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UFPE lamenta a morte do professor Ivaldo Pontes

do site da UFPE

Nota do CVM: Lamentamos a perda de nosso companheiro Ivaldo Pontes Filho, cuja trajetória como militante da Política Operária e grande colaborador do Centro de Estudos Victor Meyer, sempre guardou coerência com a perspectiva proletária da luta pelo socialismo. Nós do CVM que tivemos o privilégio de compartilhar com sua amizade e convivência, te saudamos com a palavras de ordem:

- Companheiro Ivaldo, presente! 

Cabem muito bem ao companheiro Ivaldo Pontes, essas palavras do poeta russo Tchernichevski: “não se lamente por nada que tenha feito o seu tempo, e diga: aconteça o que acontecer, no final das contas a vitória pertencerá ao nosso campo.”

 

 

 

É com profundo pesar que a Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco informa que faleceu, na tarde de hoje (30), aos 60 anos, o professor Ivaldo Dário da Silva Pontes Filho, diretor adjunto de Prospecção da Diretoria de Inovação da UFPE. O velório ocorrerá a partir das 8h deste domingo no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, onde o corpo será cremado às 13h.

Ivaldo Pontes era professor do Departamento de Engenharia Civil. Foi assessor do Gabinete e secretário executivo da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento (Fade) no reitorado de Amaro Lins. No primeiro mandato de Anísio Brasileiro, atuou como secretário de Relações Institucionais.

“Ivaldo esteve à frente do seu tempo. Buscou colocar a UFPE em um lugar estratégico na pesquisa brasileira. Teve sempre compromisso e carinho para com a Universidade”, afirmou o reitor Anísio. “Foi um amigo presente em todas as horas”, completou.

Para o ex-reitor Amaro Lins, Ivaldo Pontes era um cidadão combatente pelas boas causas da justiça social. “A UFPE perde um dos seus melhores quadros, e nós perdemos um querido e inesquecível amigo”, pontuou.

A diretora de Inovação da Universidade, Solange Coutinho, assim definiu Ivaldo: “Amigo parceiro, competente pesquisador, de inteligência arguta e espírito ousado e sagaz. Um homem com imenso compromisso institucional e ético, dotado de intenso bom humor e espírito crítico.” O docente deixa mulher, Myrian, e um filho, André.

Ivaldo Pontes graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco em 1977, obteve o título de mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1981, e de doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1993. Iniciou a docência na UFPE em 1978.

Sua experiência na Engenharia Civil tinha ênfase em métodos numéricos, atuando principalmente nos temas: elementos finitos, plasticidade, análise de limite, simulação numérica e acoplamento hidro-geomecânico. Desenvolvia pesquisas no Laboratório de Métodos Computacionais em Geomecânica (LMCG).

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Não é dia de trabalho para o capital, é dia de luta da classe trabalhadora. Esse é o significado do 1º de Maio

Do site da Intersindical, Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

 

Companheiros/as:

Os patrões garantem seus lucros explorando nosso trabalho. Máquinas, novas tecnologias, novas formas de produção, só aumentam a produtividade mas os únicos capazes de gerar valor, o que significa gerar lucro e riqueza não são as máquinas, mas sim os trabalhadores.

A luta contra a exploração garantiu avanço em nossos direitos e não e à toa  que no centro desse sistema, no EUA as grandes empresas e o governo tentam esconder o significado do 1º de Maio e meios de comunicação do Capital espalhados pelo mundo afora tentam transformar essa data, no dia do trabalho e não da luta dos trabalhadores.

Em 1886 na cidade de Chicago, nos EUA, os trabalhadores se colocaram em movimento  contra as  péssimas condições  de trabalho, exigindo a redução da jornada de trabalho.

O braço armado do Estado a serviço dos patrões matou dezenas de trabalhadores no início da greve e condenou à forca aqueles  que julgou  serem  os  responsáveis pelo início do movimento.

Essa luta não foi em vão e continua no mundo todo. Foi assim que garantimos os que os  patrões e seus governos querem arrancar.

E contra os ataques contra nossos direitos, nossa arma é seguirmos o que as  gerações  anteriores à nossa já fizeram: lutar para combater a exploração contra a classe que quanto mais trabalha e adoece mais gera lucro para o Capital.

