06/09/2017 – No Rio Grande do Sul, professores entram em greve por tempo indeterminado

Trabalho e Sindicalismo

 

Monitor Mercantil, 05/09

Recessão faz sobrar energia

Conjuntura / 05 Setembro 2017

Brasil tem superávit pela primeira vez desde a Segunda Guerra

Pela primeira vez em quase 80 anos, em 2017 o Brasil deverá ter superávit de energia, segundo o Boletim Mensal de Energia, documento elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME).

Resultado similar só foi alcançado em 1940, ano inicial de disponibilidade de estatísticas globais de energia, em plena Segunda Guerra.

Segundo o boletim, a estimativa de Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) deste ano é de 631,7 terawatts-hora (TWh), o que corresponde uma elevação de 1,9% na comparação com 2016. O superávit é resultado das altas taxas de crescimento na produção de petróleo e de gás natural, associadas a uma baixa demanda de energia, causada pela recessão. A produção de petróleo acumula alta de 10,9% até junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, segundo o boletim, o aumento foi de 5%. Já a produção de gás natural cresceu 8,9% no ano e 7,4% até junho.

Conforme as previsões para este ano, a demanda total de energia deve crescer aproximadamente 1,5%, sendo que a demanda de energia elétrica aumentará cerca de 2%. “As fontes renováveis na matriz energética ficam acima de 42%, e as renováveis na matriz de oferta elétrica acima de 80%. A energia eólica sobe mais de um ponto percentual na matriz elétrica”, diz trecho do boletim. Em junho, a produção de biodiesel cresceu 22,5%, com expansão de 3,1% no ano.

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Diap

Projeto da negociação coletiva no serviço público recebe parecer favorável na CCJ

O projeto, PL 3.831/15 (PLS 397/15), não recebeu emendas no prazo regimental. A matéria está sob exame da Comissão de Constituição e Justiça. De autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) determina normas gerais para a negociação coletiva na Administração Pública direta, nas autarquias e nas fundações públicas dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Na CCJ, o projeto está sob a relatoria do deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), que ofereceu parecer favorável à matéria. Assim, se for aprovado e não houver recurso contra a decisão do colegiado, a matéria poderá ir à sanção presidencial.

Com o parecer eleborado e disponível, a matéria poderá ser pautada na comissão e ir a voto.

Engenheiro agrônomo. Gomes, é filho do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB), que administrou a cidade situada no nordeste do estado por dois mandatos consecutivos.

CONTEÚDO DO PROJETO

Em síntese, o projeto determina que a União, os estados e municípios estarão obrigados a prover todos os meios necessários para a plena efetivação do processo de negociação coletiva, tornando-a um mecanismo permanente de prevenção e solução de conflitos.

Prevê ainda que as negociações poderão ser feitas por meio de mesas, conselhos, comissão ou grupo de trabalho, em que representantes sindicais dos servidores e do ente estatal terão participação paritária.

Também estabelece que os servidores e empregados públicos poderão, por meio da negociação coletiva mediada por sindicatos, tratar com representantes do Estado questões relativas a planos de carreira, padrões remuneratórios, condições de trabalho, aposentadoria, planos de saúde e política de recursos humanos, entre outras.

A proposição foi aprovada no início de julho na Comissão de Trabalho, com parecer favorável da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

*Matéria elaborada em 17 de agosto e modificada nesta segunda-feira (4) para atualização de informações

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Diap

Fórum Sindical dos Trabalhadores lança movimento antirreformas

Composto por 21 confederações trabalhistas, o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) lança, nesta terça-feira (5), às 10h, a campanha Movimento Resistência Por Um Brasil Melhor, no auditório do Hotel Nacional, em Brasília (DF). Representantes de mais de 80 milhões de trabalhadores farão ações conjuntas nos estados contra a implementação da “reforma trabalhista” (Lei 13.467/17) e a aprovação da “reforma da Previdência” (PEC 287/16). No portal do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes

A programação vai até 8 de novembro e contará com atos públicos e entrega de projeto de lei de iniciativa popular na Câmara dos Deputados. Sindicalistas não descartam a possibilidade de greve geral.

De acordo com o coordenador-nacional do FST, Artur Bueno de Camargo, o objetivo da ação é denunciar aos trabalhadores, aposentados, pensionistas e à sociedade em geral os efeitos prejudiciais do que chama de “desmonte da legislação trabalhista”, conscientizando a população sobre os retrocessos defendidos pelo presidente Michel Temer (PMDB). Para isto, cinco comitês são encarregados de mobilizar os trabalhadores em suas bases, com o apoio de federações e sindicatos. O FST também promete ocupar espaços nos principais meios de comunicação, nas tribunas livres das Câmaras de Vereadores e nas Assembleias Legislativas.

