovada por esse governo e esse Congresso corrupto acaba com sua carteira assinada, todos seus direitos e transforma seu emprego em bico”, aponta Vagner Freitas.

Nesse dia de luta, as organizações filiadas à Central também levarão às ruas o alerta de que colocar a Reforma da Previdência para votar resultará em uma grande greve.

“Um slogan que quero que você, trabalhador, trabalhadora tenha como uma mantra: se botar para votar, o Brasil vai parar. Se botar para votar, vamos fazer uma grande greve e tem de ser com sua participação”, afirma.

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Portal Agência Sindical

Metalúrgicos se mobilizam em todo o País para o Dia Nacional de Lutas

11/9/2017

Sindicatos da categoria em todo o Brasil reforçam a mobilização nas bases para o Dia Nacional de Lutas, Protestos e Greves contra a redução de direitos, que ocorrerá na próxima quinta (14). A mobilização contra a reforma trabalhista está sendo convocada pelo movimento ‘Brasil Metalúrgico’ integrado por Sindicatos, Federações e Confederações metalúrgicas de todo o Brasil filiadas à Força Sindical, CUT, CTB, Intersindical, CSP/Conlutas, UGT e CSB.

Na capital paulista, o Sindicato da categoria percorre as fábricas diariamente, distribuindo o jornal BRASIL METALÚRGICO – fruto da unidade entre entidades da categoria, que convoca os trabalhadores para o 14 de setembro.

“Vamos aproveitar a data para reforçar o movimento por um Brasil melhor, instalando o Fórum Regional. Teremos muita gente participando. A divulgação será muito mais forte e nós poderemos avançar nessa ideia. Nós temos que nos unir. Temos que unir todas as categorias”, destaca o presidente da entidade, Miguel Torres.

Os Metalúrgicos do ABC realizaram terça (5) assembleias de mobilização na Volks e na Fibam, em São Bernardo do Campo; na Papaiz, em Diadema, e panfletagem do jornal unitário na Dura Automotive, em Rio Grande da Serra.

“Os ataques no Brasil estão por todos os lados. Estão desmontando a política industrial e querem jogar o País pra trás, para um tempo em que éramos apenas agricultores e fornecedores de matéria-prima. Temos que estar mobilizados e explicar para a sociedade o que está em jogo com as reformas”, alerta o presidente do Sindicato, Wagner Santana (Wagnão).

Goiás – Em Catalão (GO), a categoria inicia a mobilização às 6 da manhã. “Logo cedo estaremos no setor industrial do município. Vamos parar as fábricas e conversar com os trabalhadores. Eles precisam saber o que vai acontecer quando essa reforma entrar em vigor. Vamos mostrar aos companheiros quanto eles vão perder”, afirma Carlos Albino, presidente do Sindicato local.

O dirigente informou à Agência Sindical que a mobilização seguirá durante todo o dia. “À tarde, os metalúrgicos se juntam a outras categorias. Essa frente sindical estará no comércio colhendo assinaturas para o Movimento Resistência – Por um Brasil Melhor, lançado pelo Fórum Sindical dos Trabalhadores. Temos que juntar forças para derrubar essa lei”, ressalta.

Guarulhos – A programação prevê a realização de cinco atos. As assembleias ocorrerão na Continental (Itapegica), ABB (Jardim São Roque), Tower (Arujá), New Power (Cumbica) e Permetal (Vila Nova Cumbica). Todas nas primeiras horas da manhã.

O presidente do Sindicato, José Pereira dos Santos, diz: “A mobilização também vai fortalecer nossa campanha salarial. Vamos resistir à perda de direitos conquistados ao longo dos anos, além de defender a renovação dos avanços obtidos em nossa Convenção Coletiva”, afirma.

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