Aqui no Brasil: os patrões querem mais ataques contra a classe trabalhadora e Temer do PMDB já disse que sim. Nossa resposta é ampliar a luta em cada local de trabalho, estudo e moradia em defesa dos direitos.

No dia 17 de abril de 1996, o braço armado do Estado assassinou dezenas de trabalhadores rurais sem-terra, em Eldorado do Carajás/PA, no 17 de abril de 2016, outro espaço do Estado, o parlamento atendendo a exigência do Capital, avança no processo do impeachment, para que se troque o gerente de seus interesses na máquina do Estado com o objetivo de acelerar os ataques à classe trabalhadora.

O governo do Partido que deixou de ser dos Trabalhadores, governou para os patrões e disse amém para os corruptos no Congresso: o governo do PT durante os últimos 13 anos serviu aos interesses dos patrões: empregos em que as condições de trabalho     continuaram péssimas, endividamento da classe trabalhadora, reforma da Previdência que atacou o funcionalismo  público, bolsas mínimas para quem não tem o básico para sobrevivência e bolsas fartas para o Capital industrial e financeiro.

O vice que já se coloca como presidente, Michel Temer/PMDB anunciou medidas  duras, ou seja, duras para classe trabalhadora  ao gosto do grande Capital: reforma da Previdência com o objetivo de aumentar a idade para aposentadoria, reforma   trabalhista para reduzir  salários e direitos, o que significa o rebaixamento de direitos garantidos através  de  muita  luta. Temer quer impor a vontade das principais representações patronais como a FIESP, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e junto a eles todos os outros representantes do Capital, o que, significa piorar ainda mais a situação dos trabalhadores. leia mais

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Com ou sem Impeachment a luta é contra o Capital e seu Estado

Do site da Intersindical, Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

 

 

Os patrões demitem milhares, reduzem salários e direitos por todos país. O governo Dilma do PT, por sua vez, aplica e mantém um pacote que ataca direitos dos trabalhadores.

No Congresso Nacional, a maioria do Parlamento apoia propostas que atendem aos interesses do Capital como o projeto da terceirização que se mantém apoiado pela maioria dos partidos: PSDB, PMDB, DEM entre outros. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, enlameado por corrupção tenta impor projetos que atacam as mulheres, a juventude, os indígenas e quilombolas.

Nos estados, governadores dos mais diferentes partidos também aplicam politicas de redução de direitos sociais como educação, saúde, transporte e previdência.

E para tentar conter a luta dos trabalhadores avançam em seu projeto que tenta tipificar como ato terrorista as mobilizações dos trabalhadores, tentam enquadrar nossas manifestações, greves e passeatas como crime.

Quem está na linha de frente em Brasília defendendo o impeachment são os representantes legítimos de quem nos explora:

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é do mesmo partido do vice-presidente da República, Michel Temer. O PMDB recentemente lançou propostas que atacam a aposentadoria e propõem reformas que atingem direitos dos trabalhadores. Temer pretende alterar a legislação trabalhista para impor que o negociado prevaleça sobre o legislado, ou seja, a proposta do PMDB, defendida pelo vice-presidente da República em reunião com os empresários no dia 07 de dezembro é que acordos de redução de direitos e salários possam ser feitos com a segurança jurídica que defendem os patrões, o que significa impedir os trabalhadores de entrarem com ações judiciais exigindo o que lhes foi arrancado.

O PSDB e o DEM, representantes tradicionais das demandas da burguesia querem o impeachment a qualquer custo para novamente sentar na cadeira da presidência e aprofundar os ataques à classe trabalhadora. leia mais

Impeachment não está no centro das preocupações do Passe Livre, diz militante

do blog Brasil247

“Tendo impeachment ou não, o Estado vai bater nos movimentos sociais como sempre”, afirma a estudante de artes plásticas. O que realmente chama a atenção do MPL é o papel central que as forças policiais estão tendo no desenrolar dos fatos políticos recentes, muitos conectados com as investigações de corrupção na Petrobras.