“Nossa intenção é resistir à aplicação destas maldades que constam na já aprovada ‘reforma’ trabalhista, mobilizando a classe trabalhadora para que faça constar nos acordos e convenções coletivas que a aplicação de qualquer item da reforma trabalhista terá de ser negociada com as representações dos trabalhadores. Havendo persistência por parte dos empregadores, cada entidade deverá ajuizar ação de inconstitucionalidade da lei”, explica Bueno.

Ao percorrer o Brasil, o grupo também irá recolher assinaturas para tentar aprovar um projeto de lei de iniciativa popular que revoga as “reformas”, com a entrega prevista para o mês de novembro, na Câmara dos Deputados.

“A ideia é encerrarmos nossa campanha com a entrega deste projeto de lei durante o Grande Encontro Nacional da Resistência da Classe Trabalhadora, na Esplanada dos Ministérios”, comenta a liderança sindical, que destaca a extensão do convite da campanha às demais entidades representativas da sociedade, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ministério Público do Trabalho (MPT), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social (Anfip), entre outras. O movimento contará, ainda, com a participação do Dieese e do DIAP.

Confederações participantes:

1) CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria

2) CNTTT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres

3) CNPL – Confederação Nacional das Profissões Liberais

4) Conttmaf – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aquaviário e Aéreo, na Pesca e nos Portos

5) Contec – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito

6) Contcop – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade

7) CNTEEC – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura

8) Contag – Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares

9) Contratuh – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade

10) CNTM – Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

11) CNTA – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins

12) CNTS – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde

13) Cobap – Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas

14) CSPB – Confederação dos Servidores Públicos do Brasil

15) Contricom – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário

16) Cobrapol – Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis

17) CNTV – Confederação Nacional de Vigilantes e Prestadores de Serviços

18) Conatec – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Edifícios e Condomínios

19) Conatig – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos

20) CNTQ – Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos

21) CSPM – Confederação dos Servidores Públicos Municipais

Serviço:

Lançamento do Movimento Resistência Por Um Brasil Melhor

Data: terça-feira (5)

Hora: 10h

Local: Sala VIP do Hotel Nacional

Endereço: SHS, Q. 1, Bloco A – Brasília (DF)

Informações: (61) 3242-8847 / (61) 9 9154-4077

fstsindical@fstsindical.com.br / www.fstsindical.com.br

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Portal da CUT

CUT coloca na rua campanha pela anulação da Reforma Trabalhista nesta quinta (7)

Em todo país, Central irá colher assinaturas contra roubo dos direitos dos trabalhadores no Grito dos Excluídos

Escrito por: Luiz Carvalho • Publicado em: 05/09/2017

A CUT inicia nesta quinta-feira (7) em todo o país, durante o Grito dos Excluídos (veja ao final a lista de estados que já confirmaram manifestações), a coleta de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que revogue a nova legislação Trabalhista que entra em vigor no próximo dia 11 de novembro.

A meta da CUT é que mais de 1,3 milhão de brasileiros assinem o documento que será entregue à Câmara dos Deputados. O passo seguinte é pressionar os deputados a votarem o texto que revoga a proposta do ilegítimo Michel Temer (PMDB) que acabou com diversos direitos trabalhistas (leia quadro abaixo).

O objetivo do Projeto de Lei de Iniciativa Popular é fazer com que essa medida se some a outras 11 leis revogadas por meio desse instrumento. A Constituição Federal permite que a sociedade apresente uma proposta à Câmara dos Deputados, desde que seja assinada por um número mínimo de cidadãos distribuídos por pelo menos cinco Estados brasileiros.

A campanha pela anulação da reforma Trabalhista aprovada por as confederações, federações e sindicatos da CUT durante o recente Congresso Extraordinário, aponta também para a construção de comitês por essas organizações para coleta de assinatura.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, esse é o momento de iniciar a campanha pela anulação contra esse verdadeiro roubo dos direitos dos trabalhadores encaminhado pelo ilegítimo e golpista Temer e aprovado pelo Congresso Nacional por meio da aprovação do que eles denominaram de Reforma Trabalhista e a Central de desmonte da CLT.

“Acreditamos que os prejuízos da reforma começaram a ficar mais evidentes para os trabalhadores, já temos segmentos que começam a sofrer com demissões e perspectiva de aprofundamento da terceirização, que precariza, mutila e mata, após a aprovação desse texto nefasto. Nossa luta é para deixar bem claro que as mudanças propostas pelo golpista Temer só são boas para os maus patrões que financiaram o golpe, para o trabalhador essa proposta é um desastre”, explica Freitas.

AnulaReforma.cut.org.br

A CUT disponibilizará um kit de coleta de assinaturas contendo o texto do projeto de lei, formulário e uma cartilha sobre os prejuízos da reforma. Esses materiais estarão disponíveis no portal anulareforma.cut.org.br, no ar a partir da quarta-feira (6 de setembro).

