INTER ataque aos direitos

Governo segue atacando nossos direitos

Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

Temer/PMDB quer desmontar a Previdência dos trabalhadores, os auxílios previdenciários e   aumentar a idade para aposentadoria

Companheiros/as, no início de julho, o governo interino de Temer do PMDB lançou mais uma Medida Provisória que tem por objetivo atacar os trabalhadores que recebem auxílios previdenciários seja por doenças adquiridas ou não no trabalho.

Veja qual é o verdadeiro objetivo da Revisão dos Benefícios Previdenciários que o governo iniciou:

• Os peritos receberão além do salário, R$60,00 por perícia de revisão e além dos peritos que já trabalham na Previdência outros poderão ser chamados.
Os trabalhadores sabem muito bem da dificuldade para ter garantido o devido afastamento para o tratamento de doenças e quando essas são provocadas pelo trabalho, por diversas vezes é negado ao trabalhador o que se chama nexo causal, que significa o reconhecimento pela Previdência da relação da doença com o trabalho.
E desta forma os trabalhadores quando retornam ao trabalho e ainda adoecidos, são demitidos.

• São muitos os trabalhadores adoecidos que têm que recorrer ao Judiciário para garantir seu direito ao afastamento e o pagamento do auxílio – previdenciário. São muitos os Casos que se arrastam nas ações judiciais até que o trabalhador consiga seu direito.
Mas agora pela medida do governo, quem recebe o auxílio previdenciário por decisão judicial terá um limite obrigatório de 4 meses para remarcar a perícia, a mesma perícia que se nega a garantir os devidos afastamentos e o reconhecimento das doenças provocadas pelo trabalho. leia mais

Victor Meyer 68 II

Tempo de Militância (Em memória de Victor Meyer)

Eduardo Stotz

Corria o ano de 1971. Eu estava cursando a Faculdade de Direito em Curitiba, quando tive a oportunidade de viajar para São Paulo. Conhecer a grande cidade, a metrópole da América Latina era, de certo modo, entrar no cenário onde transcorria a história e na corrente contra a qual remávamos, marinheiros jovens e destemidos. Eu viera com o objetivo de discutir, com um companheiro alcunhado de Vicente, a orientação da Organização para o setor estudantil. Ele tinha participado da elaboração das teses para o ativo de fundação da OCML-PO [1] correspondentes ao papel do movimento estudantil na luta revolucionária contra a ditadura militar que – estava escrito no Programa Socialista para o Brasil (PSB) – deveria ser dirigida pela classe operária numa frente de trabalhadores da cidade e do campo.

Desse contato inicial lembro-me apenas do longo percurso para chegar até uma casa nalgum lugar desconhecido em subúrbio da capital e das impressões que me causou durante a conversa. Vi-me diante de alguém cuja idade não saberia precisar devido a uma acentuada fronte calva, contrastada pelos longos cabelos. Pelo tom de voz e maneira afável de falar, inspirou-me confiança no primeiro momento. A voz pausada dava a impressão de que meditava no assunto, mas talvez estivesse pensando exatamente no que pretendia que o interlocutor entendesse, evitando equívocos produzidos por palavras mal empregadas. Não seria uma preocupação sem sentido naquela época em que a maioria dos militantes era composta de jovens que “compensavam” a falta de experiência com muita leitura…e imaginação. Anos mais tarde, conversamos sobre as características de personalidade de alguns companheiros nos quais esses traços eram notáveis. Era o caso de Batista, uma das responsáveis pelo setor de organização em São Paulo que gostava de muito de romances de capa e espada e, pelo que sei, depois se dedicou ao teatro. Ou ainda de Diogo, um companheiro pernambucano que tinha um gosto especial em fazer pilhéria das situações. Seu refrão, nesses momentos era “Irã, Irã, meu Pernambuco!” Ele tocava flauta doce, mas via de regra ensaiava algumas músicas com uma gaita de boca.

Depois da conversa com Vicente, o contato entre a Organização e o pequeno grupo de estudantes ficou sob a responsabilidade de uma militante de origem francesa cujo nome me escapa. Ela reunia conosco em Curitiba periodicamente. Claro que estar com ela, independentemente de ser nossa assistente política, era sempre uma ocasião especial. Nós providenciávamos reuniões em locais aprazíveis nos campos e pequenos bosques nos arredores da cidade porque na ocasião não dispúnhamos de local que servisse de “aparelho”. O sol que recebíamos durante essas reuniões era bem-vindo porque estávamos no inverno. Mas o ruim era desfazer-se depois dos eventuais carrapatos.

Reencontrei Vicente anos depois, no Rio de Janeiro. Chamava-se então Darci. A escolha de um nome tão indefinido quanto ao gênero era proposital. Ele estava então sendo procurado pela polícia política da ditadura e vivia na mais completa clandestinidade. Eu havia chegado ao Rio de Janeiro em meados de 1973, depois de uma breve passagem por São Paulo. Obviamente, me dirigi para o local de referência obrigatória dos migrantes, a rua Bento Lisboa, onde consegui alugar um quarto. Nessa época, comecei a trabalhar no Banco Mercantil de São Paulo. leia mais

Victor Meyer 68 anos

Victor Augusto Meyer Nascimento, revolucionário socialista (16.07.1948 – 17.04.2001)

Coletivo CVM

Dentre as principais contribuições da Política Operária à teoria da revolução brasileira, destaca-se, em primeiro lugar, a tese de que a revolução brasileira teria um caráter socialista, ou não seria revolução. Se hoje esse assunto parece fora de moda, deve-se lembrar que até os anos 60 predominavam os defensores do caráter democrático burguês da revolução brasileira e a Política Operária se esforçava em comprovar que não existia uma burguesia nacional revolucionária e que o país apresentava-se já como um país capitalista, ainda que dependente e submetido à dominação imperialista dos países centrais.