“O que a gente vê de muito preocupante no momento é esse processo de judicialização da política, a força que a polícia vem ganhando. Essa coisa de a Polícia Federal estar aparecendo como heroica. Isso é muito preocupante para a gente, como movimento social, que vem sendo criminalizado desde sempre. É uma coisa que a gente conversa inclusive com outros movimentos sociais”

 

 

São Paulo – O Movimento Passe Livre (MPL) deu início às mobilizações que, em junho de 2013, levaram milhares de pessoas às ruas em São Paulo e a passeatas em todo o país. Defensor do transporte público gratuito, o movimento organizou protestos contra o reajuste das tarifas de ônibus, trens e metrô na capital paulista. Os reflexos daquele momento podem ser percebidos ainda hoje, diz o filósofo e professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, que coordena pesquisas sobre as manifestações de rua. “A partir de 2013, com a dimensão que ganhou, a mobilização de rua se volta para o repertório político”, afirma.

Apesar das diferenças ideológicas, Ortellado vê influências do Passe Livre nas organizações que promovem atos pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O Vem Pra Rua usa como nome um dos gritos usados pelo MPL nas manifestações de 2013, enquanto o Movimento Brasil Livre (MBL) tem “uma sigla que se confunde com o MPL de propósito”, acrescenta o professor.

O Passe Livre não tem, no entanto, agido para apoiar o impeachment, nem para contestá-lo nas ruas. “O momento faz parecer que há uma briga entre a esquerda e a direita quando, na verdade, parece para a gente que já apanhou de governos tanto do PT quanto do PSDB, é uma coisa de gente igual brigando”, diz uma das integrantes do movimento, Laura Viana, a partir das discussões feitas internamente pelo MPL sobre a atual conjuntura política.

Ao se opor ao aumento do preço das passagens, o movimento tenta pressionar tanto a administração petista, o prefeito Fernando Haddad, para que administre os contratos das empresas de ônibus, quanto a tucana, do governador Geraldo Alckmin, responsável pelas companhias que fazem o transporte sobre trilhos.

“Tendo impeachment ou não, o Estado vai bater nos movimentos sociais como sempre”, afirma a estudante de artes plásticas. O que realmente chama a atenção do MPL é o papel central que as forças policiais estão tendo no desenrolar dos fatos políticos recentes, muitos conectados com as investigações de corrupção na Petrobras.
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Crise política: qual é o nosso lado nessa disputa? – Jornal Diário de Classe do SISMMAC

publicado no Dário de Classe, jornal do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba – SISMMAC

O cenário político que vivemos no país nos faz crer que existem dois lados distintos em disputa: um que vai às ruas contra a corrupção e outro que vai para defender a democracia. Segundo este raciocínio, não escolher um dos dois seria sinônimo de “neutralidade”.
Mas será que as coisas são tão simples como parecem? São só essas duas possibilidades que existem para nós, trabalhadores?

Acreditamos que não! Entendemos que é necessário ir mais fundo nesta análise, para então responder qual é o nosso papel e o nosso lado nessa disputa.

A falsa acusação de neutralidade

Na sociedade em que vivemos, existem de fato dois lados em disputa. Duas classes que possuem interesses opostos entre si: de um lado, os empresários, fazendeiros, banqueiros e, do outro, nós, trabalhadores. Neste sentido, temos um lado, sim: o lado da classe trabalhadora.

A disputa que hoje domina os espaços da grande mídia e das redes sociais nada mais é do que uma briga entre frações do empresariado em luta pelo poder político.

De um lado, temos os representantes das grandes multinacionais e do agronegócio tentando retomar seu espaço na Presidência da República. Figuras que se dizem contra a corrupção, mas que estão envolvidos em vários escândalos: desvio de verbas da saúde e da educação, nepotismo, recebimento de propinas, etc. Estes possuem a grande mídia a seu favor e também boa parte do judiciário.

Do outro lado, temos um partido que nasceu das lutas dos trabalhadores mas que, para chegar ao governo e se manter no poder, assumiu como seus os interesses dos banqueiros, de parte da grande indústria e do agronegócio. Um partido que, ao assumir a Presidência, deu continuidade aos projetos do governo anterior, e aprovou a Reforma da Previdência, atacou e retirou direitos trabalhistas com projetos como o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e privatizou as empresas públicas mais lucrativas.

Para nós, trabalhadores, escolher um desses lados significa estar do lado errado. Estamos sendo empurrados para as ruas e para uma disputa fanática que mais parece briga de torcida organizada, que joga trabalhador contra trabalhador e esconde o que de fato está por trás disso tudo. leia mais