A reforma trabalhista proposta pelo governo de Michel Temer (PLC 38/2017) foi aprovada no Senado por 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção. A matéria foi sancionada no dia 13 de julho como Lei 13.467/2017 e entra em vigor a partir do dia 11 de novembro de 2017.

PRÓXIMOS PASSOS

Após o Grito, a CUT promoverá mais uma série de manifestações para divulgar a campanha. No dia de 14 de setembro, a Central ajuda a organizar um dia nacional de lutas ao lado do movimento Brasil Metalúrgico em defesa dos empregos na indústria e das estatais.

No dia 3 de outubro, aniversário da Petrobrás, será a vez de o Rio de Janeiro e das principais capitais do país promoverem manifestações contra a entrega da empresa e de outros patrimônios públicos.

Ainda sem data definida, mas por volta de 11 de novembro, dia em que entra em vigor a Reforma Trabalhista, os movimentos sindical e sociais preparam uma manifestação em Brasília. Na ocasião, a Central pretende já ter número suficiente de assinaturas para apresentar o projeto pela revogação do ataque aos direitos da classe trabalhadora.

Além desses pontos, a Central também estará na campanha em defesa de democracia e do direito de Lula disputar as eleições e apoiará as mobilizações no dia 13 de setembro em Curitiba, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá depor ao juiz federal Sérgio Moro.

23° GRITO DOS EXCLUÍDOS – DIA 07/09 É DIA DE LUTA E MOBILIZAÇÃO

BELO HORIZONTE

BRASÍLIA

CAMAÇARI – SC

CAMPO GRANDE – RJ

EUNÁPOLIS – BA

FORTALEZA – CEARÁ

GOIÂNIA – GOIÁS

Praça do Caic, Jardim Curitiba I, às 16h

JOÃO PESSOA – PB

RIO DE JANEIRO – RJ

MACAÉ – RJ

MARIANA – MG

PORTO ALEGRE – RS

SÃO PAULO

SANTOS – SP

SERGIPE

UBERLÂNDIA – MG

VILA PAVÃO – ES

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Portal da CUT

Trabalhadores abraçam porto contra privatização

Portuários são contra a privatização da Codesa, em Vitória, no Espírito Santo

Escrito por: Igor Carvalho • Publicado em: 05/09/2017

Na manhã desta terça-feira (09), os portuários deram um abraço simbólico no Porto de Vitória. Os trabalhadores organizaram o ato para protestar contra a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), que administra o porto.

A ação, que começou às 7h e terminou às 9h, foi realizada na entrada 4 da Codesa e teve a participação de trabalhadores de federações, sindicatos e centrais sindicais. Além do abraço na sede da empresa, os manifestantes interditaram parcialmente a avenida Getúlio Vargas no sentido da região central.

Eduardo Guterra, secretário adjunto de Saúde do Trabalhador e presidente da Federação Nacional dos Portuários, explicou a mobilização. “Essa ação faz parte de um processo que estamos desencadeando. Não vamos aceitar a privatização. Esse processo vai culminar na nossa plenária nacional de onde devemos decidir por uma greve geral nos portos do país”, explicou o dirigente.

Ainda de acordo Guterra, a privatização trará dificuldades para os trabalhadores do setor. “São três problemas que vamos enfrentar, perderemos o controle do que acontece em cima de nossos portos, as demissões virão quando as empresas assumirem as estatais e há riscos grandes de monopólio ou formação de cartel nos portos”, encerrou.

A privatização do terminal de granéis líquidos do Porto de Vitória foi anunciada pelo governo federal no dia 23 de agosto. Porém, outros portos devem ser privatizados: Belém (GLP e granéis líquidos), Vila do Conde (granéis líquidos), Paranaguá (grãos) e Vitória (granéis líquidos).

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Portal da CUT

No Rio Grande do Sul, professores entram em greve por tempo indeterminado

Trabalhadores cruzam os braços contra abusos de governo Sartori

Escrito por: Sul 21 • Publicado em: 05/09/2017

O Centro dos Professores do Estado Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) aprovou na manhã desta terça-feira (5), em assembleia da categoria realizada no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre, a deflagração de greve nas escolas estaduais por tempo indeterminado.

Os servidores também aprovaram que não recuperarão os dias letivos que serão perdidos por causa da paralisação até que o governo de José Ivo Sartori (PMDB) cumpra algumas condições, como o fim do parcelamento dos salários e do 13º e o pagamento de juros pelos 21 meses de atraso nos vencimentos, para compensar os juros que os professores e funcionários de escolas vêm pagando com o atraso de contas motivado pelo parcelamento. A decisão da categoria ocorre três dias depois de o governo depositar apenas R$ 350 do salário de agosto dos servidores públicos do Estado.

