Novo Germinal: Revoluções na América Latina. Entrevista com Walter Rampinelli

Nesta quinta-feira, 28/10, às 19h, o programa #DEBATEPAPO, traz à pauta as Revoluções na América Latina. Quem apresenta o tema pro debate é o Integrante do IELA e Coordenador no Núcleo de Estudos de História da América Latina NEHAL/CFH – UFSC, Waldir Rampinelli.

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Novo Germinal: Histórias dos movimentos sociais na Bahia. Entrevista com Joaci Cunha

Nesta edição do #DEBATEPAPO, recebemos o advogado militante dos movimentos sociais Joaci S. da Cunha, pós doutor em história, pra nos contar do seu levantamento da trajetória dos principais movimentos sociais do campo baiano, tomando como referências suas mobilizações, conquistas e alianças, bem como suas relações com os movimentos populares urbanos e com o Estado.

A pandemia do novo coronavírus e a luta dos trabalhadores

Eduardo Stotz
Sociólogo e historiador, pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz
e membro do Centro de Estudos Victor Meyer

 

Capa: Striking Miners’, de John Langley Howard (1902-1999)

 

Resumo

O texto analisa a emergência, dinâmica e desafios postos pela pandemia do novo coronavírus à luta dos trabalhadores. A intervenção dos estados nacionais tem o papel de “salvar” as economias capitalistas e manter o máximo possível de trabalhadores em atividade. Mesmo com a vacinação contra Covid-19, a pandemia deve continuar e a economia permanecerá sujeita a maiores ou menores restrições, o que constitui uma forma de avaliar o grau de exploração operária pela burguesia. No Brasil, a imposição de medidas estatais e das empresas como a suspensão do contrato de trabalho e de redução de salário e jornada permite aos capitalistas avaliar a produtividade e a intensidade do trabalho no processo de produção em termos de extração de mais valia; identificar as áreas ou postos de eficiência/ineficiência; e verificar o quantitativo de trabalhadores a ser contratado/demitido. No contexto do capitalismo mundial, a pandemia pode ser o “novo normal” em que está colocada a possível resistência dos trabalhadores como classe, de modo a superar a profunda, prolongada e ampla defensiva em que se encontram as forças do trabalho frente ao capital. As mobilizações e organizações operárias dotadas de independência política de classe terão de ser reconstruídas, uma possibilidade presente nas  conjunturas em que os trabalhadores nunca deixaram de defender suas reivindicações específicas e as contradições do capitalismo continuam a se desenvolver.

 

Introdução

A pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) constitui um evento sanitário, social e político da época contemporânea superado apenas pelas tragédias das duas guerras mundiais e a da gripe espanhola, todas no século XX.

Contudo, vale perguntar se a pandemia atinge a todos da mesma forma. Porque afinal há quem possa retirar-se da convivência e isolar-se fisicamente em sua residência, enquanto outros se encontram na contingência de continuar a trabalhar, em grande medida de modo mais intenso e a deslocar-se por meio de transporte coletivo na maioria das vezes superlotado, como acontece nas grandes cidades brasileiras.

Desde a expansão mundial da pandemia, em janeiro de 2020, o elevadíssimo número de casos e mortes, a brutal retração da atividade econômica e o desemprego em massa foram, entre outros aspectos, causas de pânico e de revolta em várias partes do mundo.

O presente ensaio analisa a emergência, dinâmica e desafios postos pela pandemia do novo coronavírus na conjuntura de uma história do tempo presente, compreendido entre a segunda quinzena de dezembro de 2019 e a segunda quinzena de maio de 2021.

Após apontamentos sobre a abordagem adotada, o ensaio considera, no tópico “Determinação e origens”, as formas de organização da produção capitalista no surgimento dos vírus mortais.

O desvendamento da natureza da relação entre as dimensões sanitárias e as econômicas e políticas presentes na situação de emergência global do capitalismo em sua fase atual constitui o objeto desenvolvido nos tópicos “Breves registros históricos e aspecto político da pandemia” e “Capitalismo, quarentena e vacinas”.

Por ultimo, no tópico “Pandemia, economia e política: o caso brasileiro” e nos seguintes abordamos a interconexão entre as dimensões sanitárias, econômicas e políticas no Brasil e analisa-se especialmente a situação dos trabalhadores sujeitos à intensificação do trabalho e simultaneamente à maior exposição de sua saúde. leia mais

Novo Germinal: Educação e luta de classes, as armadilhas idealistas. Entrevista com Lígia Klein

O #DEBATEPAPO desta quinta-feira, 14/10, traz a professora Lígia Klein pra falar sobre “Educação e luta de classes: as armadilhas idealistas”

A Professora Lígia é uma referência na área da Educação, professora aposentada da UFPR, Mestra e Doutora pela PUC/SP, pós doutora pela UNICAMP, sob supervisão do professor Dermeval Salviani.

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