Uma verdadeira revolução no país só teria chances de sucesso se fosse levada a cabo por uma aliança dos trabalhadores da cidade e do campo, sob a liderança da classe operária. Dessa política de alianças, estariam excluídas as facções políticas da média e grande burguesias, cuja participação em organismos do tipo Frente Popular foi responsável historicamente por inúmeras derrotas do movimento operário.

Mas, para exercer este papel hegemônico, a classe operária brasileira teria que atingir o estágio de classe “para si”, ou seja, de classe com consciência de classe: teria que ter alcançado a sua independência política em relação às demais classes sociais. Era a esse processo de organização independente do proletariado que se dedicava com afinco a Política Operária, nos duros tempos da ditadura militar.

Do ponto de vista internacional, a Política Operária criticava abertamente o caráter burocrático do “socialismo real”, mas não caía na tentação de considerar a burocracia uma classe social inimiga do proletariado e o sistema uma variedade de capitalismo ou de imperialismo. Criticava o stalinismo, mas procurava compreender as causas que lhe deram origem, basicamente o atraso econômico da Rússia e demais países que compuseram o bloco socialista.

O processo de organização independente do proletariado, pelo qual a Política Operária tanto lutou no Brasil, alcançou no início dos anos 80 seu ponto mais alto na história do movimento operário brasileiro, resultando na criação do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores, a partir das grandes greves do ABC paulista.

Essa grande novidade no cenário político brasileiro produziu seus impactos também na esquerda organizada, que se viu surpreendida pela força e criatividade organizatória espontânea do movimento operário, tanto do ponto de vista político, quanto do sindical.

Tendo desaparecido como organização no turbilhão deste processo, o pensamento da Política Operária, entretanto, perdurou na consciência e na ação de inúmeros ex-militantes, atuando individualmente ou em grupos no interior do PT e da CUT.

Nenhum desses militantes, entretanto, se dedicou mais à preservação do legado teórico e ideológico da Política Operária do que Victor Meyer. Tendo contribuído para a publicação de diversas obras de Érico Sachs, como as coletâneas Marxismo e Luta de Classes (Editora Práxis, 1987), Qual a Herança da Revolução Russa e Outros Escritos (Segrac, 1988) e Andar com os próprios Pés: Discutindo uma Estratégia de Ação para os Trabalhadores (Segrac, 1994), Victor contribuiu para manter viva a chama do marxismo militante no Brasil. leia mais

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Operário tem braço decepado na Volkswagen

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

 

Um funcionário da fábrica de São Bernardo da Volkswagen teve o braço decepado na manhã de ontem após acidente com uma prensa. O operário, que trabalha no setor de estamparia, foi socorrido ao Hospital Assunção, na mesma cidade, onde passou por cirurgia no período da tarde. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, seu estado de saúde é estável.

Até o fechamento desta edição, não haviam sido informados detalhes sobre o que pode ter provocado o acidente. Por meio de sua assessoria de imprensa, a entidade sindical disse que, na tarde de ontem, a ocorrência ainda estava sob investigação, processo que contará com o auxílio de integrantes da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Os funcionários do primeiro e do segundo turnos foram liberados do trabalho.

Em Destaque

Segundo funcionários da empresa, foi feita reunião com diretores da montadora para que fossem discutidas medidas para evitar novos acidentes na planta.

Em nota enviada ao Diário no início da noite, a Volkswagen afirmou que “lamenta o acidente ocorrido com um dos seus empregados” e que “prestou o socorro imediato e continuará dando assistência a ele e sua família”. A companhia não divulgou a identidade do funcionário e também não confirmou as informações sobre seu estado de saúde.

Em novembro, outro operário da fábrica da Anchieta, que trabalhava na manutenção, se feriu depois que uma máquina caiu sobre ele. A vítima teve o abdômen perfurado e também foi levada para o Hospital Assunção por equipes do Corpo de Bombeiros. O acidente ocorreu na ala 3 da fábrica, onde é feita a armação da picape Saveiro.

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FATOS & CRÍTICA Nº 7: Fechando a torneira da Lava-Jato

 

A enxurrada diária de denúncias de corrupção na imprensa tem revelado o óbvio, ou seja, que veteranos peixes graúdos da política nacional, oriundos principalmente do PMDB, mas também de quase todo o espectro partidário, estão tão enredados nas malhas da Operação Lava-Jato, quanto os acusados do PT.

O próprio presidente interino Temer, oriundo do golpe civil por ele mesmo capitaneado na vice-presidência da República com apoio parlamentar, do judiciário e de ampla sustentação midiática, foi atingido. Com cara de falsa indignação, ele teve que usar todos os seus recursos cênicos para desmentir a acusação de que teria intermediado propinas de uma empreiteira para o candidato de seu partido à prefeitura de São Paulo. Ousou até dizer, num gesto digno de um kamikaze, que se isso fosse verdade não poderia estar ocupando a cadeira mais importante da República. Ato contínuo destituiu o seuamigo Henrique Eduardo Alves, Ministro do Turismo, que veio a somar-se a dois outros colegas de ministério que já haviam experimentado a mesma sorte, por motivosanálogos: o recebimento de gordas propinas oriundas de contratos de empreiteiras com a Transpetro, de acordo com as denúncias do ex-presidente da empresa, Sérgio Machado. leia mais