“Tivemos a decisão de não recuperar enquanto o governo não estabilizar o nosso salário e não discutirmos os juros que estamos pagando. A greve é por tempo indeterminado e vamos ver como o governo se movimenta para que a greve encerre o mais rapidamente possível e seja restabelecida a normalidade no nosso salário e também a responsabilização do governo com juros que tivemos que pagar durante 21 meses, não por nossa culpa, mas pelo parcelamento dos salários”, afirma a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.

Além da deflagração da greve e da decisão sobre a recuperação dos dias letivos, os milhares de educadores aprovaram uma série de medidas para fortalecer a greve, sendo a principal delas a realização de uma “Caravana da Educação” que irá percorrer o Estado, passando por escolas estaduais, para aumentar a mobilização da categoria.

Segundo Helenir, a expectativa é que essa paralisação tenha mais força do que as greves anteriores justamente pelo fato de os servidores estarem recebendo parcelas cada vez menores de seus salários no início do mês.

“Há uma grande indignação, inclusive em escolas, em cidades que nunca tinham se movimentado e que hoje estão aqui. A gente sabe que a greve é uma construção. Se não for construída diariamente, ela tende a enfraquecer. Nós estamos deflagrando hoje com o projeto da caravana de ir visitando e fechando escolas durante a caminhada”, afirma.

Helenir ainda fez um apelo aos pais dos alunos das escolas estaduais para que se sensibilizem com a situação dos professores e funcionários. “Nos ajudem, venham conosco, não mandem seus filhos para a escola porque hoje, com a instabilidade emocional que nós estamos, com certeza não estamos dando tudo que a gente poderia dar”, diz.

Ao final da assembleia, os participantes fizeram uma caminhada até o Palácio Piratini, onde realizaram um ato com protestos contra o governo Sartori.

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Portal da CUT

Quem financiou o filme-farsa da Lava-Jato?

O Sindicato dos Advogados SP decidiu ir à Justiça para descobrir quem são os financiadores

Escrito por: Altamiro Borges • Publicado em: 05/09/2017

O Sindicato dos Advogados de São Paulo decidiu ingressar com uma ação na Justiça exigindo a apresentação dos nomes dos financiadores do filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, que estreará nos cinemas em 7 de setembro. Conforme explica Aldimar de Assis, presidente da entidade, “essa questão está obscura e nossos associados, que defendem réus da Lava Jato, estão preocupados porque as pessoas são apresentadas como culpadas antes mesmo do julgamento final de seus processos. Será que os patrocinadores são de empresas que prestam serviços públicos? Há algum interesse eleitoral nesse filme?”.

Até hoje, o filme panfletário – que parece uma peça de propaganda do Estado de Exceção – está envolto em mistérios. Sabe-se apenas que ele custou uma fortuna – R$ 16 milhões – e que conta em seu elenco com vários atores da TV Globo. Mas os seus produtores se negam a dizer quem bancou a obra. Qual a razão para tanto segredo? Nesta quarta-feira (30), o blogueiro Luis Nassif deu uma pista, revelando que um dos financiadores, o empresário Sérgio Amoroso, é investigado pela própria Polícia Federal e pelo Ministério Público do Pará. A mídia golpista, que tem feito o maior escarcéu com o filme, evita investigar as origens da grana. Daí a importância da denúncia de Luis Nassif.

SÉRGIO AMOROSO, O FALSO AMBIENTALISTA

Segundo informa, “o principal financiador do filme sobre a Lava Jato, o empresário Sérgio Amoroso, é um tipo controvertido. Self-made-man, começou a vida como office boy, montou uma companhia de venda de papéis e, em 1999 conseguiu assumir o controle do Projeto Jari, que estava sob intervenção do BNDES, pagando 1 real e assumindo as dívidas. Desde então, tornou-se uma espécie de Dr. Jekill e Mr. Hide do setor de celulose. Numa ponta, ele recebeu prêmios de responsabilidade corporativa, apregoando a defesa da sustentabilidade, as iniciativas em favor de crianças com câncer, entre outras atividades meritórias”.

Esta biografia adocicada, porém, não corresponde à realidade, ainda de acordo com o blogueiro. “No silêncio da selva amazônica, as informações que poucas vezes chegavam ao sudeste mostravam um perfil diferente. No dia 4 de dezembro de 2015, uma operação da Polícia Federal foi atrás de agentes públicos do estado do Pará, da Secretaria do Meio Ambiente e do Instituto de Terra do Pará, envolvidos em fraudes no sistema de comércio florestal, beneficiando justamente o Projeto Jari. Houve buscas e apreensões em 41 endereços ligados a cinco empresas. Houve duas prisões preventivas e 16 temporárias”.

A Polícia Federal descobriu que o mesmo tipo de operação com evidência de fraude envolveu a Jari em outros planos de manejo. O golpe foi batizado de “lavagem de madeira”. Segundo o Ministério Público Federal do Pará, “a madeira retirada em desmatamentos ilegais na Amazônia entra nos sistemas de controle da comercialização de produtos florestais por meio de fraude em planos de manejo aprovados pelo poder público, geralmente em nome de laranjas. Comprada por grandes empresas exportadoras, a madeira derrubada ilegalmente é vendida com aparência de legalidade no exterior”.

Somente em um dos planos, segundo o Ministério Público, foram movimentados mais de R$ 28 milhões em madeira ilegal entre dezembro de 2014 e fevereiro deste ano. Ainda de acordo com Luis Nassif, a PF constatou que 81% da madeira fraudada tinha sido destinada à Jari Florestal S.A., de Sérgio Amoroso. “Era tanta madeira que necessitava do equivalente a uma frota de 220 caminhões para ser transportada. O golpe da Jari se ampliou com a compra de créditos para a comercialização de ipê de sete empresas próximas a Belém. A fraude era tão escancarada que os registros indicavam que a madeira levou 10 minutos para ser transportada de Almerim a Belém, a 800 km de distância”.

TENTATIVA DE COMPRAR A PROTEÇÃO COM O FILME?

A investigação “foi apenas o desfecho de uma aventura empresarial enganosa. Amoroso criava uma falsa blindagem com os seus projetos beneméritos. Mas desde a compra da Jari mergulhou em vários problemas financeiros… Sobram denúncias de abusos cometidos na Amazônia. Montou um negócio de madeira em que o plantio era de sitiantes. Aqueles que não concordavam em aderir ao plantio eram ameaçados. Em duas ocasiões realizou demissões maciças de trabalhadores. Em 2008 recebeu R$ 170 milhões do BNDES para o financiamento do plantio de eucalipto, com a condição de manter os empregos. Para firmar posição a favor do emprego admitiu 800 trabalhadores. Mal recebeu o financiamento, demitiu 700”.

Luis Nassif concluiu seu artigo lançando uma hipótese bem cabível. “Este ano, surgiram notícias de dificuldade de pagamentos a terceirizados, além de alguns pedidos de falência. Aparentemente, financiando o filme, Amoroso visou comprar proteção”. A sua denúncia é bombástica e reforça a ação do Sindicato dos Advogados de São Paulo para exigir esclarecimentos sobre os nomes dos sinistros financiadores do filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”.

Será que a lei é realmente para todos? Será que ela vale inclusive para o justiceiro da Lava-Jato, o herói dos falsos moralistas? Que tal um filme sobre o advogado Rodrigo Tacla Duran, que na semana passada acusou o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato?

Em tempo: Sobre o filme – que eu não assisti e nem vou gastar meu dinheiro à toa –, vale conferir a crítica do jornalista Bernardo Mello Franco, publicada na Folha na semana passada:

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Filme sobre a Operação Lava Jato tropeça em clichês e exageros

Ninguém esperava uma versão nacional de “Todos os Homens do Presidente”. Mesmo assim, “Polícia Federal – A Lei é Para Todos” fica devendo, e muito, para uma produção que se propõe a recriar a maior operação anticorrupção do país.

Com orçamento milionário e elenco de globais e ex-globais, o filme exagera no tom de exaltação da Operação Lava Jato.

O resultado é uma trama maniqueísta, sem nuances, que, em vários momentos, se assemelha a uma peça de propaganda.

Depois dos créditos iniciais, uma citação de Ruy Barbosa dá uma ideia do que vem a seguir: “De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

O roteiro não tem vergonha de nada: retrata investigadores como heróis quase infalíveis e recorre à caricatura para barrar qualquer empatia com os investigados.

A produção assume um partido desde o título: o partido da polícia. A ação é comandada por um trio de delegados determinados a prender políticos corruptos e passar o país a limpo.

O protagonismo dos homens de preto é tanto que os procuradores da força-tarefa e o juiz Sergio Moro, representado pelo galã Marcelo Serrado, ficam relegados a papéis secundários.

O filme adota tratamento desigual até na apresentação dos personagens.

Políticos e empreiteiros aparecem com nomes reais, como Lula e Marcelo Odebrecht. Os investigadores são protegidos por pseudônimos, embora alguns pareçam clones dos originais.

Os diálogos patinam em clichês como “a corrupção chegou aqui com as primeiras caravelas” e “o sistema é feito para não funcionar”.

Os trechos que se salvam são os que contam como uma apuração corriqueira, com foco na ação de um doleiro, abriu caminho para a descoberta de um gigantesco esquema de corrupção na Petrobras.

No entanto até nisso a produção tropeça na inverossimilhança. Numa passagem, policiais remexem papéis queimados numa churrasqueira e descobrem contas secretas na Suíça.

Em outra, um delegado acorda no momento em que a presidente Dilma Rousseff anuncia, na TV, a nomeação de Lula para a Casa Civil.

Como o fato ocorreu às 16h de uma quarta-feira, fica a suspeita de que alguém dormiu demais: o personagem ou o roteirista.

O empenho em defender a Lava Jato de qualquer crítica deve empolgar os foliões do Morobloco, mas pode afastar um público mais moderado das salas de exibição.

Num momento em que a Lava Jato cerca o governo Temer e atinge políticos de todos os grandes partidos, a ênfase nas acusações ao PT passa a impressão de que o filme resolveu contar apenas uma parte da história.

Os produtores prometem ampliar o leque de vilões numa continuação. O problema será convencer os espectadores do primeiro episódio a retornarem ao cinema.

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Portal da CUT

Agricultores e pescadores de Peruíbe temem impactos da termoelétrica

Usina prevista para o município vai produzir chuva ácida que afeta as plantações

Escrito por: Cida de Oliveira, na RBA • Publicado em: 05/09/2017

Os agricultores e pescadores de Peruíbe, no litoral sul paulista, estão preocupados com o possível licenciamento, pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) da usina termoelétrica de propriedade da Gastrading prevista para o município. Eles temem os efeitos das substâncias tóxicas que serão lançadas na atmosfera, causando chuva ácida, e o aumento da temperatura marinha na região.

O agricultor e presidente do Conselho de Desenvolvimento de Agricultura e Pesca de Peruíbe, Laerte Melo, não tem dúvidas de que o funcionamento da usina vai afetar a produção agrícola.

“A base da agricultura é a água. Uma água ácida, com componentes tóxicos, não vai se traduzir em benefícios nem para a planta e nem para quem se alimentar dela”, diz o produtor, que tem uma pequena propriedade na qual trabalha com seus familiares. Ironicamente, ele havia ido à Assembleia Legislativa paulista encaminhar a parlamentares um projeto para aumentar a produção de hortaliças, na última quarta-feira (30), data em que foi realizada audiência pública para discutir os efeitos da usina.

Embora o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) apresentado pelos donos do empreendimento não fale em efeitos das substâncias tóxicas sobre os ecossistemas, a engenheira química e professora dos cursos de Engenharia Florestal e Agronomia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sonia Corina Hess, faz o alerta.

“É amplamente descrito na literatura científica que, na atmosfera, os óxidos de nitrogênio (NOx) e de enxofre (SOx) são convertidos em ácido nítrico (HNO3) e ácido sulfúrico (H2SO4), respectivamente, que são os principais ácidos que compõem as precipitações ácidas (chuva ácida)”, explica a professora.

De acordo com ela, que é autora de um parecer solicitado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, as precipitações ácidas – chuva, névoa e neve, entre outras – causam danos severos aos ecossistemas naturais e agrícolas.

Entre eles, a perda da fertilidade e desestruturação do solo devido à lixiviação de matéria orgânica, cálcio e magnésio; o aumento da concentração no solo de alumínio, que é tóxico; a corrosão de folhas, caule e raízes superficiais das plantas, diminuindo a resistência a doenças, além da perda da fertilidade, da capacidade de crescimento e, até, a morte. Esses impactos à vegetação podem ainda levar à extinção de espécies vegetais e também animais.

PRODUÇÃO

Atualmente, a produção agrícola de Peruíbe responde por 30% das hortaliças e legumes da merenda escolar no município. Além desses itens, são produzidos ainda banana e palmito de pupunha. “É relativamente pouco para o município, mas vendemos ainda de porta em porta, para restaurantes, na feira e essa produção não entra nos 30%. E agricultura gera renda, empregos.”

Há cerca de 20 dias os produtores deram início à abertura da Cooperativa Familiar dos Agricultores de Peruíbe e Região. A documentação já está na Junta Comercial.

Em relação à atividade pesqueira, o relatório da Gastrading fala em impacto negativo.

No entanto, o presidente do Conselho de Desenvolvimento de Agricultura e Pesca de Peruíbe teme elevação da temperatura da água do mar na região. Segundo ele, é esperada elevação de cerca de 3 graus Celsius na temperatura da água com a ação do terminal off shore, que a 10 quilômetros da praia vai tornar gasoso o gás liquefeito, às tubulações que vão levar esse gás para a usina, perto da praia e aos próprios geradores de energia da usina.

“Com esse aumento estimado, poderá haver impacto sobre as algas e sobre os peixes, trazendo desequilíbrio na cadeia”, diz Laerte Melo.

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Portal da UGT

Correios lançam 3º plano de demissão em 2017 para tentar zerar prejuízo

05/09/2017

Os Correios lançam nos próximos dias um terceiro e mais flexível plano de demissão incentivada deste ano, enquanto busca reduzir custos com benefícios a empregados e adotar uma série de medidas administrativas para tentar evitar o terceiro ano consecutivo de prejuízos, disse o presidente da companhia.

Após ter desligado 6.200 empregados nas duas primeiras edições do programa, a empresa agora vai eliminar a exigência de idade mínima de 55 anos, abrindo a adesão a todos os empregados com ao menos 15 anos de casa. O público-alvo é de 5.000 pessoas.

“Vamos fazer o necessário para a empresa zerar prejuízo neste ano”, disse Guilherme Campos em entrevista à Reuters.

Hoje com 108 mil empregados, a empresa enfrenta os resultados de anos de má gestão e expectativa de receita cadente, à medida que o serviço postal gradualmente perde espaço para outros canais de comunicação, como a telefonia móvel.

Após ter tido prejuízo anual da ordem de R$ 2 bilhões em 2015 e 2016, a estatal corre para reduzir drasticamente suas despesas e assim evitar ter que ser capitalizada pelo governo.

Os Correios viraram alvo de atenção do mercado após o governo federal ter anunciado há duas semanas um pacote de concessões e privatizações que inclui a Eletrobras, que também acumulou prejuízos bilionários nos últimos anos.

O governo federal já pensa em um novo modelo de gestão para o Correios, inclusive com a abertura de capital, segundo disse na semana passada o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab.

Para Campos, no entanto, a empresa ainda precisa passar por ajustes importantes antes de ser levada a potenciais investidores. Parte do processo envolve a busca de opções para enfrentar uma potencial queda das receitas diante de mudanças que tornaram anacrônico o monopólio estatal na entrega de correspondências. A expectativa do executivo é de que a empresa tenha uma pequena queda na receita este ano em relação aos R$ 19 bilhões de 2016.

A queda se deve em parte ao novo acordo no Banco Postal, mas também a rápida decadência do sistema postal. Enquanto em 2012 o volume de objetos postais enviados por meio da empresa foi de 9 bilhões, para este ano esperam-se não mais de 6,7 bilhões.

Já no lucrativo serviço de entregas de encomendas Sedex, os Correios têm enfrentado crescente concorrência, não apenas de empresas especializadas, mas de algumas grandes clientes, como varejistas, que têm investido em logística própria.

Segundo Campos, os Correios devem enfrentar um processo parecido com o de empresas postais em países como a Alemanha, que passaram a prestar uma variedade maior de serviços públicos.

“O modelo brasileiro de correios está pelo menos 10 anos atrasado em relação ao cenário internacional”, disse Campos.

Para isso, a empresa tem discutido com outras esferas do governo federal a prestação de serviços como entrega de passaportes e pagamento de benefícios previdenciários.

Simultaneamente, negocia com o governo a redução de exigências de universalização do sistema, com o argumento de que o sistema postal já não é o principal meio de comunicação das pessoas, que usam mais o telefone celular.

Como alternativa, diz Campos, os Correios poderiam ter representantes dentro de lojas de varejo, por exemplo. Seria um modelo parecido ao que os próprios Correios prestam hoje dentro da parceria no Banco Postal, mas de forma reversa.

A redução de custo num sistema como esse seria brutal, diz Campos, dado que das cerca de 6.500 agências dos Correios pelo país, apenas cerca de 800 são lucrativas atualmente.

“Nós carregamos o peso da universalização”, disse Campos.

A empresa está negociando parcerias com empresas privadas para ampliar fontes de receitas, que devem ser anunciadas nos próximos meses, disse Campos sem dar detalhes.

POSTAL

Não bastassem os problemas oriundos de um modelo de negócios decadente, neste ano os Correios enfrentam pressão adicional nas receitas, devido à remodelagem do acordo no Banco Postal, parceria que tem com o Banco do Brasil.

O acordo anterior, vencido em dezembro, previa que o BB pagasse ao Correios uma remuneração fixa maior. Sem interessados na última licitação para mais cinco anos, coube aos Correios toparem uma proposta do BB de 36 meses baseada em remuneração mais variável.

Na prática, a receita que os Correios tinham com a parceria, que foi de R$ 1,2 bilhão em 2016, ficará ao redor de R$ 200 milhões neste ano.

Segundo Campos, essa receita sequer é suficiente para pagar os custos obrigatórios com vigilantes nas agências.

“Precisamos rever esse modelo; do jeito que está, o Banco Postal está fadado a sumir ou ser drasticamente reduzido”, disse Campos.

CORTE DE BENEFÍCIOS

Além da redução do quadro de empregados, a empresa também busca mediação com sindicatos no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para reduzir gastos com plano de saúde.

Em 2015, essa linha custou R$ 1,6 bilhão, ano em que os Correios tiveram prejuízo de R$ 2,1 bilhões. No ano passado, plano de assistência médica custou R$ 1,8 bilhão à empresa, que teve um prejuízo de R$ 2 bilhões. Para este ano, a expectativa da empresa é de que essa linha consuma outros R$ 1,9 bilhão. O pacote de medidas que a empresa tentar implementar inclui transferir para os empregados os custos de assistência médica a dependentes.

O passo seguinte será emplacar um pacote de benefícios mais enxuto, reduzindo uma série de concessões que não estão previstas na CLT, como adicional de 70% de férias e auxílio-refeição para 30 dias.

“Isso tudo é um escândalo”, disse Campos. Ele calcula que as mudanças tragam economia anual ao redor de R$ 1,4 bilhão.

Todas as férias previstas para este ano foram adiadas. Cerca de 400 cargos de diretoria foram extintos.

A empresa também cortou 80% dos valores destinados a patrocínios esportivos e zerou os voltados para cultura.

Fonte: Folha de SP

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Portal do MST

No 7 de Setembro, movimentos vão às ruas contra reformas e retirada de direitos

Grito dos Excluídos no Distrito Federal defende o Fora Temer, a democracia e a soberania nacional. Mobilização terá início às 8h30, em frente ao Museu Nacional.

5 de setembro de 2017 – Da Página do MST

O Dia da Independência será marcado no Distrito Federal por mais uma edição do Grito dos/as Excluídos/as. A partir da iniciativa das pastorais sociais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), movimentos populares, organizações da sociedade civil e ativistas sairão às ruas para lembrar que a comemoração da independência do país só faz sentido com soberania, desenvolvimento e a garantia de direitos e dignidade para a população.

Este ano, entre as pautas centrais de reivindicação do Grito estão a defesa da previdência pública, a anulação da Reforma Trabalhista e o combate às privatizações da Eletrobras e da Petrobras. Além de pedir Fora Temer, os movimentos também defendem uma Reforma Política com efetiva participação popular e são contrários à proposta do chamado Distritão, em análise no Congresso Nacional.

A crise da água no Distrito Federal, causada por um modelo que privilegia o capital – como o agronegócio, que se apropria de 80% dos recursos hídricos do país – e penaliza principalmente os mais pobres, também será objeto de protesto.

No dia 7 de setembro, a concentração para a marcha terá início às 8h30, em frente ao Museu Nacional, com a presença de artistas locais e uma programação cultural. A caminhada sairá às 10h pela Esplanada dos Ministérios, até o Congresso Nacional, em sentido contrário ao do desfile militar oficial. Para os organizadores do Grito dos/as Excluídos/as, em um contexto de golpe de Estado, uma forte manifestação popular contrapondo o desfile oficial e o governo Temer se faz ainda mais necessária.

“A sociedade brasileira está cada vez mais perplexa, diante da profunda crise ética que tem levado a decisões políticas e econômicas que, tomadas sem a participação da sociedade, implicam em perda de direitos, agravam situações de exclusão e penalizam o povo brasileiro pobre. (…) Encorajamos, mais uma vez, as pessoas de boa vontade, particularmente em nossas comunidades, a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro”, declarou a CNBB em mensagem oficial divulgada no último dia 1 de setembro.

SOBRE O GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS

O Grito nasceu com o objetivo de responder aos desafios levantados por ocasião da 2ª Semana Social Brasileira, realizada em 1994 pela CNBB, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”, e aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade em 1995, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”.

Realizado sempre no dia 7 de setembro, com suas várias modalidades, o Grito é construído com a participação das comunidades cristãs, movimentos, pastorais sociais e organizações da sociedade civil, que reconfiguraram a data da independência como um dia de luta do povo brasileiro pela construção de um projeto popular para o Brasil que inclua todas e todos. Ao longo de seus 23 anos, o Grito tem registrado e apontado o caminho da luta em importantes e decisivos momentos da história do povo brasileiro.

O dia 7 de setembro é o ponto de chegada da mobilização. O Grito é um processo de trabalho de base que este ano, no Distrito Federal, ocupou todo o mês de agosto e início de setembro, com atividades nas comunidades, paróquias, escolas, realização de panfletagens, ações de agitação e propaganda e rodas de conversa. O lema da 23a edição, de 2017, é “Por direito e democracia, a luta é de todo dia”.

Constróem o Grito dos/as Excluídos/as no DF: Cáritas, Pastoral do Migrante, Pastoral do Menor, Pastoral da Criança, Movimento Fé e Política, Comissão de Justiça e Paz da CNBB, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Consulta Popular, MST, MPA, Movimento de Mulheres Camponesas, Via Campesina, CUT, CTB, Sinpro-DF, Marcha Mundial das Mulheres, FNDC, Levante Popular da Juventude, Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos – MTD, MTST, Sindsasc, entre outros.

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